Composto por quatro episódios em que são analisados as relações conjugais ou casais de vários pontos de vista, a comédia é ponto comum em todos. Os episódios são: 1 - Primeiro casamento: Um homem e uma mulher se encontram na sala de espera de uma clínica veterinária; 2 - O dever do casamento: A miséria da vida conjugal de uma família da pequena burguesia italiana; 3 - casamento de higiene: Em Nova York, Frank e Nancy tem uma vida erótica com muita perfeição. Também participam de sessões de terapia de grupo com as consequencias não muito esperadas; 4 - A família feliz: Em um futuro próximo, mas não exato, qualquer tipo de relação ocorre em contextos de plástico e borracha. A humanidade desapareceu e as formas que habitam este mundo parecem manequins. Qualquer paixão é proibida, mas todo mundo está feliz neste mundo governado pelo celulóide.
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Segundo filme do Marco Ferreri a que assisto, e gostei muito dos dois. Gosto do estilo dele, com muitos planos fechados e uma câmera intrusiva que joga o espectador no meio dos conflitos. Esta última sensação é tanto mais forte quando o diretor nos trancafia num leito conjugal (em especial no segundo segmento, que foi o que mais gostei), tornando inevitável o enfrentamento. Gosto muito também do humor deste filme, mais destacado no primeiro segmento, mas presente em todos os quatro. O terceiro segmento é menos cativante. Já o quarto, é estranhíssimo e, nisso, torna-se ao mesmo tempo engraçado e reflexivo, e é claramente uma história construída sobre um conceito, e não sobre um fato.
Ferreri propõe uma observação instigante sobre os rumos dos relacionamentos amorosos e do sexo especialmente na última parte de seu filme. Pena que até chegar lá o diretor exagera em uma narrativa atabalhoada e desinteressante.