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Estudante cubano que acredita firmemente no regime de Fidel Castro entra em depressão quando sua namorada o deixa para casar-se com outro. Sua vida toma outro rumo quando ele conhece Diego, artista homossexual que luta contra a discriminação. "Morango e Chocolate" é um dos maiores filmes do cinema latino-americano, talvez o maior do cinema cubano. Ele aborda com talento e sensibilidade a questão da discriminação ao homossexualidade existente em Cuba.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
LINDOOO!!!!
3 Personagens doces e sensíveis me lembraram o que é ser humano de verdade, mesmo quando se vive num lugar desumano
Isso é resistência!!!
09.04.2003
no começo achei que era só mais um filme estilo filmes de terceiro mundo que o Brasil adora fazer, que só pincela a pobreza e não entrega nada. mas ao decorrer do segundo ato, o filme me ganhou de como ele sabe traçar dois personagens totalmente antagônicos que no fim um aprende com o outro. recomendo.
obs: e triste como tem tanta gente que romantiza ditaduras totalitárias que escoram nesta filosofia incoerente do karl marx.
28.04.1999
Olha, vou ser direto: Morango E Chocolate é um desses filmes que a gente quer amar de olhos fechados, mas que cobra uma conversa séria sobre seus limites. Porque sim, foi revolucionário para 1993. Mas também carrega umas contradições que não dá pra fingir que não existem.
A história de Diego e David funciona lindamente como alegoria sobre tolerância e descoberta do outro. Jorge Perugorría está impecável, construindo um personagem gay complexo numa época em que isso era quase impossível no cinema latino. O filme respira sensualidade inteligente, tem diálogos afiados e uma direção que sabe equilibrar humor e melancolia.
Mas aí vem o grande "porém": Diego, nosso protagonista supostamente esclarecido e vítima de preconceito, solta umas pérolas racistas que fazem a gente parar e pensar "sério mesmo?". É como se o roteiro tivesse uma consciência social seletiva — progressista nas questões de sexualidade, mas meio cego para as questões raciais. E isso não é detalhe pequeno, especialmente quando falamos de Cuba, com toda sua complexidade racial e social.
Fica aquela sensação estranha de estar torcendo por um personagem que, em outros momentos, reproduz exatamente o tipo de preconceito que ele mesmo sofre. É quase como assistir Mariah tentando explicar por que Glitter não funcionou: você entende o contexto, mas algumas escolhas simplesmente não colam.
O filme funciona como marco histórico e ainda emociona em várias cenas (aquela do sorvete continua icônica). Mas hoje, com nosso olhar mais afiado sobre interseccionalidade, fica claro que representatividade pela metade não é representatividade completa.