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Data de lançamento
8 Set. 2006Duração
16 de junho de 1959. O ator George Reeves (Ben Affleck), mais conhecido como o protagonista da série de TV "As Aventuras do Super-Homem", comete suicídio. O ato ocorreu no quarto de Reeves, deixando sua namorada, a aspirante a atriz Leonore Lemmon (Robin Tunney), e milhões de jovens fãs boquiabertos. Helen Bessolo (Lois Smith), a mãe de Reeves, não se conforma com a possibilidade de que seu filho tenha se suicidado e contrata o detetive Louis Simo (Adrien Brody), que tem por missão provar que o caso na verdade foi de assassinato. Simo passa a investigar Reeves, descobrindo seu antigo caso com Toni Mannix (Diane Lane), esposa de um poderoso executivo do estúdio MGM.
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O filme é bom e conta com um elenco competente. No entanto, alguns aspectos me incomodaram. As linhas do tempo, por exemplo, nem sempre são claras, o que pode confundir o espectador. Seria útil se, em momentos específicos, o ano fosse exibido no canto inferior da tela para facilitar a compreensão. Outro ponto são as suposições e imaginações de Louis Simo, que poderiam ter sido melhor sinalizadas. A primeira cena desse tipo pega o público de surpresa, dando a impressão de que os eventos ocorreram de fato, enquanto a segunda já deixa claro que se trata de uma suposição. Um problema comum em filmes baseados em fatos reais, como este, é a dificuldade em distinguir o que é verídico do que é ficcional. Por exemplo, diálogos entre dois personagens em uma sala, sem outras testemunhas, são frequentemente deduções dos roteiristas, o que levanta questionamentos sobre sua autenticidade.
O filme também destaca como George Reeves ficou marcado pelo papel de Superman, que, na época, não tinha o impacto cultural que ganhou posteriormente com Christopher Reeve. Reeves, com sua série e carisma, foi fundamental para alavancar a popularidade do personagem. É interessante notar que, apesar de sua importância, o filme mostra que ele enfrentou desafios pessoais e profissionais por ser tão associado ao papel.
Um aspecto intrigante é a insinuação de que a mãe de Reeves teria sido "comprada" pela MGM, estúdio que, segundo o filme, não tinha relação direta com ele. O único vínculo de Reeves com a MGM era sua relação com Toni Mannix e, por extensão, com Eddie Mannix.
O filme também aborda o misterioso acidente de carro sofrido por Reeves e um confronto no clímax, em que Louis Simo encara Eddie Mannix e menciona outros supostos acidentes orquestrados por ele. Esses elementos alimentam a aura de mistério, mas não oferecem respostas concretas.
No entanto, se o objetivo do filme era apenas levantar hipóteses e instigar dúvidas, ele não precisava ser tão longo. Uma narrativa mais concisa poderia ter mantido o impacto sem se estender tanto, especialmente porque a história parece chegar a um beco sem saída, deixando muitas questões sem resolução.
O elenco é um dos pontos altos. Ben Affleck, Adrien Brody, Diane Lane, Robin Tunney e Bob Hoskins entregam atuações excelentes, cada um trazendo profundidade aos seus personagens. Affleck, em particular, captura bem a dualidade de Reeves, entre o charme público e as lutas internas.
Hollywoodland é uma obra que mistura drama biográfico com suspense noir, explorando não apenas o mistério da morte de George Reeves, mas também os bastidores de Hollywood na década de 1950. A direção de Allen Coulter e a fotografia criam uma atmosfera envolvente, mas o ritmo irregular e a falta de clareza em alguns momentos podem frustrar quem busca uma narrativa mais direta ou conclusiva. Ainda assim, é um filme que vale pela atuação do elenco e pela reflexão sobre fama, poder e verdade.
Assistido em 08/07/2025
"Hollywoodland - Bastidores da Fama", conta os bastidores da história sobre o mistério da morte do ator ator George Reeves, que viralizou na época vivendo o Super Homem nas telas da TV.
Em duas linhas de tempo, vemos a vida de George Reeves (Ben Affleck) montado nas costas de Toni Mannix (Diane Lane), mulher que pegou ele pra criar, dando casa, comida e roupa lavada e o personagem pra ele interpretar na TV. Mas como ela já era tia, ela leva um pé nos culotes, depois que ele arruma uma Mina mais nova. E durante uma festa em sua casa, numa bela noite, o ator morre em seu quarto em condições misteriosas.
Suicídio ou assassinato? Ninguém sabe. Mas o investigador particular Louis Simo (Adrien Brody), tenta descobrir. E quanto mais ele fuça na história, achando pessoas, encontrando provas, mais "panos quentes" ele encontra. Levando até umas porradas básica pra ficar esperto. Vai mexer com essa gente...
A história é marcante, a morte de George Reeves é um dos maiores mistérios da velha Hollywood, mas o desenvolvimento da trama é uma kriptonita. A história é lenta e chata, os protagonistas não conseguem evoluir seus personagens, pelo fato deles ficarem presos a uma jogo de interesses fraco de Reeves sua companheira e sua amante. E Simo com sua vida conturbada com a ex, seu filho, sua atual e esse trabalho de investigação que quase que não anda o filme todo.
Por mais que Allen Coulter, tenha esse grande mistério nas mãos e um elenco de grandes nomes, ele não tira quase nada disso. Adrien Brody está perfeito no papel, mas seu personagem acaba se perdendo no filme, assim com a linda Diane Lane e o queixudo do Ben Afleck. A trama vira um atoleiro de mais de duas horas, com um desfecho obvio pro mistério da morte do ator, mas é muito ruim pro personagem de Brody.
A produção é muito boa, a trama tem ótimos elementos de filmes noir, tem um belo elenco, mas a história foi muito mal pensada pro filme, que tinha tudo pra estourar, assim como "Dália Negra" do Palma. Infelizmente Hollywoodland - Bastidores da Fama", não trouxe nada, o filme não está a altura dos fatos e os mistério sobre a morte de George Reeves, continuam sem respostas (esse filme tem quase 20 anos na costas) e acho que devem continuar por um bom tempo .
HOLLYWOODLAND
Direção: Allen Coulter
Ano: 2006
Assistido em: 19/05/2024
Quem é fã de cinema e fã de histórias em quadrinhos provavelmente já deve ter ouvido falar sobre a “Maldição do Superman”, uma série de tragédias que se abateram sobre os atores que interpretaram Clark Kent, seja no cinema ou na TV. E o pioneiro dessa sequência de desgraças foi o ator George Reeves, que teve uma morte para lá de controversa na década de 1950. Hollywoodland se propõe a tentar justificar e encontrar a resposta mais plausível para esse mistério que ocorreu há mais de 60 anos.
O ator George Reeves é encontrado morto em sua casa e a polícia de Los Angeles imediatamente declara como suicídio. Entretanto sua mãe não se convence do fato devido a as estranhas conexões que Reeves possuía. Nesse contexto entre cena o detetive Louis Sino, que tentará provar a teoria de que Reeves não cometeu suicídio, mas foi assassinado.
2006 foi o ano que Hollywood resolveu remexer nos esqueletos de seu armário, já que além de Hollywoodland nesse mesmo ano eles lançaram um outro filme chamado The Black Dahlia, do Brian De Palma, e que tentava solucionar a misteriosa morte de Elizabeth Short, que assim como o caso de Reeves, é outro mistério da velha Hollywood que provavelmente jamais encontrarão uma resposta. Mas além disso, essa duas obras possuem muito mais em comum, ambos possuem histórias interessantíssimas, sobre mistérios que assolam o imaginário dos fãs da sétima arte há muitas e muitas décadas, e ambos foram realizados de uma forma em que todo o seu potencial não fosse explorado, com filmes modorrentos e tediosos, que falharam em ser excelentes thriller.
O grande trunfo aqui fica por conta do elenco, Adrien Brody, Diane Lane, Ben Affleck, Robin Tunney, Bob Hoskins e outros atores talentosos, que estão claramente dedicados aos seus papéis, mas que infelizmente receberam personagens que não foram bem escritos ou desenvolvidos, e nem bem trabalhados, aqui nós poderíamos ter um excelente clássico noir, caso o filme soubesse explorar todo aquele mistério, e toda a energia da Hollywood dos anos 1950, mas não foi o caso, o filme é apático se tornando sonolento, cansativo e tedioso ao longo de toda de sua exibição.
Obviamente nunca saberemos o que de fato ocorreu com o George Reeves, já se passaram 65 anos do ocorrido e esse mistério ficou sem solução , talvez seja melhor assumirmos que foi de fato um suicídio, e que não há nenhuma teoria conspiratória no caso dele, mas o que é inegável, é que um ator que ficou tão marcado com um personagem clássico merecia um filme um pouco mais caprichado, principalmente da parte de Hollywood que gosta tanto de lamber seu amado tempo de glória, porém infelizmente esse daqui é bem aquém do esperado, e do que poderia ter sido.
Minha nossa!!! que filme arrastado e insosso o filme tem serios problemas de ritmo deixando a gente com sono devido alongamento do filme bem mediano mas tem bons momentos.
Ben Affleck no Multiverso da Warner Bros.
Indo além, o filme só se torna interessante quando o ator entra em cena (e o Adrien Brody que me perdõe).
Assisti por curiosidade sobre a história do George Reeves, que é referenciada no livro Iluminações, de Alan Moore.