Inspirado na vida real do criminoso Irwin Walker, "O Demônio da Noite" narra, em estilo semi-documentário, a perseguição ao criminoso Roy Morgan por haver matado um policial. Apesar de Alfred L. Werker constar nos créditos como diretor, o cineasta Anthony Mann (não creditado) e o John Alton - que assina a fotografia desse e de boa parte dos film noirs do período clássico - são os verdadeiros artífices do filme.
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Gosto que o filme é bem direto. E também gosto muito do tom quase documental. É um filme bem tenso do começo ao fim. Não fui a fundo das polêmicas se quem dirigiu foi mesmo o Alfred L. Werker ou o Anthony Mann, de qualquer forma é um boa direção. Toda a sequência final nos túneis do esgoto é muito boa e muito tensa. Além de ter uma ótima fotografia. O maior defeito pra mim é que o filme meio que acaba do nada. Bom noir que apesar de algumas falhas é um bom filme e deveria ser mais conhecido.
"O trabalho da polícia, assim como o de uma mulher, nunca acaba" aí é foda em kkkkkkkk
O filme é bom, curto (apesar que 10 minutos a mais não faria mal) sem subtramas desnecessárias e direto ao ponto. Poderia ter tido mais uns minutos, o final após a perseguição foi muito rápido.
A única parte que foge do que falei em cima, é a parte que o policial vai entregar leite e uma mulher fala com ele, não tem nada a ver com o roteiro. Mas é pequeno, muitos provavelmente nem perceberão.
Excelente noir de baixo orçamento e pioneiro no estilo "CSI". Também serviu de inspiração para a famosa série Dragnet. O desfecho é bastante semelhante ao de O Terceiro Homem, lançado no mesmo ano.
Não é um filme que me impressionou muito do ponto de vista técnico.
Embora o estilo documentário e o tom jornalístico seja inusitado dentro do gênero, ele soa mais como recurso hiper-expositivo do que qualquer outra coisa.
Não é um filme que se propõe uma revolução no gênero. É divertimento puro.
O que me deixou mais entretido (mais do que eu esperava) foi o interessante jogo de gato e rato entre a polícia e o bandido.
Não é um jogo de xadrez extremamente cerebral (e lúdico) no estilo Arthur Conan Doyle. Embora o antagonista (bandido) seja engenhoso, não é nenhum Professor Moriarty.
De qualquer forma, é uma interessante mostra de métodos científicos de perícia e truques estratégicos policiais, com algumas boas cenas de tensão (mérito da direção).
Ótimo Noir com bela interpretação de Richard "almirante Nelson" Basehart.