Baseado no poema de Rudyard Kipling, o filme conta a história de três amigos soldados e suas aventuras na India do século 19, guiados por um nativo.
Por volta de 1880, o comando colonial britânico na Índia perde contato com o posto avançado de Tantrapur. O coronel envia um destacamento para consertar o telégrafo e descobrir o que aconteceu, liderado por três sargentos eficientes e indisciplinados: MacChesney, Cutter e Ballantine, amigos de longa data e veteranos do exército. Acompanha o destacamento o humilde nativo carregador de água (bhisti) Gunga Din, que sonha em se tornar um "soldado da Rainha".
Ao chegar em Tantrapur o regimento é atacado por rebeldes indianos. O coronel Weed e o Major Mitchell identificam uma arma dos inimigos como pertencente ao culto Thuggee, uma seita de assassinos adoradores da deusa da morte Kali e dada como destruída há mais de cinquenta anos.
Ballantine quer deixar o exército para se casar mas os outros dois amigos armam planos para que ele desista dessa intenção. Depois, Gunga Din conta ao ganancioso sargento Cutter sobre um templo dourado. Cutter rouba a elefante Annie e parte com Gunga Din até o templo. Ao chegar ele descobre que ali é o local de encontro de centenas de Thugs, liderados por um sanguinário guru. Cutter pede a Din que retorne para avisar os amigos enquanto ele se deixa capturar pelos assassinos e é torturado.
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Baseado no poeta ultra britânico (embora nascido na Índia) Rudyard Kypling, que amava a Índia, desde que ela se sujeitasse aos britânicos, e aqui, mais uma vez, esses invasores britânicos são os heróis e quem luta pela independência da sua terra são os vilões
culminando com a ascensão a herói, o Gunga Din do título, que é na verdade um grande traidor da sua gente
A produção impressiona, Hollywood iniciava-se nos grandes épicos, mas é um filme bobinho e desconfortável com atores brancos em black face para interpretar os indianos, que são chamados de "macacos" pelos alvos britânicos e mesmo se desconsiderarmos o potencial altamente racista da obra, mesmo assim é um filme mediano (e que aparentemente serviu de inspiração para "Três Reis" de 1999)
GUNGA DIN
Direção: George Stevens
Ano: 1939
Assistido em: 22/10/2023
Não conhecia a existência desse filme até uns meses atrás, quando escutando um podcast sobre “Indiana Jones” citaram que “Gunga Din” foi uma das prováveis influências de Lucas e Spielberg na criação do arqueólogo mais famoso e amado do mundo, e lá fui eu buscar informações sobre o mesmo, e descobri que foi dirigido pelo grande George Stevens, e trazia no elenco nomes como Cary Grant, Douglas Fairbanks Jr. e Joan Fontaine. Não tinha como não gostar, importante recorte histórico, grande diretor e elenco, tudo caminhava para se tornar um dos meus títulos favoritos da década de 1930, mas é aquele ditado: a expectativa é a mãe de muitas das decepções.
Na Índia Britânica do século XIX, três soldados recebem uma missão de investigar o porque do contanto com um posto avançado ter sido interrompido durante o envio de uma mensagem. Os três serão auxiliados por Gunga Din, um bhisti que deseja se tornar membro do exército da Rainha Vitoria. Entretanto em seu caminho eles são atacados pelos Tugues, fanáticos religiosos que seguem a Deusa Kali, que são adeptos de rituais de sacrifícios e que todos acreditavam estar desaparecidos a quase meio século.
Li em todos os comentários que a produção é datada e traz uma visão extremamente preconceituosa e xenófoba sobre os povos indianos, mas não adianta chorar o leite derramado, não podemos voltar 150 anos no tempo o mudar a forma de tratamento que o Reino Unido deu a Índia, e muito menos condenar Hollywood por uma visão racista que era prática comum 84 anos atrás, infelizmente nos resta usar essas retratações erradas como ferramenta de estudo nos dias atuais, para vermos como não retratar uma nação e seu povo em uma tela de cinema, mas ir além disso é mera anacronismo.
Não tenho nada contra produções com um ritmo mais lento, algumas histórias têm uma cadência muito particular, mas o problema é quando um filme de duração padrão, parece durar uma eternidade, graças a monotonia do roteiro. “Gunga Din” do alto de suas comuns duas horas parece ter durado o dobro do tempo de “Giant” (1956), por exemplo, trabalho de três horas do mesmo diretor, e olha que aqui existem sequências de ação que deveria nos animar, mas que infelizmente não funcionam.
É bem notável o legado dessa obra, e que sim, ele influenciou o nosso querido Dr. Henry Jones Jr., a mistura de humor, com cenas de ação, o jeito irresponsável do personagem do Cary Grant, o total desrespeito com as populações locais, enfim, é tudo muito forte, mas infelizmente, nesse caso sou obrigado a dizer que Spielberg, Lucas e companhia melhoraram e muito as ideias apresentadas e conseguiram criar algo muito mais marcante, e memorável, não vou negar a importância de “Gunga Din”, mas também não vou negar que me deixou com um gosto amargo na boca, já que tecnicamente é um filme muito bem realizado, com um elenco absurdo, mas com uma história chocha e que não empolga, uma pena, pois detesto não gostar de clássicos do cinema.
Existe algumas questões que hoje em dia nem são bem vistas,mas nem por isso o filme perde,se perde em algumas sequências totalmente vazias e sem ânimo.Datado.
>Assistido em 21 de Maio de 2023
Não vou julgar um filme de 80 anos atrás com os valores de hoje. Mas o filme é fraco por si só, arrastado, e com situações extremamente forçadas de comédia que só o prejudicam, Vale pela cena da batalha final. Nota 5,5.
Filme com temática datada, esteritipos forçados e cenas de ação muito fraquinhas. Não sei o que faz na lista de 1001 filmes pra ver antes de morrer. Completamente esquecível.