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Data de lançamento
26 Out. 2014Duração
Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá em uma própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.
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[28/06/26]
Me deu vontade de rever a cena do planeta dos vagalhões e acabei vendo o filme inteiro de novo.
E, de novo, achei uma lenga lenga rs.
Mas hoje em dia eu sei articular melhor o que eu gosto nesse filme e o que eu não gosto.
Vou começar pelo positivo: o ponto alto do filme, em TODOS os sentidos, é a cena supracitada. Você tem os riscos emocionais em seu ápice, você tem um espetáculo visual unido à tensão e ao terror diante do espaço, de um planeta desconhecido e da teoria da relatividade, e quando Cooper e Amelia voltam para a nave e encontram o colega de tripulação mais velho e sem esperança e ainda emenda na cena do Cooper vendo os vídeos da família, uma sequência de partir o coração, a cena emocionalmente mais memorável do filme.
Aí eles saem desse ápice emocional para uma das sequências mais chatas (e visualmente feias) do filme. Eu disse isso na época que vi pela primeira vez e repito: a sequência no planeta do Matt Daemon são quase 30 minutos de filme que poderiam ser cortados e não fariam falta nenhuma. Ou talvez fizessem, pois tiveram que inventar uma tensão artificial numa história que não tinha quase nenhuma.
Quando converso com pessoas que amam esse filme, a impressão que tenho é que, assim como para mim, para elas o filme é feito de momentos muito marcantes, mas que carece de um arco narrativo coerente e de fato emocionante.
Além do que já citei acima, eu acho alguns momentos visualmente espetaculares. A travessia do buraco de minhoca, todo o clímax no buraco negro, os efeitos visuais, várias das atuações. Mas eu tenho uma dificuldade enorme de me engajar na narrativa em si.
Até mesmo a reviravolta de enredo, que costuma ser uma das assinaturas de roteiros do Nolan, eu acho chata e previsível. No momento que vi os livros caindo quando o Cooper tentava se despedir de Murphy eu entendi que, eu não sabia como, ele era o "fantasma".
Acho piegas também toda a coisa do amor atravessar as dimensões de espaço tempo. É uma mensagem bonita, mas jogada completamente do nada num filme que estava se vendendo como super cientificamente correto — uma mensagem que é muito melhor integrada na história em "A Chegada", por exemplo.
E, claro, o filme sofre de coisas que são problemas de todos os filmes do Nolan: os diálogos super explicativos, personagens femininas cujo drama gira em torno unicamente dos homens da vida delas (no caso da Murphy, o pai), falta de inventividade na narrativa visual — filme bonito é diferente de filme cujos visuais contam a história. Nolan sabe criar espetáculo visual, mas a composição visual dos filmes dele raramente parece intencional e criativa de fato. E aqui nenhuma dessas coisas é exceção. Enfim, a lista continua, mas é isso...
Acho que eu gostaria mais desse filme se ele fosse pelo menos uma meia hora mais curto.
Achei regular
Bom demais
best soundtrack, best physics, assisti na estréia, no Imax.
2h20 de física ficção para 20 minutos de poesia paradoxal