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Data de lançamento
18 Nov. 1990Duração
Derry, no Maine, é uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como 'A Coisa', que se apresentava na forma de um sinistro palhaço chamado Pennywise e matava crianças. 30 anos depois, Pennywise reaparece. Quem sente sua presença é Michael Hanlon, um bibliotecário e único de um grupo de sete amigos que continuou morando em Derry. Logo, ele liga para Richard Tozier, Eddie Kaspbrak, Stanley Uris, Beverly Marsh Rogan, Ben Hanscom e William Denbrough, pois todos os sete, quando crianças, viram 'A Coisa' e juraram combatê-la caso surgisse outra vez. Este juramento pode custar suas vidas.
Minissérie de TV baseada no livro de Stephen King.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Gostei de conhecer essa versão de It, mas confesso que achei uma experiência um pouco cansativa em alguns momentos, principalmente pelo ritmo mais lento. Vi alguns comentários dizendo que essa adaptação foi pensada para ser uma minissérie e, pensando nisso, até consigo entender melhor o ritmo, mas ainda assim senti que faltou um pouco mais de dinamismo para me prender completamente. Também tive certa dificuldade para me apegar aos personagens. Eu queria ter sentido mais aquele apego que faz você realmente temer que alguma coisa ruim aconteça com eles ou ficar curioso para saber como determinada situação vai terminar.
<br/><br/>A personagem que eu acho que conseguiram desenvolver melhor foi a Beverly. E, mesmo assim, fico pensando o quanto disso foi realmente mérito do roteiro, porque acho que muito do medo que senti por ela veio mais da nossa própria realidade. A gente sabe o quanto meninas e mulheres podem estar vulneráveis a situações horríveis, então foi muito mais fácil para mim olhar para ela e pensar que alguma coisa ruim poderia acontecer. Com os outros personagens eu não tive tanto essa sensação.<br/><br/>Também senti que algumas atuações são bem caricatas. Não sei dizer se isso é culpa dos próprios atores, da direção ou até do estilo de atuação da época, mas em alguns momentos achei tudo tão exagerado que chegou a me dar uma certa vergonha alheia. Tem cenas em que eu estava mais desconfortável com a atuação do que assustado com o que estava acontecendo.<br/><br/>Agora, uma coisa que foi um acerto enorme foi o Tim Curry como Pennywise. Gostei muito da caracterização e principalmente da presença que ele dá ao personagem. Ele realmente consegue ser assustador e tem uma energia muito estranha toda vez que aparece. Para mim, é facilmente uma das melhores coisas dessa versão.<br/><br/>Outro acerto foram os efeitos práticos. Eu adoro efeitos práticos e acho que eles quase sempre dão um charme a mais para filmes de terror, e aqui fiquei muito surpreso com o quanto eles ainda funcionam bem. Não senti que envelheceram mal e, em vários momentos, fiquei realmente impressionado com algumas criaturas e efeitos.<br/><br/>Também fiquei pensando se essa versão é basicamente a minissérie inteira colocada em um filme de três horas ou se alguma coisa acabou sendo cortada para chegar nessa duração. Porque, se realmente existia mais tempo para trabalhar esses personagens, acho que poderiam ter aproveitado muito melhor.<br/><br/>Eu queria, por exemplo, ter visto mais do Bill lidando com a morte do Georgie. Ele claramente parece carregar uma culpa muito grande pelo que aconteceu e eu queria entender melhor como isso afetou ele e a família. A mesma coisa com o Ben. Ele perde o pai, vai morar em outra cidade e acaba entrando naquele grupo de crianças, mas eu queria ter visto mais de como ele estava lidando com tudo isso e como era a relação dele com a mãe.<br/><br/>Acho que faltou justamente isso para mim: sentir que essas crianças tinham suas próprias vidas, problemas e coisas quebradas dentro delas. Se eu tivesse conseguido me apegar mais a eles, provavelmente teria ficado muito mais preocupado quando alguma coisa acontecesse.<br/><br/>No fim, não acho que seja uma produção descartável. Dá para entender por que virou um clássico e tem coisas que funcionam muito bem, principalmente o Pennywise do Tim Curry e os efeitos práticos. Mas também achei bastante arrastado em alguns momentos e não conseguiu me prender completamente. É uma versão que eu gostei de conhecer, mas que, para mim, poderia ter sido bem mais envolvente.<br/><br/>No fim, gostei do filme e entendo completamente por que ele se tornou um clássico. Acho que, para uma produção feita para a TV e não pensada para o cinema, It é excelente e, em vários aspectos, dá de 10 a 0 em muitos filmes que foram lançados no cinema na mesma época. Só que, assistindo hoje, algumas coisas me incomodaram mais do que eu esperava, principalmente o ritmo e a dificuldade que tive para me apegar aos personagens. Ainda assim, é uma produção que tem muito mérito e que gostei de ter assistido.
Foi uma pena eu não ter visto este filme na época do seu lançamento em vídeo aqui no Brasil, pela WARNER BROS, de modo que, vi o IT recente, com excelentes efeitos especiais, ótimas atuações do elenco, sobretudo das crianças. Certo de que, a refilmagem (superior em muitos quesitos) segue o , esmo trajeto do filme original, conquanto, bem adaptado da obra literária. Mas para não cometer injustiças, este aqui tem um bom elenco, inclusive, Tim Curry (falecido recentemente) faz uma excelente caracterização do palhaço 🤡 assassino. Era um ótimo ator e interpretava muito bem estes tipos esquisitos de psicopatia. Embora, a versão posterior de IT` seja melhor, não inválida darmos uma revisitada nesta versão que à epoca foi vendida como minisérie, mas que acabou entrando no mercado brasileiro de vídeo como filme.
Obviamente envelheceu mal. Mas tem algumas coisas boas como a trilha sonora e o design do Pennywise que achei superior ao atual.
Para começo de conversa, é bom entendermos que It – A Coisa (1990), a princípio, não foi feito para ser um filme. Na verdade, ele foi produzido como uma minissérie para a televisão, baseada na obra de Stephen King. Por conta disso, o Blu-ray que eu tenho está no formato de imagem 4:3, justamente por ter sido pensado para a TV e não para o cinema. Sendo assim, ele não foi disponibilizado em formato widescreen.
Dito isso, é notório perceber pequenos clímax distribuídos ao longo da obra, algo que acredito serem as pausas entre os episódios originais da minissérie. Achei interessante a forma como a narrativa mescla passado e presente, mas, em determinado momento, essa estrutura acaba ficando um pouco cansativa. Apesar disso, entendo que a adaptação mais recente acaba funcionando melhor nesse aspecto por ser dividida em duas partes, o que proporciona mais tempo de imersão. E aqui não estou falando de fidelidade entre livro e filme, já que ainda não li o livro — embora ele esteja na minha lista de leitura.
Falando do elenco, achei as atuações muito boas. Os efeitos práticos do começo da década de 90 são bastante interessantes e muito bem executados. Eles ainda conseguem prender a atenção e transmitir a atmosfera necessária. Obviamente, com os avanços da tecnologia, hoje temos sustos mais elaborados e efeitos mais sofisticados, mas, em compensação, a tensão neste filme permanece consistente durante praticamente toda a exibição.
Demorei um pouquinho para perceber que a Bev era a nossa querida Martha Kent de Smallville, o que acabou sendo uma surpresa divertida. No geral, gostei bastante do filme. Achei um ótimo passatempo e, principalmente, uma obra extremamente revisitável.
Eu já havia tentado assistir a essa versão algum tempo atrás, mas acabei pegando no sono e não consegui concluir. Agora, finalmente, consegui assistir tudo e finalizar a experiência 100%. Sou fã de It desde que assisti ao remake, que foi justamente o responsável por despertar meu interesse pela obra. Eu já gostava bastante dos filmes baseados nos contos e livros de Stephen King, e este acaba sendo mais um que entra para essa lista.
#rumoaos2000
Esse filme é uma ofensa a efemeridade do curto tempo que nos temos enquanto seres humanos, 3 horas de vida que jamais irei recuperar. Dei uma estrela só porque ainda acho esse palhaço esteticamente mais interessante que o pennywise atual.