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A branca Beatrice e a negra Delilah são duas grandes amigas nos EUA dos anos 30, quando a discriminação racial ainda era um grave problema social. As duas enfrentam o preconceito e os problemas que têm com suas respectivas filhas, principalmente com Peola, filha de cor clara da negra Delilah.
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É fruto de sua época porém, mesmo mais de 90 anos depois, ainda consegue trazer discussões interessantes acerca de sua temática.
Detesto ser comentarista de comentários, mas o que mais tem aqui nessa página é comentário anacrônico, pessoas que pouco ou nada conhecem de história. Criticar o filme por colocar Delilah como a negra resignada e passiva, é de uma ignorância histórica sem tamanho. podem ter certeza que 99% das mulheres negras da época gostariam de estar no lugar de Delilah. Assim como criticar a personagem Peola, que causou raiva a muito espectadores, a mim inclusive, mas deve ser contextualizado todo o cenário racista da época. Peola, como pessoa "branca", jamais teria orgulho da mãe negra, independente de qualquer coisa. Nota 7,0.
Que ódio dessa filha
Filme excelente!
Claudette Colbert e Louise Beavers, maravilhosas!
Tá, mas e
o dinheiro da Delilah, que a Peola herdaria, cadê?
Esse filme perdeu todo seu potencial porque foi feito na época errada.
A protagonista de fato aqui é a Delilah, o arco principal é o dela com a filha. Como os americanos eram muito racistas, jamais aceitariam um negro fora do papel de escravo manso e tolo. O jeito foi forçar uma protagonista branca, que não fez nada de substancial na trama além de servir de conselheira e acompanhar o sofrimento da protagonista real.
Assim a história de verdade se torna secundária e passamos a acompanhar Bea (Colbert) e sua vida, onde nada digno de nota acontece: ela se dá muito bem com a filha (o único conflito que surge entre elas é rapidamente resolvido), administra um negócio muito bem sucedido sem enfrentar nenhum perrengue e entra num relacionamento com um sujeito compatível.
O filme é irreverente ao mostrar uma negra que não é empregada, mas dona de seu próprio negócio (uma exceção numa Hollywood onde ator negro só fazia papel de empregado), porém o filme não consegue sair totalmente dessa representação, pois por mais que Delilah seja a sócia, ela continua com o mesmo jeito bobinho e manso relegado aos personagens negros da época, como se todos tivessem alguma deficiência intelectual.