Dirigido por
Duração
Um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio - o homem pacato, o chefe amistoso e cordial – precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
A trilha sonora me lembrou John Carpenter
Murilo me lembrou a máscara de Michael Myers com sua expressão vazia e inquietante;
A captação de som direto deixou a desejar, boa parte das falas ficaram difíceis de entender e não tinha legenda no Globoplay.
Luciana Paes (Sara) é a grande revelação do filme, eu já amava ela dos seus projetos na comédia.
Produção do grande Rodrigo Teixeira, maior produtor BR em Hollywood atualmente, com quem já tive o prazer de trocar uma ideia.
A mise en scene remete ao teatro, não me surpreenderia se fosse uma adaptação de uma peça.
A diretora Gabriela Amaral faz uma seleção de planos feliz por revelar o que os diálogos nem sempre dizem.
A ousadia narrativa é de admirar, porém me deixou muito confuso com sua subjetividade, até eu conseguir concatenar qualquer lógica no que assisti.
Na minha interpretação, "O Animal Cordial" é sobre o animal que existe em todos nós enquanto sociedade, aquele nosso ID primitivo que nós não deixamos aparecer pelas regras sociais impostas e que nosso superego reprime. A situação-limite do assalto foi o estopim que entornou o caldo daqueles personagens e despiu o véu social, fazendo todos se mostrarem como são por baixo, principalmente o dono do restaurante e a Sara, cujas atitudes não seguiam uma ordem, nem uma lógica, erráticos em um caos social, como animais.
Além de Luciana, todo o elenco está muito bem, Murilo Benicio, Camila Morgado, Ernani Moraes, Humberto Carrão, Irandhir Santos e Jiddu Pinheiro (que eu era apaixonado como Beto na primeira versão de "Chiquititas").
Perfeito! Murilo Benício surpreendeu demais!
Caos (até que organizado) e incômodo do começo ao fim.
Murilo Benício destrói totalmente nessa atuação.
Foda demais.
Cinema brasileiro de terror entregando mais uma peça de sua engrenagem. Com nossa linguagem, explorando as situações da vida real.
A atuação de Murilo Benício está assustadora e angustiante, mas quem brilha é Luciana, da funcionária reprimida, a mulher liberta pela ousadia, a fera irracional e a arrependida.
Além disso, Irandhir, sempre ótimo e a fotografia ajudam a criar a atmosfera sombria e desesperada do filme.
legalzin