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Data de lançamento
20 Ago. 1927Duração
Larita Filton se envolve em um processo de divórcio escandaloso e no suicídio de um jovem artista. Ela foge para a França para reconstruir sua vida, onde conhece John Whittaker. Eles se casam, mas a a família elitista de John descobre o passado de Larita.
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- vale visitar essa obra de quase um século atrás por abordar temas bem a frente do seu tempo e pela impactante frase final da protagonista
- mas como um filme em si, tem um andamento bastante enfadonho, narrativa completamente truncada, mesmo com a curta duração é dificil chegar até o fim
No meu ver o filme mais abaixo do mestre Hitchcock. Interessante a narrativa, e tem alguns take bonito nos passeio do segundo matrimônio, além da frase icônica final que o Hitchcock disse que odiava kk. Vale ressaltar a temática do inocente culpado injustamente, neste caso, a mulher.
Apesar de trazer muitos assuntos que nenhum filme nunca tinha apostado na época,esse é apenas mais um do Hitch que passa despercebido na sua carreira.
>Assistido em 23 de Julho de 2023
Li q o autor da peca teatral era homossexual, entao retratar um individuo elo fraco no contrato social (no caso, a esposa "flertante") eh algo de sensibilidade e propriedade de causa. Porem abordar as mazelas do statu quo sobre suas reais vitimas parece ter sido mto ambicioso em ser transposto num filme q na epoca possuia limitacoes tecnicas. Longa mudo com poucas falas, q na verdade claramente precisava de muitos mais dialogos para explorar as entrelinhas do jogos de costumes sociais.
Filme incrível. O que mais me impressiona é como as histórias escolhidas por Hitchcock poderiam ser recontadas de forma mais eficaz no cinema atual, seja por uma insegurança de um diretor iniciante ou pela própria precariedade do sistema à época. Não a toa o próprio Hitchcock realizou remake de seus filmes.
Aqui temos outra história que se adequaria perfeitamente ao cinema atual, principalmente nessa onda de filmes com mulheres fortes (o que chega a ser surpreendente se levarmos em consideração o aspecto abertamente machista e misógino de Hitchcock, que tinha uma relação de admiração e ódio com o sexo feminino).
Tem uma condução incrível, a cena do tribunal é tensa, bem editada e com os característicos efeitos do diretor. Parece que ele se diverte em criar as rimas visuais e raccord, presentes em todos os seus filmes.
Ainda que para nós não haja mais o aspecto do escândalo que era em 1920 mostrar uma mulher divorciada (período em que era necessário por lei mostrar que havia um culpado na relação para se exigir o divórcio), e mostrar essa mulher seguindo a vida, tendo um relacionamento e uma vida social, o filme ainda funciona porque também mostra a injustiça que era a lei nesse período. Mesmo se utilizando de artifícios para passar pela censura, como mostrar essa mulher quase como uma prostituta, bebendo, fumando e usando muitas penas, ou seja, driblando a patrulha da moral colocando poucos indicativos de que não buscava transformá-la em um exemplo a ser seguido, Hitchcock ainda foca no aspecto hipócrita dessa sociedade que não quer somente uma "justiça", mas a vingança. Novamente, em época de cultura do cancelamento, esse filme falaria muito se tivesse uma nova versão.
Seu final tem clara correspondência ao encerramento de Crepúsculo dos Deuses.