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Data de lançamento
6 Out. 1989Duração
Após pacificar a Inglaterra e consolidar sua autoridade, o jovem Rei Henrique V decide invadir a França do Rei Carlos VI por julgar-se o verdadeiro herdeiro do trono. Combatendo junto aos soldados, ele enfrentará o numeroso exército francês na famosa Batalha de Agincourt.
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24.02.1991
Diferentemente da versão de Olivier (1944) Kenneth Branagh opta por uma abordagem mais direta, sombria e cinematográfica, embora o Coro (Derek Jacobi) apareça de vez em quando para comentar a ação. Reunindo um elenco soberbo (que ator magnífico era Paul Scofield !) o diretor orquestra um espetáculo grandioso.
Reconheço que é um filme com características superiores, mas definitivamente não é pra mim. Optaram por uma linguagem Shakespeariana que acaba por cansar e dar sono. Nota 5,0.
Já conhecia a história adaptada de uma peça de Shakespeare da versão de 1944 dirigida e estrelada por Laurence Olivier que para mim não foi tão bem sucedida como essa versão de 1989 dirigida e estrelada por Kenneth Branagh. O tom teatral parece um pouco excessivo no início atrapalhando o entendimento da história, mas na maior parte do tempo o diretor então estreante na função entrega um grande espetáculo cinematográfico de produção requintada onde se destacam as grandes atuações do elenco e a magnífica trilha sonora. O ponto alto é a sequência que tem como fundo musical a canção "Non nobis domine" que continua na minha memória mesmo depois de terminar de ver o filme que teve merecidas indicações ao Oscar para melhor direção e melhor ator para Kenneth Branagh e levou uma estatueta de melhor figurino.
O texto de “Henrique V” inscreve-se no conjunto das peças históricas de Shakespeare e baseia-se na vida e no reinado de Henrique V, monarca galês que esteve à frente da Inglaterra na primeira metade do século XV. Henrique é celebrado por ter empreendido uma campanha contra a França e, mesmo com o exército reduzido e enfraquecido, derrotado o grosso do exército francês na Batalha de Azincourt, em 1415, durante a chamada Guerra de Cem Anos. Em 1944, a peça foi levada às telas de cinema pela primeira vez, por Laurence Olivier que, além de dirigir o filme, protagonizo-o. Olivier, como é sabido, vinha dos palcos de teatro e dedicou boa parte de sua carreira cinematográfica aos textos shakespearianos. Neste sentido, a trajetória de Kenneth Branagh assemelha-se muito à de Olivier; Branagh, também egresso do teatro britânico, marcou sua estreia na direção de filmes com um texto de Shakespeare, cujo protagonismo também foi assumido por ele: “Henrique V”, de 1989.
O filme de Branagh começa de maneira bastante original. A figura de um narrador, que substitui em funcionalidade a presença do coro das antigas tragédias gregas, é encarnada por Derek Jacobi e transportada para um cenário que lembra um estúdio de cinema, na forma de um personagem que se dirige ao público para estabelecer a ligação entre as cenas e descrever aquilo que não se encenava. Além desta inovação, ao contrário da versão de Olivier, o filme de 1989 captura as ações em locações externas, conferindo maior realismo à trama. O fato de assumir o protagonismo poderia ser tarefa demasiadamente desafiadora para um diretor estreante; Kenneth Branagh, contudo, dá conta do recado: sua interpretação é vigorosa e apaixonada, em conformidade com o retrato da personalidade histórica de Henrique V. Ainda que tenha mantido a maioria dos diálogos da peça, o diretor tomou o cuidado de delimitar muito bem o objeto cinematográfico que tinha em mente, evitando-se dessa forma, resvalar na impressão de simples teatro filmado.
⭐ 3.9 / 5.0