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Duração
Glória Hartman, uma mulher madura que atravessa uma crise existencial e financeira, volta à sua cidade natal, que passa por um processo de abandono. Através de uma fenda nas ruínas de onde morou a escritora Clarice Lispector, Glória começa a ver cenas fantásticas que vão alterar sua vida.
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- toda a ideia por trás parece ser até boa e a execução em cima do que foi apresentado tambem
- mas o problema primordial é o roteiro, que é bem raso e quebrado
- não se aprofunda, deixa várias coisas desconectadas, não consegue empregar peso, pena
Minha mãe deve ser a fã número 1 da Renata Pinheiro: sempre fica muito empolgada ao assistir aos seus filmes e, ao lado dela, eu me contagio. Aqui, identifiquei-me de imediato com a protagonista, numa rara e bem-vinda composição urbana para a Marcélia Cartaxo. Não estava entendendo o porquê de todo mundo que eu conheço desgostar deste filme. Até que surge a personagem (?) de Grace Passô: o roteiro, de repente, adere a um arremedo infantil de surrealismo, com metáforas simplistas e uma forçação de barra relacional. Quando retorna à pieguice, no desfecho, voltou a me conquistar, mas, no geral, é um filme que se desperdiça por querer levar muito a sério o que parece uma brincadeira de quem não teve a infância devida, e precisa compensar isso na redescoberta do amor e do sexo às vésperas da terceira idade. Eu já disse que me identifiquei bastante? Só não foi o suficiente para efetivamente gostar e defender a obra... (WPC>)
Achei o filme muito mediano. Talvez quem tenha um conhecimento maior sobre Clarisse Lispector até se aprofunde mais, mas achei bem vazio e sem sentido, talvez por conta dos cortes do filme. Tem algumas cenas muito boas. Um filme que tenta ser sensorial. Marcélia Cartaxo tá ótima no papel de Glória. Ela carrega o filme. Ótima atriz. Amo a Grace Passô e acho que ela foi muito desperdiçada no filme, infelizmente. Aliás, que fotografia maravilhosa.
Uma mistura de "A hora da estrela" e "Pacarrete" sem tanta solidão.
A atriz Marcélia Cartaxo retorna ao mundo de Clarice Lispector quatro décadas depois de sua consagração com ‘A hora da estrela’ (1985), filme que deu a ela o prêmio de atriz no Festival de Berlim. Ela interpreta uma artista plástica que volta a Recife, sua terra natal, após turbulências pessoais. Num passeio pela cidade, para em frente à casa onde morou Clarice, e uma fenda na estrutura do prédio a transporta para um mundo todo modificado, onde cruzará com personagens que mudarão sua vida. É uma comédia dramática agradável, com realismo mágico e uma interpretação fabulosa de Marcélia, num filme que fala de memória, recomeços e que presta uma singela homenagem a uma das maiores escritoras brasileiras de todos os tempos. Tem participação de Grace Passô. Exibido no Festival do Rio, onde assisti no ano passado, e na Mostra Intl. Cinema de São Paulo, entrou em cartaz nos cinemas brasileiros, com distribuição da Embaúba Filmes. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB