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O misterioso Pardal esconde seu nome verdadeiro e seu passado ao chegar à cidade mineira de Poços de Caldas. Fica amigo de Pedrão, um ex-maquinista da estação ferroviária, e faz de um velho vagão de trem a sua residência. Conhece Gibí, um menino fugido de um orfanato, e o leva para morar consigo no vagão. Enquanto usa de ferro velho para desenvolver sua arte, Pardal conhece e se apaixona pela doce Cristina, uma funcionária numa fábrica de cristais.
Mas ele não sabe que Cristina na realidade é Bebel, filha do dono da fábrica, que após a morte do pai, retorna o Brasil para tomar conta dos negócios. Bebel, então desconhecida de todos, se infiltra na empresa como a simples moça do cafezinho para descobrir quem está por trás da morte do pai.
Ao mesmo tempo em que Bebel é Cristina e se apaixona verdadeiramente por Pardal, é assediada na direção da empresa por Danilo, um homem inescrupuloso que tem um relacionamento doentio com a neurótica Helena. Ao descobrir a verdadeira identidade de Cristina, Pardal renega Bebel, mas esquece que ele mesmo tem muito a esconder, a começar por seu verdadeiro nome, Paulo Alberto Ramos de Almeida Lima, um arquiteto de Belo Horizonte.
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Uma novela difícil de avaliar. Eu adorei toda a nostalgia oitentista envolvida e a típica vibe gostosa que um folhetim do Negrão costuma passar, ainda mais se passando em Poços de Caldas, mas a trama em si é muito frágil e problemática. Bebel e Pardal de fato são um dos casais mais chatos da teledramaturgia nacional. Foi tanta coisa errada e ruim entre eles que eu acho que nem deveriam ter terminado juntos (o final, por sinal, foi fraquíssimo).
Bebel era muito mimada e imatura, enquanto Pardal era machista, hipócrita e de atitudes irracionais. Há quem diga que deixaram Bebel virar uma boba chorona que sofre por macho só para engajar mais o público, que aparentemente gostava mais dela quando se fingia de humilde moça do café (Cristina) e torcia o nariz para a moça rica de personalidade (Bebel). A Gata Comeu veio logo em seguida e jantou essa novela. Entre vários dos motivos, tinha um casal "gato e rato" que funcionava e pelo qual o público torcia. Por mais que a gente torça por Bebel e Pardal, é um casal muito desequilibrado que começou mal, foi mal conduzido e terminou de qualquer jeito.Em compensação, a relação de Pardal com o menino Gibi rende muitos momentos de aquecer o coração. Elias Gleizer também, ladrão de cena, sempre fazendo o pai/tio/avô/amigo que gostaríamos de ter!
Com protagonistas intragáveis, quem roubou a cena foram os vilões. Carlos Augusto Strazzer e Dora Pellegrino (ela estreante na TV!) estavam excelentes como os antagonistas que viviam uma relação tóxica e doentia. Felizmente Danilo e Helena não eram estereotipados e tinham várias camadas. Dava gosto odiá-los.
Fora do núcleo principal, duas personagens me chamaram a atenção: Bia (Nívea Maria) e Verona (Cássia Kiss). Na primeira parte da novela Bia vive um conflito interessante: reprimida e fechada para a vida por decepções do passado, ela se apaixona pelo afilhado, muito mais jovem que ela (Edu, Cássio Gabus) - um enredo ousado para o horário e para a época. Já Verona é uma mulher rígida e amargurada que dita regras para as jovens da república, mas no fundo sofre em silêncio e não supera a morte de seu grande amor. Ambas as personagens, ainda que um tanto perdidas na condução da trama, renascem paulatinamente para a vida e para novos amores.
Foi corajoso da parte do autor retratar o alcoolismo, através do personagem de Edney Giovenazzi (excelente ator). Esse drama gera alguns dos momentos mais tristes da novela.
O autor se valeu de muitos elementos e soluções de novelas anteriores, então não há praticamente nada de novo aqui. A novela poderia ter sido menor, teve muita enrolação e acontecimentos sem lógica. Vários personagens me pareceram deslocados e sem mostrar a que vieram. Enfim, este é um puro folhetim singelo das 18 horas dos anos 80 para se ver tomando café e comendo bolacha. Mas justamente por isso que não deixa de ter o seu charme! Ainda mais com esse elenco, com essa trilha sonora e com momentos comoventes que só Walter Negrão sabe escrever.
A melhor novela que já assisti, tinha 11 anos na época mas lembro bem de algumas cenas, é uma pena Carla Camurati não trabalhar mais em novelas, ela é linda e muito talentosa!
uma das novelas mais bonitas ja feitas pela globo ! nunca me esqueço das esculturas que o pardal fazia com sucata ou do menino de rua o gibi!
Uma novela muito singela. Porém eu lembro que eu não via muito, pois achava chata (opiniões desimportantes).
Linda demais!