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Data de lançamento
20 Nov. 1981Duração
Várias tramas paralelas no início do século XX retratam a história de personagens como a corista Evelyn Nesbit (Elizabeth McGovern), uma beldade da época, que se projeta casando com um milionário, Harry K. Thaw (Robert Joy). Thaw ficou bastante irritado com Stanford White (Norman Mailer), um arquiteto que fez uma estátua nua que está em local público e que supostamente tenha usado Evelyn como modelo. Quando Harry vai tomar satisfações com Stanford, que estava com vários amigos em uma "festinha", ele o ameaça dizendo que vai contar para a polícia o que acontece ali. White diz que poderia contar tudo para Rheinlander Waldo (James Cagney), um comissário de polícia que participava dos "festejos". Thaw sai do salão indignado, mas estava claro que o problema não tinha sido resolvido e algo muito grave ainda iria acontecer. Além disto há Tateh (Mandy Patinkin), um modesto vendedor que se torna um diretor de cinema e provoca a paixão de uma esposa conservadora, que está frustrada por aturar um marido que a trata de forma fria, e o irmão dela, um fabricante de fogos de artifício, que fica totalmente apaixonado por Evelyn. A vida de um pianista, Coalhouse Walker Jr. (Howard E. Rollins Jr.), um afro-americano, também é afetada e após sofrer humilhações e ter seus direitos ignorados pela polícia por ser negro, Coalhouse decide então fazer justiça com as próprias mãos.
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Tenho o DVD há anos e assisti despretensiosamente em 2026, sabendo apenas que era um filme de Milos Forman, diretor de Amadeus, um dos meus filmes favoritos, e fui surpreendido por um filmaço que também entrou para a minha lista de favoritos.
O cuidado da produção, a riqueza de detalhes e a forma como aborda as relações humanas me impactaram. Há múltiplas linhas narrativas que se conectam em pontos específicos da história; nelas, vemos traições, amores, cobiça, solidariedade etc.
Mas é quando o filme opta por focar na trajetória de Walker Jr. e nas relações raciais dos Estados Unidos do início do século XX que ele realmente brilha. O racismo é abordado de forma brutal e sem maniqueísmos, mostrando várias nuances, que passam por brancos escrotos, brancos coniventes e brancos solidários, além de negros passivos diante das injustiças e negros que lutam por justiça.
Algumas linhas narrativas, como as que envolvem a relação entre o Pai, a Mãe e Evelyn, são prejudicadas pelo tempo de tela, mas ainda assim apresentam conclusões marcantes. 9/10
Visto 30/06/2024
Filme maravilhoso!
Apesar da previsibilidade, a cena que ele fala pra namorada que ela vai estar na maior igreja que ela já viu me pegou de surpresa. Como a câmera vai descendo aos poucos a partir do topo da igreja, eu realmente achei que ela tinha se recuperado e que era um casamento.
Talvez eu esteja falando besteira mas considerem como uma brincadeira saudável: Quase todo filme do Milos Forman pra mim tem aquela abordagem que me sequestra a atenção, como se eu estivesse escutando uma fofoca muito boa, um escândalo anunciado. A maior prova disso é Amadeus, e aqui, surtiu o mesmo efeito. Eu fazia essa cara >>> :O o tempo todo até pelo menos metade do filme. Forman sabia muito bem como costurar uma boa trama e para além disso, as atuações são impecáveis. Particularmente foi bastante satisfatório ver alguns atores que gosto muito ali, bem no inicio de suas carreiras.
Filme que trabalha de forma digna a questão da divisão racial e o preconceito , além disto trás um panorama social bastante bem trabalhado sobre o começo do século nos EUA além de trazer personagens interessantes que seguram bem o interesse. James Cagney já no fim da vida se destaca.