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Rio de Janeiro, anos 1950. Dona Mocinha (Fernanda Montenegro) é uma matriarca bastante rígida que é fã de Carlos Lacerda. Em sua casa está o neto Rodriguinho, triste pois seu cachorro morreu após comer as bolinhas de naftalina que a avó sempre coloca nos armários de casa. Em meio a esta situação ela precisa lidar com o fato de que o genro, Henrique, vendeu dois terrenos seus sem permissão.
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Infância- 2014 - Brasil - visto no dia 25.05.20
Filme muito bom, de qualidade, com grandes atuações ao decorrer do longa. Falando do elenco, Fernanda Montenegro é a maior estrela da atuação como a matriarca da família tradicional dos anos 50 chamada Dona Mocinha. Uma mulher forte, decidida e com marcante presença. Paulo Betti, Priscila Rozenbaum apesar de ser uma personagem mais contida, sendo uma coadjuvante, ela sempre foi uma grande atriz, que tem um extenso currículo de qualidade. Ricardo (kosovski), que além de um ótimo ator, faz um típico personagem burguês da época com seus dramas, pensamentos. A participação da Nanda Costa apesar de apagada ela é uma grande atriz de televisão e tbm fez participações no cinema. Além de um elenco de peso, tbm a produção é riquíssima: fotografia é o maior destaque, com belos cenários, além de um bom drama na época. Penso que o roteiro é bem básico, simples mesmo: Conta a história na perspectiva de uma criança, mas são flashes de histórias, então não é algo aprofundado, algo mais superficial mesmo que são as memórias de uma criança e de qualquer pessoa que onde esquecemos os detalhes ao longo do tempo. A questão da história do cachorrinho foi mal desenvolvido, nem o mostrou direito. E a trama dos terrenos foi desinteressante, mas o mais legal é o Rodrigo vivenciando os acontecimentos na casa, os diálogos interessantes sobre a família, o que pensam sobre si mesmos, seus problemas, angústias e histórias. O menino Ricardinho é um retrato de uma criança
mal educada e com pais mais chatos
Nota: 7,0
Gosto da maioria dos filmes que o saudoso Domingos de Oliveira dirigiu, esse eu achei bem simples, nada demais. Achei que a história focaria mais no personagem do Rodrigo, mas acaba abrangendo toda família. Acredito que vale uma conferida, mesmo não sendo aquele grande filme.
Um bom elenco estrutura bem essa história.As locações são belíssimas e consegue ser um bom drama de época nacional.Fora os vários momentos que nos fazem realmente nos lembrar a infância.
>Maratona Fernanda Montenegro - Assistido em 08 de Novembro de 2019
Ah! o dramalhão burguês! Essas vidas estupidamente perfeitas, mas repletas de distorções que eles, os burgueses, acreditam só atingirem os menos favorecidos, os não-privilegiados! Pobres deles, pois nada sabem de fato sobre a vida cotidiana.
Com INFÂNCIA o diretor Domingos de Oliveira realiza um quase estudo de casa sobre a moral da família burguesa carioca. O diretor apropria-se de sua própria experiência de vida para narrar os dilemas e supostas aflições desses endinheirados do nosso país, que vivem falando mal de tudo e de todos.
Fernanda Montenegro, fantástica, encarna Dona Mocinha, estereótipo dessa elite enfadonha que se acredita a parcela mais importante de nosso país.
Tempos atrás, quando Domingos faleceu, escrevi um epitáfio sobre ele e o chamei de O Woody Allen brasileiro. Continuo acreditando nisso. É o cineasta que melhor esmiuça a vida dessa gente que se acha irretocavelmente perfeita.
Está fazendo falta no nosso cinema...
Mesmo alguns amigos que, como eu, são devotos do diretor e roteirista, demonstraram-se enfadados com esta mudança de tom narrativo, esta saga tradicional dos dilemas burgueses de uma riquíssima e hipócrita família carioca. Seria desagradável se não houvesse um diferencial mui peculiar: o diretor fala sore lembranças íntimas e, como tal, é deveras agradável acompanhar este compartilhamento de banalidades tão caras a qualquer família tradicional, em que as traições e corruptelas justificam o adjetivo. Fernanda Montenegro demonstra as suas capacidades habituais e Priscila Rozenbaum apresenta-nos a uma personagem bem distinta daquela que costuma vivificar ao lado de seu esposo. Os atores infantis e caninos são ótimos e o roteiro não possui um desenvolvido rígido, é quase um apanhado de pequenas crônicas e lembranças esparsas. Mas curti. Não há julgamentos, apesar de algumas tomadas óbvias de partido: as pessoas nem são completamente antipáticas ou simpáticas, apenas são o que são (se bem que, como ricas e legitimadoras de uma prática ancestral de exploração, tendem ao expurgo ideológico, atravessado pela redenção insuficiente do afeto). Temia detestar, mas entrei na dança e curti. É sincero, e utiliza muito bem a canção-tema, apesar de as cenas em câmera lenta com música clássica serem mal delineadas. O melhor: não é uma traição de estilo deste magistral diretor. Pelo contrário, é mais um acerto de contas com seu passado! (risos) - WPC>