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Às vésperas de mais uma posse presidencial, Socorro, Jurailde e Bizza lideram uma das cozinhas solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto na maior favela do Brasil.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Chega aos cinemas brasileiros, distribuído pela Descoloniza Filmes, o bom documentário independente que trata do trabalho de mulheres à frente do projeto “Cozinha Solidária”, criado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e instituído por lei em 2023 no Brasil. Ele surgiu na pandemia da Covid-19 como uma resposta direta à fome que atingiu milhões de brasileiros, fornecendo alimentação gratuita e de qualidade a pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social. A iniciativa consistiu em montar cozinhas comunitárias em diferentes regiões do país, oferecendo refeições gratuitas e de qualidade para esse grupo de pessoas. Além das refeições, o projeto, que ainda existe e virou símbolo da solidariedade em tempos de crise, busca fortalecer laços comunitários para garantir dignidade, funcionando com voluntários e doações. Um dos lugares de atuação foi a favela Sol Nascente, em Ceilândia, no Distrito Federal – e é nesse espaço que o filme busca a composição das imagens. Os cinegrafistas acompanharam a rotina de três mulheres negras, voluntárias e organizadoras da Cozinha Solidária, Bizza, Jurailde e Socorro, durante semanas, para mostrar os bastidores e o trabalho delas. O recorte da história é a posse do presidente Lula, e elas estão encarregadas de cozinhar para centenas de militantes do movimento que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia de posse do presidente, no dia 1º de janeiro de 2023. Conhecemos a trajetória e os sonhos dessas três lideranças, além de questões essenciais para elas, como a luta política, o trabalho voluntário de igual para igual, a religião, a ancestralidade e a família. Sol Nascente é considerada a maior favela do Brasil em número de habitantes (70 mil ao todo), localizada a menos de 30 quilômetros da capital; durante a pandemia, verificou-se ali graves condições de saúde, fome, desemprego e falta de acesso a serviços básicos. Dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, o filme esteve na programação de festivais como ForumdocBH, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (onde foi consagrado com o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular e recebeu a Menção Honrosa do Júri Oficial), a Mostra Ecofalante (onde venceu o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular), o Olhar de Cinema e o Festival de Cinema de Vitória. POR FELIPE BRIDA - Texto no blog Cinema-naweb blogspotcom
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2026:
As histórias trazem uma simplicidade tocante, mas confesso que esperei algo mais elaborado e que fosse além de uma abordagem altamente passiva... O título é tão sugestivo!
Sinceramente, achei o olhar superficial sobre algo que exige pungência. Perdeu a chance de adotar um viés investigativo e comparativo, evidenciando melhor a inoperância de um governo pelo contraste ativo do outro — e dava para manter sua declarada parcialidade, porém, longe de uma ingênua romantização. Até porque o filme se apoia em uma esperança contingencial, já que demarca a volta do PT após um hiato de seis anos. É óbvio que a relação petista com o MTST sempre foi forte, mas achei a contextualização imediata contraditória à própria proposta: os lotes estavam distribuídos, a cozinha solidária funcionando e a Bizza (se não me engano no nome) declarou voto em Bolsonaro?!?! Em resumo, o lançamento do filme parece inútil ou tardio diante da ascensão da extrema-direita no Brasil e no mundo. Foi uma vitória perdida já que a esquerda também negou a chance de lançar certa família na merecida insignificância. Mas se tem uma coisa que o PT sabe fazer com sua gestão infantilizada de nobreza, é abrir caminho para essa ideologia anacrônica de direita. Quer saber: vá todo o personalismo para o raio que o parta, e vivam as formigas guerreiras!
Avaliação em nota: 7.0
"A gente não luta só por moradia. A gente luta por direitos. "
Não Existe Almoço Grátis (Brasil, 2023)
Direção: Pedro Charbel e Marcos Nepomuceno.
Em Sol Nascente, uma das maiores favelas do Brasil, as mulheres, Socorro, Jurailde e Bizza lideram uma das Cozinhas Solidárias do MTST, distribuindo almoços gratuitos diariamente.
Para a posse do presidente Lula em 2023, estão encarregadas de cozinhar para centenas de pessoas que chegarão a Brasília para a cerimônia.
O importante longa foi eleito Melhor Filme pelo júri popular no 56° Festival de Brasília.
Em cartaz nos cinemas.
- adorei as 3 divas! mulheres maravilhosas, lutaram, sofreram e trabalharam bastante e continuam
- feliz em saber das suas conquistas e que todas voltaram a estudar
- a parte técnica do documentário pode ser básica, mas as pessoas entrevistas, seus relatos e força já compensa demais
- na véspera da posse de painho e todos falando mal do satanaro, que delicia
Pode-se reclamar que o filme é primário em termos de linguagem cinematográfica (direto demais, limitando-se a acompanhar os afazeres de seus personagens) e que as eventuais brigas mencionadas por uma das personagens reais não surgem na tela, no sentido de que tudo se resolve fácil e harmonicamente, mas, mesmo assim, a abordagem é tão humanizada, tão sincera, que eu percebi-me encantado, tamanha a simpatia que senti por aquelas mulheres. Ótimos depoimentos, projeto fascinante (que bom que foi devidamente implementado) e discurso político assertivo, dentro de sua assumida vinculação partidária. Achei ótimo que este filme estréie nos cinemas num período tão delicado da competição eleitoral, como esse de agora: é o empurrão definitivo que o Lula precisava! (WPC>)