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Data de lançamento
3 Out. 2003Duração
Bob Harris e Charlotte, são dois americanos em Tóquio. Bob, é um decadente astro de cinema que está na cidade para filmar um comercial de uísque. E a bela Charlotte, acompanha o marido, John, um fotógrafo viciado em trabalho. Ambos estão no mesmo hotel, e não se conhecem. Dividem apenas o tédio das horas que custam a passar. Bob, passa quase todo o seu tempo livre no bar do hotel. Enquanto Charlotte, fica horas olhando pela janela de seu apartamento. Até que um dia ele se conhecem e um novo mundo se descortina para ambos. De repente parece mais colorida, mais agitada e mais atraente. E aquelas duas vidas, antes tomadas pelo aborrecimento, ganham novas perspectivas. Nasce entre Bob e Charlotte, uma amizade mágica, uma cumplicidade raramente vista, uma nova forma de ver a cidade e a vida.
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Encontros e Desencontros é aquele tipo de filme marcante, que você faz conexão com a própria vida e leva consigo alguns pensamentos após assistir e inevitavelmente gera uma identidade com muitos momentos ali retratados.
O clima do filme torna tudo mais melancólico, para além da melancolia dos personagens, a ambientação, o clima sempre chuvoso, a paleta de cores, a trilha sonora, tudo ajuda a compor um sentimento de tristeza que está presente na atmosfera geral do filme.
O encontro entre os personagens é algo absolutamente do destino, porque eles se enxergam melhor do que quem está à volta deles os enxerga, e surge uma conexão inexplicável, em meio a tantas idas e vindas, pessoas e compromissos, eles reconhecem no outro sentimentos que compartilham sem saber, principalmente o vazio existencial na vida deles, e assim, se reconhecem em uma amplitude de tantas outras emoções e sensações.
O filme tem muitas cenas contemplativas no silêncio, aquele silêncio inquietante, porque nenhum deles está confortável com suas vidas e em muitos momentos até com si mesmos.
Nesse ponto também é interessante porque o filme mergulha em um sentimento de angústia, que mostra que os personagens se encontram um no outro, mas também mergulham neles mesmos, buscando se reconhecer em meio à constatação de estarem perdidos e sozinhos em sua própria vida.
A direção de Sofia Coppola é absurdamente competente aqui, porque a forma como o filme transmite todo esse sentimento e sensações é algo único, e talvez quando assistido pela segunda ou terceira vez se torna ainda mais latente a mensagem do filme, e fica mais identificável a conexão com todo o sentimentalismo trabalhado na história.
"Quanto mais você sabe quem você é e o que quer, menos deixa que as coisas o aborreçam."
Assistido novamente em 16 de setembro de 2026.
Nota: 8/10
Se tem um filme que trata melhor a solitude é esse aqui.
O filme é todo cheio de conexões e isso já começa com a viagem dos personagens principais onde o destino fez de tudo para que eles se encontrassem. Bob e Charlotte vivem a mesma vida e nem sabiam,mas o encontro rende uma fusão de sentimentos parecidos e ambos se deixam levar por tal companhia. Em um quarto de hotel ele assiste um programa de TV japonesa e no outro quarto,Charlotte também assiste ao mesmo programa. A forma que o filme conta essas conexões entre eles é mágica. A coincidência que as vezes nem pode ser chamado dessa maneira,apenas uma obra do destino que coloca as almas gêmeas lado a lado.
O filme vai muito mais além do que solitude,fala também de ausências,tais ausências de pessoas que eles amam,mas não os valorizam. Todos os dois são casados mas sentem a distância do parceiro mesmo estando perto demais e o filme mostra que uma tentativa de reconciliação já não é suficiente para ambos os casais viverem felizes para sempre novamente. Em uma cena específica,John (Ribisi) reencontra uma amiga das antigas e a esposa estar ao seu lado e em nenhum momento ele a apresenta para tal amiga,apenas depois de um longo tempo ele se lembra de apresentá-la. Cena que é um retrato perfeito de uma falta de consideração tremenda,muito mais que isso,falta de amor.
A melhor coisa desse filme é a melancolia que os personagens de Bill Murray e Scarlett vivem. Somente eles entendem tal situação e a conexão entre eles nesses momentos são únicos.Um encontra força non outro,um encontra luz no outro,parece que a partir desse encontro apenas ele consegue fazer ela sorrir e vice versa. A atenção que ambos dão um ao outro faz toda uma diferença na vida deles e traz de volta aquela alegria mesmo diante de uma rotina cruel de uma cidade que parece engolir eles a todo momento,com muita gente chata ao redor e muitos compromissos que eles não desejam cumprir. Tudo isso é perfeitamente acompanhado por uma trilha sonora extremamente melancólica que fica difícil não entrar no mundo dos personagens. Depois que o marido decide ir embora,Charlotte se ver muito mais feliz para viver os encontros com Bob e a todo momento achamos que algo a mais irá acontecer,mas não. Sofia trabalha muito bem nessa questão,sempre traz aquele ar misterioso entre eles fazendo o espectador acreditar que irá acontecer um romance escancarado ou cenas que poderiam comprometer todos os dois,mas não. Tudo isso é criado apenas em nossa cabeça. O romance não vivido pode ser o maior elemento do filme,seja pro bem ou pro mal.
A cada ano que passa esse filme vai ficar cada vez mais atual e a sua tristeza infinita representa a vida de muita gente por aí.
>Revisto em 12 de Setembro de 2026
perdidos na tradução,
perdidos nas palavras,
perdidos nos sentimentos,
perdidos.
em tóquio, onde tudo parece excessivamente vivo, as luzes, as vozes, os prédios, as pessoas. bob e charlotte ainda encontram uma forma de estar sozinhos.
tão diferentes em suas histórias, tão distantes em suas vidas, mas estranhamente semelhantes na maneira como olham para o próprio vazio.
é sobre estar cercado por milhares de pessoas e, ainda assim, sentir que ninguém fala a sua língua. sobre a solidão que não desaparece quando encontramos alguém, apenas se torna, por alguns instantes, suportável.
Tem uma atmosfera bem melancólica. É até estranho o tanto de silêncio no filme comparado com os filmes atuais, que tem sempre alguma bgm ou sonoplastia nas alturas. Ajuda muito a criar o clima que quer transmitir.
Achei bom, mas superficial.
Demorei pra ver... vi na pandemia 2020. Filmão.