Encontros e Desencontros

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Encontros e Desencontros (2003)
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Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 22988 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
22988 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Sofia Coppola
Data de lançamento 3 Out. 2003 Outras datas
Duração 101 min (1h41)
Classificação indicativa de Encontros e Desencontros: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos

Dirigido por

Data de lançamento

3 Out. 2003

Duração

101 minutos Classificação indicativa de Encontros e Desencontros: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Bob Harris e Charlotte, são dois americanos em Tóquio. Bob, é um decadente astro de cinema que está na cidade para filmar um comercial de uísque. E a bela Charlotte, acompanha o marido, John, um fotógrafo viciado em trabalho. Ambos estão no mesmo hotel, e não se conhecem. Dividem apenas o tédio das horas que custam a passar. Bob, passa quase todo o seu tempo livre no bar do hotel. Enquanto Charlotte, fica horas olhando pela janela de seu apartamento. Até que um dia ele se conhecem e um novo mundo se descortina para ambos. De repente parece mais colorida, mais agitada e mais atraente. E aquelas duas vidas, antes tomadas pelo aborrecimento, ganham novas perspectivas. Nasce entre Bob e Charlotte, uma amizade mágica, uma cumplicidade raramente vista, uma nova forma de ver a cidade e a vida.

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Comentários 2
amigos querem ver
brunamsousa
Srta Bruna I. S.
3 dias atrás

Encontros e Desencontros é aquele tipo de filme marcante, que você faz conexão com a própria vida e leva consigo alguns pensamentos após assistir e inevitavelmente gera uma identidade com muitos momentos ali retratados.
O clima do filme torna tudo mais melancólico, para além da melancolia dos personagens, a ambientação, o clima sempre chuvoso, a paleta de cores, a trilha sonora, tudo ajuda a compor um sentimento de tristeza que está presente na atmosfera geral do filme.
O encontro entre os personagens é algo absolutamente do destino, porque eles se enxergam melhor do que quem está à volta deles os enxerga, e surge uma conexão inexplicável, em meio a tantas idas e vindas, pessoas e compromissos, eles reconhecem no outro sentimentos que compartilham sem saber, principalmente o vazio existencial na vida deles, e assim, se reconhecem em uma amplitude de tantas outras emoções e sensações.
O filme tem muitas cenas contemplativas no silêncio, aquele silêncio inquietante, porque nenhum deles está confortável com suas vidas e em muitos momentos até com si mesmos.
Nesse ponto também é interessante porque o filme mergulha em um sentimento de angústia, que mostra que os personagens se encontram um no outro, mas também mergulham neles mesmos, buscando se reconhecer em meio à constatação de estarem perdidos e sozinhos em sua própria vida.
A direção de Sofia Coppola é absurdamente competente aqui, porque a forma como o filme transmite todo esse sentimento e sensações é algo único, e talvez quando assistido pela segunda ou terceira vez se torna ainda mais latente a mensagem do filme, e fica mais identificável a conexão com todo o sentimentalismo trabalhado na história.

"Quanto mais você sabe quem você é e o que quer, menos deixa que as coisas o aborreçam."

Assistido novamente em 16 de setembro de 2026.
Nota: 8/10

velho_cinefilo
Senhor Ivan
1 semana atrás

Se tem um filme que trata melhor a solitude é esse aqui.
O filme é todo cheio de conexões e isso já começa com a viagem dos personagens principais onde o destino fez de tudo para que eles se encontrassem. Bob e Charlotte vivem a mesma vida e nem sabiam,mas o encontro rende uma fusão de sentimentos parecidos e ambos se deixam levar por tal companhia. Em um quarto de hotel ele assiste um programa de TV japonesa e no outro quarto,Charlotte também assiste ao mesmo programa. A forma que o filme conta essas conexões entre eles é mágica. A coincidência que as vezes nem pode ser chamado dessa maneira,apenas uma obra do destino que coloca as almas gêmeas lado a lado.

O filme vai muito mais além do que solitude,fala também de ausências,tais ausências de pessoas que eles amam,mas não os valorizam. Todos os dois são casados mas sentem a distância do parceiro mesmo estando perto demais e o filme mostra que uma tentativa de reconciliação já não é suficiente para ambos os casais viverem felizes para sempre novamente. Em uma cena específica,John (Ribisi) reencontra uma amiga das antigas e a esposa estar ao seu lado e em nenhum momento ele a apresenta para tal amiga,apenas depois de um longo tempo ele se lembra de apresentá-la. Cena que é um retrato perfeito de uma falta de consideração tremenda,muito mais que isso,falta de amor.

A melhor coisa desse filme é a melancolia que os personagens de Bill Murray e Scarlett vivem. Somente eles entendem tal situação e a conexão entre eles nesses momentos são únicos.Um encontra força non outro,um encontra luz no outro,parece que a partir desse encontro apenas ele consegue fazer ela sorrir e vice versa. A atenção que ambos dão um ao outro faz toda uma diferença na vida deles e traz de volta aquela alegria mesmo diante de uma rotina cruel de uma cidade que parece engolir eles a todo momento,com muita gente chata ao redor e muitos compromissos que eles não desejam cumprir. Tudo isso é perfeitamente acompanhado por uma trilha sonora extremamente melancólica que fica difícil não entrar no mundo dos personagens. Depois que o marido decide ir embora,Charlotte se ver muito mais feliz para viver os encontros com Bob e a todo momento achamos que algo a mais irá acontecer,mas não. Sofia trabalha muito bem nessa questão,sempre traz aquele ar misterioso entre eles fazendo o espectador acreditar que irá acontecer um romance escancarado ou cenas que poderiam comprometer todos os dois,mas não. Tudo isso é criado apenas em nossa cabeça. O romance não vivido pode ser o maior elemento do filme,seja pro bem ou pro mal.

A cada ano que passa esse filme vai ficar cada vez mais atual e a sua tristeza infinita representa a vida de muita gente por aí.

>Revisto em 12 de Setembro de 2026

sunevk
kate
½
3 semanas atrás

perdidos na tradução,
perdidos nas palavras,
perdidos nos sentimentos,
perdidos.

em tóquio, onde tudo parece excessivamente vivo, as luzes, as vozes, os prédios, as pessoas. bob e charlotte ainda encontram uma forma de estar sozinhos.

tão diferentes em suas histórias, tão distantes em suas vidas, mas estranhamente semelhantes na maneira como olham para o próprio vazio.

é sobre estar cercado por milhares de pessoas e, ainda assim, sentir que ninguém fala a sua língua. sobre a solidão que não desaparece quando encontramos alguém, apenas se torna, por alguns instantes, suportável.

isabiazotti
Isa
½
2 meses atrás

Tem uma atmosfera bem melancólica. É até estranho o tanto de silêncio no filme comparado com os filmes atuais, que tem sempre alguma bgm ou sonoplastia nas alturas. Ajuda muito a criar o clima que quer transmitir.
Achei bom, mas superficial.

romaofreire
Romao FR
2 meses atrás

Demorei pra ver... vi na pandemia 2020. Filmão.

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½
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(Charlotte)
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(P Chan)
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(Ms. Kawasaki)

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