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Data de lançamento
24 Abril 1971Duração
Um triste apartamento de subúrbio abriga um casal que está envelhecendo. Eles se amaram no início, mas hoje se detestam. Os dias se passam raivosos, entre brigas violentas e longos períodos de silêncio. Um dia, Julien traz para casa um gato vira-lata. Ele se afeiçoa ao bichano e é tenro com ele. Clémence, louca de ciúme, mata o gato com um tiro. Julien decide largar tudo e vai viver com sua antiga amante, Nelly. Clémence assedia o marido e consegue fazê-lo voltar para casa. A vida recomeça, mais terrível que nunca.
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Ele é mais próximo de um filme triste e amargo do que propriamente perturbador. Lembra o tom emocional de Amour, focado em envelhecimento e desgaste, só que com mais ressentimento...
Sinceramente... Me deu dó somente do gatinho, que além de ter crescido em um ambiente desestruturado, estressante e cansativo, ainda sofreu as consequências de uma relação que já estava fadada ao fracasso. Duas pessoas acomodadas com sua realidade, que ao invés de somente tentarem resolver seu relacionamento ou escolherem dar o passo do divórcio, preferiam viver em um ambiente infeliz para ambos, que matou um inocente,
e consequentemente eles também.
Atuação magnífica do grande ator Jean Gabin.
A classe e o talento de Jean Gabin , o mestre de interpretar na introspecção e sutileza é tão grande quanto o carinho q ele cativa de seus fãs e admiradores de longa data , q o veem em cena como um ente querido .
Grata surpresa este filme pouquíssimo conhecido e assistido por sinal. Contando com uma simbiose quase perfeita entre Jean Gabin, velhinho mas inspirado, ao melhor nível de sua atuações no realismo poético dos anos 30 e Simone Signoret que eu conhecia mais por Madame Rosa e Mulheres Diabólicas, O Gato nos reserva uma conto de relacionamento em ruínas, um conto que mescla apego, amor, dependência, solidão, nostalgia, ódio, morosidade, aflição, agonia e desprezo. Um misto de sentimentos que quase nunca são expostos em palavras mas em gestos e simbologias com imagens de uma Paris cinzenta e destruída.