Chuva, neblina, frio e poluição assolam a cidade industrial de Ravenna, na Itália. Ugo, o gerente de uma usina local, é casado com Giuliana, uma dona de casa que sofre de problemas psicológicos. Um dia, ela conhece o engenheiro Zeller, o que pode mudar sua vida. Em O Deserto Vermelho, Antonioni, no auge de sua forma, aborda os temas centrais de sua filmografia: a incomunicabilidade e a solidão do homem contemporâneo.
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Os comportamentos estranhos, as patologias da mente e os desequilíbrios emocionais formam um território infinito, pra todo tipo de imaginação e especulação. Não vale a pena embarcar numa viagem patológica para tentar entender o perturbado mundo de alguém e encontrar justificativas para as coisas, a partir deste ou daquele ponto de vista. Filme completamente dispensável. E mais: para quem busca entretenimento, uma péssima escolha.
- que festinha marota foi aquela no casebre caindo aos pedaços? esses italianos não são de brincadeira..
- monica vitti leva o filme para um outro patamar com uma atuação excelente
- o diretor trabalha muito bem a falta de entendimento e diálogo entre os personagens, muitas vezes juntos, mas cada um perdido em seu mundo
- mostra como o desenvolvimento tecnológico e o capitalismo influem para separar e isolar as pessoas, imagens bem fortes de concreto e estruturas metálicas tomando o lugar da natureza
- caraca, depois que vi que o talarico é o dumbledore
os 20 minutos meio q orgiosos deles na cabana, e a cena da praia, renovaram meu interesse, tirando-me do torpor e bocejo constante.
Nao eh um filme dificil no sentido hermetico; so eh um filme moroso msm.
conforme a projecao avancava, eu ficava a me martirizar, "amo cinema, ja vi tantos filmes artisticos, mas msm assim parece q ainda nao consegui desenvolver minha sensibilidade pras artes, pq este filme esta um tedio q so".
Mas dps, pesquisando no google, vi q ate o Ingmar Bergman e o Orson Welles acham os trabalhos do Antonioni um porre; nao sou eu qm vou discordar.
Senti-me representado qdo o Orson disse uma vez:
Orson Welles regretted the Italian director's use of the long take: "I don't like to dwell on things. It's one of the reasons I'm so bored with Antonioni—the belief that, because a shot is good, it's going to get better if you keep looking at it. He gives you a full shot of somebody walking down a road. And you think, 'Well, he's not going to carry that woman all the way up that road.' But he does. And then she leaves and you go on looking at the road after she's gone.
Perdi a conta de quantas vezes revi esta obra-prima e, hoje, em meu aniversário, dei a mim mesmo uma revisão como presente, o que foi amplificado pelo fato de eu tê-lo debatido numa reunião cineclubista, em que inúmeros aspectos mui contemporâneos são enfatizados, sobretudo no que tange ao sufocamento da mulher, que é solitária por indução alheia. Ou seja, por mais que as suas neuroses seja enfatizadas em primeiro plano, inclusive em viés da "subjetiva indireta livre", o que testemunhamos é uma demonstração do quão sociológica é a depressão, no sentido de que ela sofre porque o mundo capitalista industrializado requer isso. Como é linda a Monica Vitti! Como são impressionantes os canos e tubos pintados naquela fábrica! Como nos surpreende e impressiona aquela fábula, no meio da narrativa! Como é perfeito e sintomático aquele diálogo final! Obra-prima, pura e simplesmente. Presentaço! (WPC>)
Primeiro longa colorido do Michelangelo Antonioni e ele já abusa das cores, mas sem perder suas características de sempre falar sobre a falta de comunicação humana, Monica Vitti em uma excelente atuação interpreta uma mulher que após um acidente fica traumatizada e enfrenta uma solidão e vazio existencial terrível, no final quando ela explica sobre a fumaça amarela para seu filho e que os pássaros sabem e não passam mais por ali da pra correlacionar que ela simplesmente não pensa e nem fala sobre o que sente, simplesmente segue a vida minimizando seu sofrimento, um pessimismo horrível, eu demorei a perceber que o Corrado era o Richard Harris, vulgo Dumbledore.