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Hermila é uma jovem de 21 anos que está de volta à sua cidade-natal, a pequena Iguatu, localizada no interior do Ceará. Ela volta juntamente com seu filho, Mateuzinho, e aguarda para daqui a algumas semanas a chegada de Mateus, pai da criança, que ficou em São Paulo para acertar assuntos pendentes. Porém o tempo passa e Mateus simplesmente desaparece. Querendo deixar o lugar de qualquer forma, Hermila tem uma ideia inusitada: rifar seu próprio corpo para conseguir dinheiro suficiente para comprar passagens de ônibus para longe e iniciar nova vida.
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filme lindo!
Estou em uma jornada pelo cinema nacional e nessa jornada sigo descobrindo e redescobrindo grandes e tocantes filmes que retratam o povo brasileiro de maneiras inigualáveis e cuja representatividade de um povo grita em cada cena.
E é gratificante ver como o cinema nacional sempre pode ser mais, pode emocionar de uma forma bem singular, quase sempre com uma verdade dura sendo escancarada, algo de fácil identificação.
Esse é mais um exemplo de um filme que se encaixa nessa descrição, com muita simplicidade vai envolvendo, vai deixando o seu impacto, é o comum do dia-a-dia de muitas pessoas que passam por situações similares na vida que torna tudo tão difícil de ser digerido.
O elenco é feito de escolhas bem assertivas, todos entregam tudo o que podem em cena.
Todos os demais elementos do filme trabalham para entregar essa identificação nacional, como a trilha sonora e o visual regionalizado, e tudo compõe um cenário com o mesmo impacto da história.
No geral, um filme que fica na memória e difícil de ser esquecido.
Assistido em 18 de setembro de 2026.
Nota: 8/10
Que céu encantador, mas, ao mesmo tempo, triste.
Continua sendo o meu filme nacional favorito. Há muita verdade nessa vida outsider dos marginalizados pela própria sina. Grandioso.
A simplicidade é o luxo dos luxos, né? Nada é tão grandioso quando um filme consegue trazer cenas tão frágeis e puras como em O Céu de Suely.