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Sinopse
Proibido por Stalin na URSS até 1958, o filme retrata o czar Ivan tentando criar um exército particular para o retorno a seu reinado, aliando-se a uma poderosa tia, que trama colocar seu próprio filho no trono.
Melhor que a primeira parte, um absoluto exercício de cinematografia, entra no hall dos grandes close-ups da história do Cinema (talvez empatado com "A paixão de Joana d'Arc" do Dreyer"). O epílogo é arrebatador em se tratando de Guerra Fria.
Muito interessante em vários aspectos... Uso das cores em momentos pontuais Fotografia perfeitamente enquadrada Encenações épicas E claro, um final digno de uma epopeia.
É por filmes como este que eu vivo e respiro cinema ❤️🔥
O Czar Ivan engana os nobres de sua corte enquanto cria um exército particular, que o ajudará a reinar novamente. Tendo como objetivo unificar os diversos territórios russos em um Império único. Alia-se a sua poderosa tia Eufrosinia, que trama colocar seu filho no trono. Nesta segunda parte, o espetáculo pictorial continua, agora acrescido de cores vistosas. Stalin fez objeções à forma como o Czar foi retratado, frágil e vacilante. Resultando na proibição do filme na URSS até 1958.
"Ivan, o Terrível - Parte II", a exemplo do anterior de 1944, é uma relevante obra de arte cinematográfica, um rebuscado drama épico clássico, dirigido pelo célebre Sergei Eisenstein, considerado um dos pioneiros do antigo cinema soviético.
A parte 2 olha o passado, faz uma reflexão sobre o presente e planeja o futuro próximo com seus próprios parâmetros de justiça. O czar que o povo necessita? Não importa. O destino de todos está em suas implacáveis mãos.
Ainda melhor do que a primeira parte, se aquela apelava muito para o tom ufanista aqui Eisenstein usa do aspecto crítico. Decepcionado com Stalin, o qual já demonstrava sua crescente paranoia, seu Ivan tem uma "insanidade lúcida": ele sabe que está sendo cruel e passando de todos os limites, mas seus planos são extremamente bem construídos, não sendo um mero produto do caos. Ivan não apenas se vinga, mas ele arquiteta sua vingança, sendo inevitável o público não soltar volta e meia um "Mas que fdp!". O espectador finalmente se vê recompensado ante os vilões do primeiro filme e te deixa ansioso para o que poderia ser a terceira parte, nunca realizada.
Melhor que a primeira parte, um absoluto exercício de cinematografia, entra no hall dos grandes close-ups da história do Cinema (talvez empatado com "A paixão de Joana d'Arc" do Dreyer"). O epílogo é arrebatador em se tratando de Guerra Fria.
Muito interessante em vários aspectos...
Uso das cores em momentos pontuais
Fotografia perfeitamente enquadrada
Encenações épicas
E claro, um final digno de uma epopeia.
É por filmes como este que eu vivo e respiro cinema ❤️🔥
O Czar Ivan engana os nobres de sua corte enquanto cria um exército particular, que o ajudará a reinar novamente. Tendo como objetivo unificar os diversos territórios russos em um Império único. Alia-se a sua poderosa tia Eufrosinia, que trama colocar seu filho no trono. Nesta segunda parte, o espetáculo pictorial continua, agora acrescido de cores vistosas. Stalin fez objeções à forma como o Czar foi retratado, frágil e vacilante. Resultando na proibição do filme na URSS até 1958.
"Ivan, o Terrível - Parte II", a exemplo do anterior de 1944, é uma relevante obra de arte cinematográfica, um rebuscado drama épico clássico, dirigido pelo célebre Sergei Eisenstein, considerado um dos pioneiros do antigo cinema soviético.
O imparável líder.
A parte 2 olha o passado, faz uma reflexão sobre o presente e planeja o futuro próximo com seus próprios parâmetros de justiça.
O czar que o povo necessita? Não importa. O destino de todos está em suas implacáveis mãos.
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Excelente.
Ainda melhor do que a primeira parte, se aquela apelava muito para o tom ufanista aqui Eisenstein usa do aspecto crítico. Decepcionado com Stalin, o qual já demonstrava sua crescente paranoia, seu Ivan tem uma "insanidade lúcida": ele sabe que está sendo cruel e passando de todos os limites, mas seus planos são extremamente bem construídos, não sendo um mero produto do caos. Ivan não apenas se vinga, mas ele arquiteta sua vingança, sendo inevitável o público não soltar volta e meia um "Mas que fdp!". O espectador finalmente se vê recompensado ante os vilões do primeiro filme e te deixa ansioso para o que poderia ser a terceira parte, nunca realizada.