Os momentos antes deles formaram o plano mostra o drama, incertezas e tristezas de cada um dos personagens envolvidos. Até sacramentar o motivo final que os faz decidirem ir pra fita e arriscarem o tudo ou nada.
(que claro, para um filme dessa época, seria o nada. Era só uma questão de como)
Os momentos que antecedem o roubo são pura encheção de linguiça, como fica evidente a cena em que Earle está com um coelho na mira, na saída do esgoto. Poderia ter sido cortado uns 10 minutos ali...
Enfim, é um bom filme, construído direitinho. Mas também nada de exepcional. Vale a pena pelos atores envolvidos, em especial o trio de bandidos e claro, Gloria Grahame, deslumbrante como sempre, única!!!
Drama policial de suspense noir em preto e branco da HarBel Productions e United Artists que no Globo de Ouro foi indicado ao prêmio de melhor filme promovendo entendimento internacional. O filme foi baseado em um romance de mesmo nome de William P. McGivern (1918-1982). O roteiro do escritor da lista negra Abraham Polonsky (1910-1999) - que usou uma "frente" para este filme - é absolutamente perturbador desde a primeira linha.
Harry Belafonte protagonizou este, o primeiro filme noir com um protagonista negro. Em algumas cenas, Robert Wise (1914-2005) usou filme infravermelho para dar uma sensação levemente distorcida. Shelley Winters (1920-2006) assumiu o papel sem ler o roteiro, baseado em seus colegas de elenco, o diretor Robert Wise, e o fato de que seria filmado em Nova York. O escritor James Ellroy o chamou de "apenas o melhor filme de assalto que deu errado já feito". Estréias no cinema de Wayne Rogers (1933-2015), Mel Stewart (1929-2002) e da atriz Zohra Lampert.
Um poderoso filme noir que ressalta questões socialmente conscientes. Sem pregação, o final da história oferece uma lição ricamente irônica sobre o preconceito racial. A genialidade do filme é que sua tragédia grega está enraizada no aqui e agora de uma América racialmente dividida dos anos 50.
Produzido pelo próprio Harry Belafonte este é o primeiro filme noir com um protagonista negro e um dos raros à abordar o racismo. Ele cria um ótimo protagonista, enquanto Robert Ryan consegue dar complexidade ao seu preconceituoso antagonista. Só a personagem de Gloria Grahame parece dispensável para a trama. E pela primeira vez o desfecho de um filme noir não me foi satisfatório:
Primeiro pela explosão que é uma solução desnecessariamente grandiosa no contexto do filme (e aparentemente só os dois personagens principais morreram apresar de o local ter vários policiais). Segundo porque a morte dos dois dá a ideia de que ambos eram culpados pelos mesmos crimes e tinham personalidades parecidas, quando na verdade, Johnny era um bom homem que foi arrastado para o crime por desespero, enquanto Earle era um racista que estava naquela situação mais por vaidade que por necessidade.
Ao contrário de outros filmes em que vemos um grande planejamento para um grand finale, aqui vemos pessoas desesperadas tendo que participar do roubo e, como vemos, o resultado não foi um dos melhores.
Os momentos antes deles formaram o plano mostra o drama, incertezas e tristezas de cada um dos personagens envolvidos. Até sacramentar o motivo final que os faz decidirem ir pra fita e arriscarem o tudo ou nada.
(que claro, para um filme dessa época, seria o nada. Era só uma questão de como)
Os momentos que antecedem o roubo são pura encheção de linguiça, como fica evidente a cena em que Earle está com um coelho na mira, na saída do esgoto. Poderia ter sido cortado uns 10 minutos ali...
Enfim, é um bom filme, construído direitinho. Mas também nada de exepcional. Vale a pena pelos atores envolvidos, em especial o trio de bandidos e claro, Gloria Grahame, deslumbrante como sempre, única!!!
Drama policial de suspense noir em preto e branco da HarBel Productions e United Artists que no Globo de Ouro foi indicado ao prêmio de melhor filme promovendo entendimento internacional. O filme foi baseado em um romance de mesmo nome de William P. McGivern (1918-1982). O roteiro do escritor da lista negra Abraham Polonsky (1910-1999) - que usou uma "frente" para este filme - é absolutamente perturbador desde a primeira linha.
Harry Belafonte protagonizou este, o primeiro filme noir com um protagonista negro. Em algumas cenas, Robert Wise (1914-2005) usou filme infravermelho para dar uma sensação levemente distorcida. Shelley Winters (1920-2006) assumiu o papel sem ler o roteiro, baseado em seus colegas de elenco, o diretor Robert Wise, e o fato de que seria filmado em Nova York. O escritor James Ellroy o chamou de "apenas o melhor filme de assalto que deu errado já feito". Estréias no cinema de Wayne Rogers (1933-2015), Mel Stewart (1929-2002) e da atriz Zohra Lampert.
Um poderoso filme noir que ressalta questões socialmente conscientes. Sem pregação, o final da história oferece uma lição ricamente irônica sobre o preconceito racial. A genialidade do filme é que sua tragédia grega está enraizada no aqui e agora de uma América racialmente dividida dos anos 50.
Prefiro muitas produções brasileiras em termos de crime. Filmes americanos criam um glamour forçado e deixa tudo em ritmo idiotizado de novela.
ABANDONEI com 25 minutos...
Produzido pelo próprio Harry Belafonte este é o primeiro filme noir com um protagonista negro e um dos raros à abordar o racismo. Ele cria um ótimo protagonista, enquanto Robert Ryan consegue dar complexidade ao seu preconceituoso antagonista. Só a personagem de Gloria Grahame parece dispensável para a trama.
E pela primeira vez o desfecho de um filme noir não me foi satisfatório:
Primeiro pela explosão que é uma solução desnecessariamente grandiosa no contexto do filme (e aparentemente só os dois personagens principais morreram apresar de o local ter vários policiais). Segundo porque a morte dos dois dá a ideia de que ambos eram culpados pelos mesmos crimes e tinham personalidades parecidas, quando na verdade, Johnny era um bom homem que foi arrastado para o crime por desespero, enquanto Earle era um racista que estava naquela situação mais por vaidade que por necessidade.
Ao contrário de outros filmes em que vemos um grande planejamento para um grand finale, aqui vemos pessoas desesperadas tendo que participar do roubo e, como vemos, o resultado não foi um dos melhores.