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Data de lançamento
27 Set. 2012Duração
Kansas City, 2044. Viagens no tempo são uma realidade, mas estão apenas disponíveis no mercado negro. Seu principal cliente é a máfia, que costuma enviar ao passado pessoas que deseja que sejam eliminadas, já que é bastante complicado se livrar dos corpos no futuro. Os responsáveis por estes assassinatos são os loopers, organização a qual Joe faz parte. Um dia, ao realizar mais um serviço corriqueiro, ele descobre que seu alvo é a versão mais velha de si mesmo, trazida em viagem no tempo por ter se tornado uma séria ameaça à máfia no futuro.
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⚠️ Alerta de Spoiler: Se você não viu o filme, volte depois. 🎬🍿
Está aqui um dos filmes mais incríveis de viagem no tempo das últimas décadas. Fugindo do looping de armadilhas das ficções científicas convencionais, "Looper: Assassinos do Futuro", de Rian Johnson, constrói um futuro pessimista e degradado, mostrando uma América falida e próxima do colapso. Não temos aqui uma utopia cyberpunk, mas um universo bem gringo, impregnado pelo tom Film Noir em cores, onde a decadência moral da humanidade é dominada pelo crime organizado e por uma máfia que usa a viagem no tempo como simples ferramenta de descarte.
A premissa é brutal. Em 2074, a viagem no tempo é inventada, mas imediatamente proibida e usada apenas pelo crime organizado. Como é impossível sumir com um corpo no futuro devido ao rastreamento, a máfia manda as vítimas de volta para o passado (2044), onde um "Looper" (assassino de aluguel) está esperando para dar o tiro, sumir com o corpo e receber o pagamento em barras de prata.
A sequência em que a máfia mutila a versão jovem de um assassino (Paul Dano) para alterar o corpo do seu "eu" do futuro em tempo real é de virar o estômago. Quando o Joe jovem (Joseph Gordon-Levitt) hesita em matar a sua própria versão mais velha, começa uma caçada alucinante. O grande trunfo do filme é o conflito entre as duas versões: o jovem quer apenas gastar sua prata e viver a vida, enquanto o homem maduro (Bruce Willis) está cego pela dor do luto e disposto a cometer a atrocidade maior de matar uma criança para salvar a sua esposa no futuro.
A entrada de Emily Blunt no segundo ato desacelera um pouco o filme para o cenário rural e isolado das fazendas, adicionando uma tensão sexual e um romance elegante à trama. A revelação sobre o pequeno Cid e a carga dramática de sua mãe tentando salvá-lo da própria natureza elevam o tom da história. Nas cenas finais, o filme entrega um dos desfechos mais poéticos e devastadores do gênero. Ao perceber que o ciclo de violência apenas perpetuaria a criação do monstro do futuro, o jovem Joe toma uma decisão corajosa e derradeira para salvar a mãe e quebrar a corrente do destino.
"Looper: Assassinos do Futuro" é um thriller de ficção científica brilhante, estiloso e dramático, que prende a gente do início au fim, com uma trama surpreendente, onde a viagem no tempo deixa de ser um mero malabarismo científico para se tornar o pano de fundo de um dilema moral avassalador. Sob a direção precisa e inteligente de Rian Johnson, o filme se recusa a ser apenas mais uma produção genérica lotada de explosões. Em vez de abusar de efeitos especiais extravagantes, o longa aposta em uma caracterização convincente e mais pé no chão, criando a sensação de um "presente expandido" — um futuro decadente, cru e próximo da nossa realidade.
A força do filme é ancorada pelas atuações poderosas de seu elenco: a impressionante sintonia da dupla entre Bruce Willis e Joseph Gordon-Levitt divide quem assiste entre o desespero do homem amargurado e a busca pela redenção do jovem matador. Enquanto isso, a presença marcante e dramática de Emily Blunt traz ao coração do filme uma camada profunda de emoção, proteção e humanidade no meio de todo o caos.
"Looper: Assassinos do Futuro" é um clássico moderno e impecável sobre viagens no tempo, que está entre os melhores do gênero. Quanto mais eu assisto, mais ele fica bom!
Não me cativou nem me prendeu. Achei insosso, confuso, enfadonho e muito arrastado!
03/06/26 (inglês)
15/05/26 (inglês)
O Rainmaker criança, lembra muito o cobaia número 28 de Akira.... Eu gostei bastante, é um filme econômico, ele não explica as regras de viagem no tempo ele tá mais preocupado em
mostrar que violência gera violência e como encerrar este ciclo