Depois de matar seu padrasto, uma garota tenta fugir do país com um jovem vagabundo. Ela se veste como um garoto; entra em conflito com um grupo de vagabundos e rouba um carro em sua tentativa de fugir da polícia e chegar ao Canadá.
Não conhecia este filme, mas gostei muito de como ele fundamenta temáticas que seria exploradas à exaustão no cinema hollywoodiano vindouro, antecipando, inclusive, um olhar otimista acerca das conseqüências de algo similar ao Crack que só aconteceria no ano seguinte à realização. Ainda que não seja um "autor", como John Ford, William A. Wellman transita muito bem entre gêneros elementares estadunidenses e conduz a trama com muita segurança e precisão. Pessoalmente, acho que há uma barrigada no meio da narrativa - quiçá, por exigências para a conversão do Wallace Beery em protagonista tardio -, mas a primeira meia-hora do filme é belíssima, havendo um surpreendente 'flashback' subposto ao rosto de uma personagem que explica o que aconteceu. Louise Brooks maravilhosa, tanto quanto o atraente Richard Arlen. Gosto do cinismo do julgamento com o "tribunal em desordem" e amo a mensagem final, de legítima redenção. Saí da sessão particularmente tocado, emocionalmente transformado. Numa sessão dupla com O IMPERADOR DO NORTE, este filme devolve a fé em pessoas provisoriamente aderidas a ideologias nefastas. O amor que este roteiro apregoa é aquele em que acredito! (WPC>)
Pelo título, confesso imaginar um filme de denúncia social mas o que de fato ocorre é um road-movie de fuga e perseguição da polícia com um romance pra lá de comum. Vou dizer que não gostei muito não, o vilão de um segundo para o outro muda completamente de ideia e de caráter e o tal julgamento me pareceu completamente descabido.
Não conhecia este filme, mas gostei muito de como ele fundamenta temáticas que seria exploradas à exaustão no cinema hollywoodiano vindouro, antecipando, inclusive, um olhar otimista acerca das conseqüências de algo similar ao Crack que só aconteceria no ano seguinte à realização. Ainda que não seja um "autor", como John Ford, William A. Wellman transita muito bem entre gêneros elementares estadunidenses e conduz a trama com muita segurança e precisão. Pessoalmente, acho que há uma barrigada no meio da narrativa - quiçá, por exigências para a conversão do Wallace Beery em protagonista tardio -, mas a primeira meia-hora do filme é belíssima, havendo um surpreendente 'flashback' subposto ao rosto de uma personagem que explica o que aconteceu. Louise Brooks maravilhosa, tanto quanto o atraente Richard Arlen. Gosto do cinismo do julgamento com o "tribunal em desordem" e amo a mensagem final, de legítima redenção. Saí da sessão particularmente tocado, emocionalmente transformado. Numa sessão dupla com O IMPERADOR DO NORTE, este filme devolve a fé em pessoas provisoriamente aderidas a ideologias nefastas. O amor que este roteiro apregoa é aquele em que acredito! (WPC>)
Filme que já começa hiper movimentado e segue assim até o final.Um drama que em muitos momentos se torna uma aventura memorável.
>Assistido em 14 de Agosto de 2023
Pelo título, confesso imaginar um filme de denúncia social mas o que de fato ocorre é um road-movie de fuga e perseguição da polícia com um romance pra lá de comum. Vou dizer que não gostei muito não, o vilão de um segundo para o outro muda completamente de ideia e de caráter e o tal julgamento me pareceu completamente descabido.
Louise Brooks a deusa andrógina