Cumprindo seu sonho cinematográfico de 40 anos, o novo e luminoso filme do diretor Nobuhiko Obayashi, "Hanagatami", oferece uma história atemporal sobre a pureza da juventude em meio ao caos da guerra.
"Hanagatami" é o penúltimo filme de Nobuhito Ōbayashi. Colorido como uma colagem de scrapbook, surge na tela um conto de fadas surrealista, teatral, visualmente lindo e numa linguagem que acena muito mais para o sensorial do que para o entendimento. O filme inteiro e os personagens parecem saídos de um sonho ou de uma lembrança longínqua. E tal como acontece nos sonhos, acordamos tomados pela emoção e não exatamente pela clareza da história.
O universo criado por Ōbayashi é belíssimo, cheio de sobreposições, cores extravagantes, paisagens delirantes e um mergulho no lirismo. "Hanagatami" tanto pode ser um manifesto contra as guerras de que o Japão participou (as quais ceifaram a vida de muitos), quanto pode ser uma espécie de carta de despedida do diretor, já que ele havia descoberto um câncer em estágio avançado durante as filmagens.
Em qualquer das hipóteses, o filme é arte emanando uma dor silenciosa, uma crítica às guerras, uma celebração da vida e de todas as formas de amor. Na cena com a cadeira vazia ao fundo, não é apenas sua assinatura que está ali, mas um aceno final de Ōbayashi ao público, lembrando que a morte não deve ser imposta a ninguém; ela pode ser uma escolha ou um fato natural, mas o que importa é homenagear a vida com intensidade, pois ela continuará a florescer por meio das lembranças que deixamos.
"Hanagatami" é o penúltimo filme de Nobuhito Ōbayashi. Colorido como uma colagem de scrapbook, surge na tela um conto de fadas surrealista, teatral, visualmente lindo e numa linguagem que acena muito mais para o sensorial do que para o entendimento. O filme inteiro e os personagens parecem saídos de um sonho ou de uma lembrança longínqua. E tal como acontece nos sonhos, acordamos tomados pela emoção e não exatamente pela clareza da história.
O universo criado por Ōbayashi é belíssimo, cheio de sobreposições, cores extravagantes, paisagens delirantes e um mergulho no lirismo. "Hanagatami" tanto pode ser um manifesto contra as guerras de que o Japão participou (as quais ceifaram a vida de muitos), quanto pode ser uma espécie de carta de despedida do diretor, já que ele havia descoberto um câncer em estágio avançado durante as filmagens.
Em qualquer das hipóteses, o filme é arte emanando uma dor silenciosa, uma crítica às guerras, uma celebração da vida e de todas as formas de amor. Na cena com a cadeira vazia ao fundo, não é apenas sua assinatura que está ali, mas um aceno final de Ōbayashi ao público, lembrando que a morte não deve ser imposta a ninguém; ela pode ser uma escolha ou um fato natural, mas o que importa é homenagear a vida com intensidade, pois ela continuará a florescer por meio das lembranças que deixamos.
O arquivo em hd eu já achei, só falta a legenda em português. Alguém?
Obra prima. Abordagem extremamente criativa sobre a guerra e a juventude. Para ver e rever.