Jerry Stafford, um homem de negócios, é apaixonado por sua secretária, mas ela o abandona por outro homem. Quando ela percebe seu erro, ela vai volta atrás.
Quando eu li a sinopse, estranhei: sério que a diretora conseguiu abordar isso naquela época? Suspeitei que fosse um filme pré-Código Hays, mas, mesmo assim... Para a minha breve surpresa, não era uma comédia, mas um drama, ainda que haja um casal secundário fazendo pataquadas (Charles Ruggles e seu alcoolismo recreativo e Ginger Rogers como "loura burra"). Era difícil simpatizar com o protagonista milionário e "mulherengo do bem", mas a diretora consegue: seu personagem é uma baluarte moral que mantém-se firme no afã por conquistar a secretária amada, a despeito do tempo requerido para isso, dos anos que passam, do casamento que acontece, da superação com galhardia do que poderia ser uma tragédia... Não funciona por completo (o desfecho abrupto incomoda), mas há algo muito interessante sendo desenhado aqui: quero (e preciso) ver mais filmes dessa mulher! (WPC>)
Um filme interessante e bastante obscuro dirigido por Dorothy Arzner. Assim como em "Quando a Mulher se Opõe", a diretora decide abordar o que acontece após o "felizes para sempre" dos filmes, o casamento é claro. Ela conduz o filme de forma bastante lúcida e traz uma protagonista que não perde o brilho mesmo ao lado de um carismático Fredric March, ator que trabalhou diversas vezes com a diretora. Claudette Colbert dispensa comentários, ela está absolutamente segura e elegante no papel. O filme traz uma mulher que é secretária de um importante homem de negócios, eles possuem uma certa atração, mas por insegurança, a mulher decide se casar com um rapaz que sempre lhe demonstrou amor e segurança. Após o casamento, o caráter desse rapaz começa a desabar, quando ele investe em negócios que dão errado e deixam o casal à beira da falência. Ela num ato heroico, decide procurar o apaixonado homem que ela deixou para atrás, para poder amenizar o estrago que o marido causou, só que tal atitude, desperta a fúria do marido ciumento que acaba atirando no rival e colocando a culpa na esposa. Eu achei esse filme interessantíssimo pois aborda o fato de que toda vez que um homem comete algum erro, ele é tratado como uma "criança" e a responsabilidade de consertar esses erros caem sobre a mulher. Outro fator interessante é a hipocrisia masculina, onde um homem pode ter uma amante, mas sentir-se completamente ofendido com a possibilidade de sua mulher estar fazendo a mesma coisa com outro homem.
Quando eu li a sinopse, estranhei: sério que a diretora conseguiu abordar isso naquela época? Suspeitei que fosse um filme pré-Código Hays, mas, mesmo assim... Para a minha breve surpresa, não era uma comédia, mas um drama, ainda que haja um casal secundário fazendo pataquadas (Charles Ruggles e seu alcoolismo recreativo e Ginger Rogers como "loura burra"). Era difícil simpatizar com o protagonista milionário e "mulherengo do bem", mas a diretora consegue: seu personagem é uma baluarte moral que mantém-se firme no afã por conquistar a secretária amada, a despeito do tempo requerido para isso, dos anos que passam, do casamento que acontece, da superação com galhardia do que poderia ser uma tragédia... Não funciona por completo (o desfecho abrupto incomoda), mas há algo muito interessante sendo desenhado aqui: quero (e preciso) ver mais filmes dessa mulher! (WPC>)
Um filme interessante e bastante obscuro dirigido por Dorothy Arzner. Assim como em "Quando a Mulher se Opõe", a diretora decide abordar o que acontece após o "felizes para sempre" dos filmes, o casamento é claro. Ela conduz o filme de forma bastante lúcida e traz uma protagonista que não perde o brilho mesmo ao lado de um carismático Fredric March, ator que trabalhou diversas vezes com a diretora. Claudette Colbert dispensa comentários, ela está absolutamente segura e elegante no papel. O filme traz uma mulher que é secretária de um importante homem de negócios, eles possuem uma certa atração, mas por insegurança, a mulher decide se casar com um rapaz que sempre lhe demonstrou amor e segurança. Após o casamento, o caráter desse rapaz começa a desabar, quando ele investe em negócios que dão errado e deixam o casal à beira da falência. Ela num ato heroico, decide procurar o apaixonado homem que ela deixou para atrás, para poder amenizar o estrago que o marido causou, só que tal atitude, desperta a fúria do marido ciumento que acaba atirando no rival e colocando a culpa na esposa. Eu achei esse filme interessantíssimo pois aborda o fato de que toda vez que um homem comete algum erro, ele é tratado como uma "criança" e a responsabilidade de consertar esses erros caem sobre a mulher. Outro fator interessante é a hipocrisia masculina, onde um homem pode ter uma amante, mas sentir-se completamente ofendido com a possibilidade de sua mulher estar fazendo a mesma coisa com outro homem.