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Data de lançamento
23 Fev. 2012Duração
Um homem vive em seu carro. Ele é casado mas separado de sua mulher e filhos, que vivem num carro diferente. Eles se encontram em estacionamentos. Trabalhando como motorista profissional, ele entrega mel para um homem narcoléptico que costuma sonhar com um amigo que foi morto quando um caçador o confundiu com um urso. Geralmente atrasado em entregar o mel, o homem é despedido e suas habilidades de motorista são questionadas. Vivendo um questionamento existencial, ele abandona a “vida de carro” e se junta a uma gangue de motociclistas.
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Mais um filme grego sobre exílio, perda de identidade e angústia da inconstância ou dificuldade de superação do trauma, mas com uma trama frouxa, repetitiva, esquisita, pois até para ser esquisito e não dar explicações precisa ter uma unidade interna consistente. Esse filme tem uma unidade interna, embora não a aprofunda, desperdiçando-a de modo inexpressivo e repetitivo como uma breve sugestão ou evocação. Aprenda com papai Nikolaidis. Esse filme é como um exílio do exílio em busca do mel como liga para tamanha inconstância e quando o mel se perde, só resta a paisagem da perda oceânica.
Eu não sei o que está acontecendo com a Grécia, mas eles estão nos dando o cinema mais estranho nos dias de hoje. "L" é uma história alienante sobre um motorista que é substituído por um novo motorista depois de chegar duas vezes atrasado para o seu trabalho. Qual é o trabalho dele, exatamente? Por que seu amigo está tão ansioso em comprar um barco? Por que alguém daria uma chave de um Mercedes, para alguém que nem sequer tem um? Os motoristas "profissionais" são, de fato, a mesma coisa que os assassinos profissionais? Um road movie absurdo, fora da caixa e bem dirigido, com a mesma qualidade de outros filmes mais conhecidos da "Greek weird wave."
É um filme diferente, incomum e excêntrico mas com personagens bem reais e intrigantes.
Gostei muito de fazer essa viagem.
Filme estranho, filme esquisito, filme divertido. Um filme que desafia a definição. A começar pelo título, né? “L” significa o q? Quer dizer q tipo de coisa ou não diz nada apenas é. Em suma: Peculiar sem dúvida por ser uma mescla entre comédia absurda e existencialismo. Há cenas por exemplo em q não sabemos se devemos rir ou pensar. Tudo é muito triste e engraçado de um jeito nada convencional e ao mesmo tempo. São apenas os gregos ou será toda a existência humana? A ambrosia é o mel dos deuses e dos ursos e quiçá dos homens. Homens q parecem ter incorporados em si numa espécie de simbiose, de metamorfoses identitárias e absurdas carros e motos e quem sabe barcos. A solidão é uma grande marca assim como o mar. Acho ainda q parece haver uma tensão entre as coisas tidas por inanimadas como os veículos e as coisas da natureza como os bichos citados amiúde no contexto do filme e que isto dá-nos um sensação de estranhamento. Esta fratura entre o q vemos na tela e o q sentimos nos provoca uma desestabilização que ressoa para além do fim do filme.
Praticamente uma versão abobalhada de Gosto de Cereja, do Kiarostami. Se esse filme tem algum sentido, ele se perdeu na estrada junto com as motivações do protagonista. Duas estrelas pela fotografia atraente e pelo estranho homoerotismo entre os barbudos.