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Em uma cidade grande, uma série de assassinatos de jovens meninas aterroriza os cidadãos e deixa os policiais perplexos. Um jovem, Martin Harrow, segue várias crianças, e logo se concentra em uma menina brincando sozinha. Martin compra um balão de um vendedor ambulante cego, então sai com a garota, assobiando uma música. Mais tarde, depois que descobriu o corpo da menina, o chefe de polícia faz um anúncio na televisão, revelando que as provas reunidas no caso indicam o mesmo modus operandi de crimes anteriores: a morte por estrangulamento e o roubo dos sapatos da vítima. Depois que a polícia adverte o público a tomar cuidado e informar qualquer comportamento suspeito, provoca uma histeria geral, e os criminosos da cidade também passam a caçar o assassino de crianças.
Este longa é uma refilmagem do "M O vampiro de Dusseldorf" de Fritz Lang (1931).
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A conotação histórica que Losey toma acaba tornando o filme maior até do que o original por sua crítica direta á paranóia americana de perseguição aos comunistas. Num todo eu tenho dificuldades com o ritmo e excesso de personagens nas duas versões e igualmente amo os dois julgamentos.
Não desmerece o clássico do Lang. Esse aqui conversa mais com o cinema noir. Mais curtinho, mais direto, com belos enquadramentos e um preto e branco bem luminoso. É dos poucos filmes que muitos não abominam quando se trata de remake, grande parte do público elogia, e com razão. Que me perdoem, mas eu prefiro rever esse aqui do que o outro, conversa mais comigo.
Também não assisti o original do Fritz Lang, mas gostei desse. O filme começa um pouco lento, mas depois melhora, e também gostei da atuação do David Wayne, ainda mais perto do desfecho do filme.
Antes de comentar sobre o filme, tenho que dizer que não assisti ao original "M O Vampiro de Dusseldorf," ainda. Então não posso fazer tal comparação. Não posso dizer que essa versão é inferior à original, (como alguns disseram em comentários anteriores), mas uma coisa posso dizer: gostei da atuação de David Wayne. Ele soube interpretar como poucos o assassino/psicopata que se sente na obrigação de matar crianças, em especial, meninas.
Ter visto este filme poucos dias depois após rever a obra-prima do Lang prejudicou a sessão: primeiramente, porque há um aspecto que não se cala. Ou seja, é um filme absurdamente desnecessário! Segundo, porque, em minha opinião, a transcrição de época não funcionou. Afinal de contas, a Düsseldorf de 1930 e a Los Angeles de 1950 são bastante diferentes em contexto sociopolítico, sendo a inserção das farpas paranóicas anticomunistas nesta obra mais recente não muito funcionais, para além da justificativa fundamentada do combate antimacarthista. Achei os intérpretes artificiais, o roteiro subserviente e um tanto conivente, além de achar o julgamento extremamente inferior e comiserativo em relação ao filme original. Sinceramente, fiquei extremamente desgostoso com o filme! (WPC>)