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Data de lançamento
1 Ago. 1990Duração
O Jovem Billy the Kid e seu bando fogem em direção à fronteira com o México. Eles são perseguidos por homens-da-lei dispostos a capturá-los a qualquer custo, mas contam com a esperteza e a habilidade no gatilho para empreender fugas espetaculares. Sequência de ''Os Jovens Pistoleiros''.
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Jovens Demais para Morrer 2 é, na minha opinião, um daqueles raros casos em que a continuação consegue superar o original. Emilio Estevez nasceu para viver Billy the Kid, o elenco está ainda mais entrosado e a história prende do começo ao fim. O grande charme está em brincar com a velha teoria de que Billy the Kid teria sobrevivido ao confronto com Pat Garrett, inspirada no relato de um homem que, décadas depois, afirmava ser o próprio Billy. A única coisa que realmente me incomodou foi a sonoplastia nos tiroteios, que achei bem fraca. E, convenhamos, quando começa a tocar "Blaze of Glory", do Bon Jovi, fica difícil não entrar no clima. Filmaço! E, pelo jeito, vem aí a Parte 3.
22.05.1996
Uma sequência muito fraca ante ao poderoso de 1988, entretanto aqui temos uma trilha sonora (Jon Bon Jovi) deliciosa, que embala nostalgia e melancolia, bons momentos divertidos, ótimas cenas de ação, como nas cenas dos cavalos em queda, e na entrega do indígena como presente de grego, pouco relevante ante o original, um pouco desinteressante no seu decorrer, mas sem sombra de dúvida um bom filme, com grandes nomes do cinema, na sua juventude sabia e bela...
Bom, não chega a ser melhor que o primeiro mas mantém o nível. Apesar de eu achar que tinha potencial pra ser melhor do que foi.
Sequência mediana que geralmente é mais lembrada pela trilha sonora do Bon Jovi do que pelo seu enredo.
Mas a premissa é realmente interessante por ter sido baseada em fatos reais. Houve de fato um William Henry Roberts que atraiu a atenção da imprensa no final da década de 1940 e na década de 1950 ao afirmar ser o famoso fora-da-lei Billy the Kid. Ele pediu a ajuda ao advogado William V. Morrison para obter o perdão total que segundo ele teria sido prometido pelo governador do Novo México, Lew Wallace, em 1879.
Apesar de algumas liberdades criativas, os eventos vistos em tela realmente se baseiam em fatos descritos na biografia de Billy the Kid sobre o que aconteceu após Guerra do Condado de Lincoln vista no primeiro filme em 1988. Segundo o roteirista e produtor John Fusco grande parte do diálogo de Billy foi selecionada de entrevistas e reportagens reais de jornais entre 1879 e 1881.
O primeiro filme é mais intenso ao mostrar o surgimento do grupo do pistoleiros e o que gerou a "guerra" entre eles e as autoridades corruptas da época. Neste segundo filme o foco se concentra na posterior perseguição à gangue Billy pelo grupo de Garrett que é menos interessante mas pelo menos serve como pano de fundo para vários bons tiroteios.
O filme também deixa a desejar pelo seu desfecho. A forma como o confronto final entre Billy e Garrett é muito mal feita. Mesmo que historicamente existam dúvidas sobre o que realmente aconteceu, não existe lógica da forma que foi mostrada.
Na cena Billy e Garrett conversam e mantem contato visual claro, o que não deixa dúvidas de que eles se reconheceram naquele momento. Então é ridículo pensar que o bandido mais procurado da época conseguiria forjar a própria morte daquele jeito, inclusive com direito a ter seu próprio enterro sem ninguém ter conferido a identidade real do morto?
Além desse desleixo ainda houve um falto absurdo durante as gravações onde o diretor permitiu que o desfecho do personagem Josiah "Doc" Scurlock fosse alterado só pra que o Kiefer Sutherland pudesse terminar as gravações mais cedo e ficar disponível para seus outros compromissos de sua agenda. Na vida real "Doc" não morreu daquela forma e sim como um homem respeitável com seus 80 anos.
Mas de forma geral é um filme que vale ser assistido e deve agradar tanto aos fãs de Western como aos do lendário "Billy the Kid", pelo contexto biográfico que esse filme tem.