Tendo como ponto de partida o dia da abdicação de D. Pedro I, é traçado um perfil do monarca, desde quando ainda menino veio da Europa, quando sua família fugia das tropas napoleônicas e sua ascensão à Príncipe Regente, quando D. João VI retornou para Portugal. Em pouco tempo a situação política torna-se insustentável e o regente proclama a independência, mas seu envolvimento extraconjugal com a futura Marquesa de Santos provoca oposição em diversos setores e José Bonifácio de Andrada e Silva pede demissão do Ministério, mas este não seria o único caso, que ministros e nobres entrariam em choque com o imperador por causa da marquesa, que permanentemente influenciava as decisões do soberano, mas tudo isto causava um inevitável desgaste político.
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Tarcisio Meira fez um ótimo trabalho aqui como Dom Pedro I mas a narrativa romantizada atrapalha bastante, enquanto o figurino e a ambientação justificam o tanto de dinheiro investido, só faltou uma direção melhor.
Aqui faltou somente uma direção mais consistente.De resto,o filme tinha de sobra.O elenco é bem montado e todos extremamente em alto nível.Figurino belíssimo,muitas peças originais da própria época.O gravado no próprio Museu do Ipiranga,onde anima ainda mais a sessão.O filme conta alguns dos principais acontecimentos da época,mas poderia sim,dar uma ênfase maior ao acontecimento que dar nome ao título do filme.
>Assistido em 06 de Junho de 2026
Lamentavelmente só agora pude conhecer essa produção do cinema brasileiro que tem não só importante valor histórico como também consegue ser uma grande obra cinematográfica. O roteiro e a direção conseguem fazer uma boa reconstituição dos fatos reais equilibrando bem as questões políticas com a tumultuada relação de amor de D. Pedro I com a Marquesa de Santos. Óbvio que algumas coisas acabam fugindo da realidade como a escalação da atriz Kate Hansen como a imperatriz Maria Leopoldina que quase nada se parece com a mesma. A trilha sonora é outro item a se destacar já que faz um excelente uso do Hino da Independência do Brasil. Por fim tenho que elogiar as boas atuações do casal Tarcísio Meira e Glória Menezes que interpretam os protagonistas. O resto do elenco é composto por diversos grandes nomes sendo que boa parte destes tem pouco tempo em cena.
Uma história que virou filme, ou um filme que fez história? Para quem ainda não viu, descubra a imperiosa participação de Tarcísio Meira, como Dom Pedro I, e de Glória Menezes como a Marquesa de Santos. No elenco de apoio, temos o grande Dionísio Azevedo como José Bonifácio de Andrada, o talentoso Emiliano Queiróis como o fiel escudeiro e confidente Chalaça, a bela Kate Hansen como a imperatriz Leopoldina, Maria Cláudia como a imperatriz Maria Amélia, Anselmo Duarte como o maçon Gonçalves Ledo, o icônico Manoel de Nóbrega como Dom João IV, o fantástico José Lewgoy, entre outros.
Numa produção também heróica de Oswaldo Massaini, com uma direção firme e competente de Carlos Coimbra, "Independência ou Morte", de 1972, apesar de um tanto datado, vale ser visto e apreciado como um documento cinematográfico de cunho histórico.
Reassistido em 02/09/2024 no Youtube. Na década de 80, este clássico do cinema brasileiro teve sua repentina exibição na antológica Sessão da Tarde.
Esteticamente é belíssimo, mas alguns momentos são bem enfadonhos, como o foco excessivo do relacionamento ridículo do Dom Pedro com a marquesa, desrespeitoso com a imagem da imperatriz Leopoldina que merecia muito mais destaque..