Uma talentosa professora de música e mãe sofre de uma profunda e debilitante depressão. A família tenta ajudá-la, mas ninguém é capaz de lidar com sua dor quanto uma jovem estudante que conhece muito bem o estado depressivo.
Um retrato devastador, cru e profundamente existencial. Um filme que atravessa, que incomoda, que emociona sem pedir licença. Um verdadeiro soco silencioso na alma.
Como psicólogo, foi um “deleite” assistir essa obra.
A diretora Sandra Nettelbeck faz uma escolha narrativa muito clara: se afastar da terapia como eixo central, para enfatizar a depressão como uma condição biológica, não como uma tristeza passageira ou algo “resolvível” apenas pela conversa.
Isso fica sintetizado de forma poderosa na fala da médica: “Ela não está infeliz… ela está doente.”
E, de fato, o filme cumpre esse propósito com força.
Mas, ainda assim, fica uma inquietação.
Porque, embora a depressão seja, sim, uma doença e precise ser compreendida para além do emocional, ela também atravessa a subjetividade. E é justamente nesse atravessamento que a escuta clínica se torna essencial.
A fala não cura sozinha. Mas o silêncio também não.
Senti falta desse espaço no filme. Do lugar onde a dor ganha linguagem. Onde o caos interno começa, ainda que lentamente, a fazer algum sentido.
Ainda assim, é preciso reconhecer: foi uma escolha estética e conceitual da direção e, dentro dessa proposta, o filme é potente, coerente e profundamente impactante.
Um grande filme. Daqueles que não terminam quando sobem os créditos… continuam reverberando dentro da gente.
A depressão é uma realidade incomoda e complicada...o filme é uma boa discussão bastante crível; exatamente porque ainda me parece uma doença misteriosa, e eu nem sei mesmo se devemos chamar de uma única doença; parece-me que há infinitas formas de manifestação...
bipolaridade,
quando percebo,
ela já está sentada comigo.
já mudou o tom das minhas ideias,
a velocidade dos meus pensamentos,
a maneira como olho para o mundo.
eu não vejo chegar,
mas sempre está lá.
ou melhor:
aqui.
Um retrato devastador, cru e profundamente existencial. Um filme que atravessa, que incomoda, que emociona sem pedir licença. Um verdadeiro soco silencioso na alma.
Como psicólogo, foi um “deleite” assistir essa obra.
A diretora Sandra Nettelbeck faz uma escolha narrativa muito clara: se afastar da terapia como eixo central, para enfatizar a depressão como uma condição biológica, não como uma tristeza passageira ou algo “resolvível” apenas pela conversa.
Isso fica sintetizado de forma poderosa na fala da médica:
“Ela não está infeliz… ela está doente.”
E, de fato, o filme cumpre esse propósito com força.
Mas, ainda assim, fica uma inquietação.
Porque, embora a depressão seja, sim, uma doença e precise ser compreendida para além do emocional, ela também atravessa a subjetividade. E é justamente nesse atravessamento que a escuta clínica se torna essencial.
A fala não cura sozinha.
Mas o silêncio também não.
Senti falta desse espaço no filme.
Do lugar onde a dor ganha linguagem.
Onde o caos interno começa, ainda que lentamente, a fazer algum sentido.
Ainda assim, é preciso reconhecer:
foi uma escolha estética e conceitual da direção e, dentro dessa proposta, o filme é potente, coerente e profundamente impactante.
Um grande filme.
Daqueles que não terminam quando sobem os créditos… continuam reverberando dentro da gente.
Bom filme sobre a depressão. Mas o roteiro se acovarda ao criar um personagem paralelo para se suicidar, quando deveria ter sido com a protagonista
Tadinho do au au se tivesse ficado com a mathilda 😢😢😢
A depressão é uma realidade incomoda e complicada...o filme é uma boa discussão bastante crível; exatamente porque ainda me parece uma doença misteriosa, e eu nem sei mesmo se devemos chamar de uma única doença; parece-me que há infinitas formas de manifestação...