O filme segue as histórias paralelas de um asceta cristão e um ministro moderno: Gabriel é um monge medieval que se dedica à conclusão de uma estátua da "Verdade", sendo assassinado por uma multidão quando seu trabalho se revela ser a imagem de uma mulher nua; já o Gabriel contemporâneo é o pastor de uma grande congregação urbana e rica, onde a religião é uma questão de aparência, não de crenças. A hipocrisia da congregação é exposta por uma série de vinhetas nas quais a Verdade Nua (literalmente retratada por uma mulher nua) revela seus apetites por dinheiro, sexo e poder.
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É um completo absurdo que Lois Webber não seja tão conhecida tal qual outros gigantes do inicio do cinema como D. W. Griffith, Cecil B. De Mille ou Charles Chaplin. Hypocrites é uma ácida crítica social que mostra que, mesmo com a evolução da sociedade, ainda há muitos preconceitos e superstições a ser superados. Mesmo passados mais de cem anos desde seu lançamento ainda se mostra atual em vários aspectos.
É de uma ousadia sem precedentes:
nada menos que as primeiras cenas de nudez frontal feminina da história do cinema
CARALHO VELHO, SÉRIO, QUE FILME FODA! Eu vejo essas coisas e tipo queria saber mais pra poder escrever pq eu senti várias coisas que lembraram Sétimo Selo, mas vai saber...
A princípio com toda coisa do padreco tava levando como filme moralista religioso, mas a intro maravilhosa dos personagens mudando as vestimentas deveria ter me alertado que seria mais brisa que isso. E sim, tem o padre estafado com a sociedade podre que claramente fez jejum até começar a alucinar, mas jesusa que avoa é tão mais que isso! Ela pega cada cuzisse pra botar no espelho as hipocrisias dos cidadãos de bem LITERALMENTE. Incluso a minazinha apaixonada pelo padreco derrotado, e cada setor a maneira como ela fez foi impactante... Porém antes disso, quando mostra a moral retrógrada com A VERDADE NUA SENDO REVELADA??? Que primeiro a câmera passa entre o público nos tempos atuais, pra depois voltar com eles vestidos nos tempos antigos, estilo inquisição? E ELES REAGINDO A ESTATUA, COM SÓ ALGUNS REALMENTE ENTENDENDO? - AS MINA, CLARO HAHAHAH. FUDIDO. FUDIDO DEMAIS.
Sinopticamente, é ótimo. Leva a religiosidade a sério e propõe uma releitura dos discursivos de poder, mantidos pela palavra do título, infelizmente abundante. Entretanto, no sonho fatal que conduz a narrativa, a busca pela compreensão da nudez da Verdade soa determinista em seu moralismo irreversível. O tom julgamental não indulgente (realçado por uma cena em que o substantivo derivado aparece ao lado de um livro sobre sexo, lido por uma criança) revela-se desesperançoso e fatalista, mortificador. Inverte causa e efeito em relação à definição de Pecado que se propõe. Desagradou-me bastante, justamente por eu ser religioso. Atesta, mais uma vez, o pioneirismo da realizadora, mas... Infelizmente, não funcionou comigo: o ritmo é ruim (indeciso e ainda amorfo lingüisticamente) e o desfecho é exagerado. Uma pena! Mas sigo fã da Lois Weber... Esta mulher precisa ser (re)descoberta! (WPC>)
Show de técnica em uma alegoria produzida há mais de cem anos, que conserva a atualidade de sua mensagem.
Um filme de 1915, dirigido por uma mulher e que continua bastante atual. A mulher nua tinha um significado que eu não me lembrava e olhando na internet vi que ela simboliza a verdade que choca, mas tanto a verdade, quanto a nudez ainda chocam. Fico pensando como esse filme foi recebido na época de lançamento. E outro detalhe triste é ver o estado final de conservação do filme, tendo partes bastante deterioradas.