Bill Starbuck (Burt Lancaster) é um trapaceiro que, viajando pelo Texas, tenta se aproveitar de pessoas simplórias dizendo que é capaz de fazer chover, pois a seca prolongada está apavorando os fazendeiros. Assim ele vai parar na propriedade de H.C. Curry (Cameron Preud'Homme), um pai preocupado que sua filha Lizzie (Katharine Hepburn), torne-se uma solteirona. Os irmãos dela, Noah (Lloyd Bridges) e Jim (Earl Holliman), têm igual preocupação, pois Lizzie é considerada um patinho feio. H.C., Noah e Jim pretendem num último recurso aproximá-la de J.S. File (Wendell Corey), o xerife local, quando Bill chega, diz ser um fazedor de chuva e se propõe a acabar com a seca se lhe pagarem US$ 100. Ele cativa a família com seu carisma e Lizzie se sente atraída por ele, pois Bill, com sua lábia, a convenceu que ela é a mulher mais maravilhosa do mundo.
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Filme apenas mediano. Um tanto teatral demais e com um roteiro de qualidade duvidosa. A história melhora um pouco no final e tem uma boa conclusão. Burt Lancaster curiosamente mesmo sendo o protagonista aparece menos do que se espera. Quem acaba brilhando mais e sendo o melhor motivo para se ver o filme é Katharine Hepburn com a sua soberba atuação que merecidamente concorreu a um Oscar.
Confesso que, ao iniciar a sessão de "The Rainmaker", eu subestimara a película. A atuação de Lancaster me parecera um tanto caricata demais, Hepburn não estava em um de seus melhores momentos... mas o enredo despretencioso foi conquistando-me aos poucos, e logo me apercebi imerso naquele universo cinquentista com ares de velho-oeste.
Assim sendo, pude assimilar, na simplicidade do roteiro, as interessantes metáforas contidas nas entrelinhas. Bill Starbuck - que se revelou para mim a verdadeira estrela do show -, que, em sua vivência errante, estava sempre à procura de sua satisfação material, não obstante ansiava por algo que o fizesse sentir-se especial: a esperança dele próprio fazer chover sobre aquela terra castigada pela seca.
Entretanto, penso que a verdadeira missão de Starbuck - e que talvez ele nem se dera conta - em suas andanças era a de ir em auxílio às pessoas, atuando como uma espécie de conselheiro, fabricando, assim, mudanças positivas na vida de pessoas com quem ele encontrava. O exemplo inicial é a alegria que ele despertou na vida daquela criança no começo da história; e o mais notável é certamente a reconciliação familiar dos Curry e a autoconfiança que Lizzie e File passaram a cultivar, por influência precípua de Starbuck.
A abençoada chuva que finalmente sobreveio naquela terra árida, creio, representa mais que um fenômeno meteorológico; é um acalento para o coração dos habitantes, da modesta família Curry e, sobretudo, para Starbuck, que, cumprindo a sua missão de ajudar aquelas pessoas, enfim obteve uma dádiva dos céus, o que também simboliza a consumação de suas íntimas aspirações - embora não ocorrera da forma como ele almejava. De fato, Starbuck fez jus ao título da produção, pois fez chover alegria e esperança no seio daquelas vivências.
Só eu achei que Hepburn tem uns 20 anos a mais do que o papel exigia?
Os diálogos são perfeitos, mas daria pra diminuir a duração do filme (me peguei várias vezes olhando os minutos).
Assisti esse filme a muito anos. É uma delícia ver Burt e Katharine atuando tão naturalmente com um roteiro encantador, engraçado e leve, mas com momentos delicados (quando ele solta o cabelo dela <3) e emocionantes, utilizando a chuva (ou sua falta) como uma metáfora para a amargura da vida.
O final é lindo e engraçado, porque Starbuck não consegue deixar de ser o enrolão que sempre foi, mas acaba por mudar a vida de Lizzie para sempre.