Dirigido por
Duração
Holly (Lana Turner) se casa com um milionário, mas tem um amante latino ( Ricardo Montalban), que morre acidentalmente. Diante da chantagem de sua sogra (Constance Bennett), ela abandona o marido e filho, e, dada como morta, fica conhecida como Madame X. acusada de assassinato, é defendida por seu próprio filho, sem saber de quem se trata.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
A direção estraga completamente o potencial do longa, o que é uma pena.
Logo na cena de abertura vislumbrei uma direção de Douglas Sirk com seus filmes de cores fortes. Dado momento em que a narrativa ganha corpo e a construção de determinado suspense nos remete à Alfredo Hitchcock. Seja como for, os dois são grandes cineastas, em seus terrenos de atuação. Entretanto, surpreendentemente,. esta grande pérola dramática foi dirigido por David Lowell Rich (cineasta novato), mas que segurou com mão firme a direção.
MADAME X, possui um roteiro pungente cujo decadência de vida da personagem principal, vai se degradando paulatinamente, até transformar-se numa assassina cujo nome Madame X lhe foi dado por causa que a sua identidade pessoal foi retirada e o 'peseudonome' fora incinerado.
As interpretações estão nas alturas, mas,
Constance Bennett, tem aqui uma fria mãe ciumenta e que nunca aceitou sua nora e vai fazer de tudo para separa-los, numa atuação, fria e equilibrada. Contudo, é Lana Turner quem mais brilha toda vez que está em cena com uma interpretação magistral. Quanta dor aquela mulher suportou?? Que interpretação visceral da Lana Turner. Que atriz maravilhosa! Entraria fácil, fácil nos melodramas preferidos de minha saudosa mãe .
Que filme ...que filme!
Melodrama de alto nível valorizado pelos ótimos trabalhos de fotografia e trilha sonora. Coincidência ou não parte da história foi retratada na novela global "O outro lado do paraíso" de Walcyr Carrasco. A atriz Constance Bennett, que interpreta a sogra da protagonista, faleceu no ano anterior do lançamento do filme
MADAME X
Direção: David Lowell Rich
Ano: 1966
Assistido: 18/06/2023
Reconhecendo a minha ignorância, devo admitir que até pouco tempo atrás Madame X era apenas um álbum da Madonna, mas ao tomar conhecimento da existência desse filme fiquei encantado com a premissa, e logo fui atrás para poder conferir. E só posso dizer que foi uma excelente surpresa encontrar tanto elementos que me agradam numa só história, como o forte drama, o plot twist surpreendente, e o desfecho da misteriosa Madame X.
Holy Parker é uma garota simples que está recém-casada com Clay Anderson, um magnata com fortes aspirações politicas. O casamento a principio são apenas flore, e tudo parece perfeito quando o casal tem um filho, o pequeno Clay Jr. Porém com o passar dos anos, as ambições politicas de Clay o levam há ficar muito tempo longe de casa, deixando Holly sozinha. O sentimento de solidão de Holly a faz criar amizade com Phil Benton, e logo acaba por ter um caso com o homem. Entretanto quando ela decide por um fim ao caso extraconjugal, uma desgraça mudará sua vida para todo o sempre.
Infelizmente eu não fui poupado de nenhuma das reviravoltas do filme quando tomei conhecimento da existência dele, e as sinopses que encontramos pela internet entregam absolutamente toda a história, entendo que não devemos ficar cheio de dedos sobre spoiler de uma produção que logo estará se tornando uma idosa sessentona, mas é inegável que descobrir todas as camadas do drama de Holly pouco a pouco tornaria a experiência ainda melhor.
Holly não é um personagem fácil de gostar, ela começa o filme metendo uma galha no marido, um ato impensado, que levaria a consequências desastrosas, depois disso vemos a pobre entrar em uma espiral de decadência que chega dar dó, vemos a outrora senhora da alta sociedade, se tornar uma alcoólatra que vive vagando de sarjeta em sarjeta. É inegável a crueldade de Estelle e o quanto ela prejudicou a nora, mas ao longo de toda a história, fica claro que a pessoa que Holly não consegue perdoar é ela mesma, ela sabe que a principal responsável por sua desgraça é ela mesma, e acaba por desistir de sua vida, prefere ser presa e morta a deixar que Clay Jr. descobrisse a verdade sobre sua mãe.
David Lowell Rich e Lana Turner fazem um brilhante estudo de personagem com Holly, vemos todo o processo de declínio da mulher, vemos como ela aprendeu a duras penas que tudo na vida tem um preço, e o quão fundo o ser humano pode chegar. Aliás, Lana Turner está tão espetacular no papel que é possível sentir todo o sofrimento daquela mulher na sequencia final do tribunal, onde ela fica várias cenas sem dizer uma misera palavra, você sente toda a dor de Holly apenas pelo olhar de Turner, atuação difícil, mas que a atriz entrega com maestria.
Por se tratar de uma história baseada em uma peça de teatro, fiquei surpreso pela grande quantidade de cenários, e até mesmo pelo dinamismo do roteiro, acompanhamos Holly por muitos anos, e por diversos lugares, e vemos aquela mulher ir acabando aos poucos, tudo isso muito bem conduzido pela direção.
“Madame X” consegue se destacar em tudo que se propõe, seja como drama, estudo de personagem ou tribunal, um filme que nos deixa imersos, atraídos pela trágica vida de Holly Parker, vemos ela sofrer duramente por um erro, e conseguimos ver de antemão o final se aproximando, e mesmo assim torcemos para que seja diferente. O desfecho é muito bonito e emociona, mesmo sendo profundamente triste, reforça uma das poucas coisas que é (quase) absoluta nesse mundo: o amor incondicional de uma mãe por seu filho.
Clássico cult do gênero drama de cunho psicológico, "Madame X', de 1966, traz à tona, as nuances de uma discussão (argumentação) bem elaborada e inteligente sobre diferenças sociais e o amor materno. Lana Turner tem uma atuação espetacular e digna do Oscar. Ela dissimula, ama e odeia tão convincentemente e de tal forma que você não enxerga Lana Turner em nenhum momento no filme, apenas a personagem. Brilhante e indispensável, este filme era reprise constante nas madrugadas do SBT, nos anos 80.