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Duração
Um nordestino vai para São Paulo esperando melhorar de vida, mas acaba se tornando o cobrador de uma quadrilha que vende proteção pessoal às pessoas. Durante uma cobrança um devedor tem um ataque do coração e morre, sendo que deste momento em diante a polícia tenta capturar o "baiano fantasma".
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Rapaz, incrível como o nordestino sofre. Sofre na sua terra e mais ainda quando sai dela. Essa premissa é bem parecida com a de O Homem Que Virou Suco.
José Dumont tá muito bem, como sempre.
Lembrou o homem que virou suco.
E ambos são bons filmes.
José Dummont muito bem na personagem.
- filme muito bom sobre os migrantes do nordeste, nesse o drama fica um pouco de lado para uma comédia de exageros
- adorei as falas rimando, todo um charme
- dumont tá bem contido, a loucura acontece ao redor dele
- linda a homenagem no final
Acabei de ver o filme no YouTube, confesso que não conhecia, mas se tratando de filme protagonizado pelo José Dumont, eu simplesmente não resisto, acabo relevando os exageros, as patuscadas, que mais lembram as bobas chanchadas dos anos 50, e embarco na narrativa... Há momentos ótimos nesta fita, bons diálogos, sobretudo os rimados no terceiro ato do filme. Achei belíssima a reflexão sobre o quanto o nordestino tem que se transformar ao chegar em São Paulo, lembrei das letras de Belchior na mesma hora. Descontados o barulho gratuito e o humor caricato já referido por outros colegas em outros comentários, eu enxergo um bom filme. Não sei se estou sendo condescendente por muito gostar do cinema nacional... Talvez não tivesse a mesma disposição para ignorar defeitos em outros filmes de outras praças. Mas não por bairrismo irracional que faço isso. Sinto realmente que esses filmes contam a história da minha gente, a minha história... Por isso, até nas realizações imperfeitas, eu pego cheio dessa ternura condescendente ❤️
A proposta enredística é muito boa e, como bem disse um amigo, forma uma espécie de trilogia migratória com O HOMEM QUE VIROU SUCO e NOITES PARAGUAYAS, tendo em comum a participação de José Dumont nos três filmes, que, aqui, oferece-nos uma interpretação contida, o que acentua as absurdas generalizações diegéticas do título. O problema é que todos os personagens do filme exageram em certa caricaturização compositiva, havendo fanhos, portadores de tiques nervosos, neurastênicos e diversas outras configurações psiquiátricas. Isso dispersa um pouco o efeito de denúncia social, afinal realçado na seqüência final, que culmina numa sincera homenagem à cultura do Nordeste, reforçada nos créditos finais emocionantes. Os diálogos rimados são excelentes! (WPC>)