The Draughtsman's Contract - Estados Unidos da América
Sinopse
Um desenhista emergente e ambicioso é empregado pela senhora de uma mansão campestre para que execute uma série de desenhos em troca de favores sexuais. Fábula sobre sexo e dominação, ambientado no fim do século XVII.
Aqui já vemos todas as características de direção que Greenaway usaria nos anos seguintes: planos rigorosamente simétricos, travellings horizontais, planos estáticos, a música de Michael Nyman e claro muita nudez masculina. Mas a trama é pouco elaborada e o mistério em torno de um assassinato não me empolgou. Além disso a fotografia (originalmente em 16mm e depois ampliada para 35mm) fica abaixo dos trabalhos posteriores do diretor.
Alguns diretores carregam consigo idiossincrasias tão próprias que acabam virando características indissociáveis. É o caso de Peter Greenaway que, desde o início de sua carreira (este é o seu segundo longa), demonstrou fascínio pelos crimes familiares com doses de Agatha Christie - típico suspense britânico da alta nobreza. O negócio é que é estranhamente maravilhoso! O enredo se constrói, diverte e é tematicamente significativo ao abordar os contrastes da vida: rude e linda, belas paisagens e brutalidade dos personagens, aparência e contundência em assassinar. Como se a perversidade dos homens ricos prenunciasse revoluções vindouras. Longe de ser um filme fácil (é estranho, inclusive), ouso dizer que se trata de uma obra para estetas intelectuais.
Um dos primeiros trabalhos do Peter Greenaway, um cineasta que constrói narrativas esteticamente rigorosas e consistentes, aliadas à música hipnótica de MIchael Nyman. Aqui temos uma história de um desenhista contratado para desenhar uma residência no campo inglês e que acaba se envolvendo com duas mulheres - mãe e filha - e um assassinato. Fascinante, mas não para todos os gostos.
Aqui já vemos todas as características de direção que Greenaway usaria nos anos seguintes: planos rigorosamente simétricos, travellings horizontais, planos estáticos, a música de Michael Nyman e claro muita nudez masculina. Mas a trama é pouco elaborada e o mistério em torno de um assassinato não me empolgou. Além disso a fotografia (originalmente em 16mm e depois ampliada para 35mm) fica abaixo dos trabalhos posteriores do diretor.
"Mr. Neville..."
gente??????
Alguns diretores carregam consigo idiossincrasias tão próprias que acabam virando características indissociáveis. É o caso de Peter Greenaway que, desde o início de sua carreira (este é o seu segundo longa), demonstrou fascínio pelos crimes familiares com doses de Agatha Christie - típico suspense britânico da alta nobreza. O negócio é que é estranhamente maravilhoso! O enredo se constrói, diverte e é tematicamente significativo ao abordar os contrastes da vida: rude e linda, belas paisagens e brutalidade dos personagens, aparência e contundência em assassinar. Como se a perversidade dos homens ricos prenunciasse revoluções vindouras. Longe de ser um filme fácil (é estranho, inclusive), ouso dizer que se trata de uma obra para estetas intelectuais.
Um dos primeiros trabalhos do Peter Greenaway, um cineasta que constrói narrativas esteticamente rigorosas e consistentes, aliadas à música hipnótica de MIchael Nyman. Aqui temos uma história de um desenhista contratado para desenhar uma residência no campo inglês e que acaba se envolvendo com duas mulheres - mãe e filha - e um assassinato. Fascinante, mas não para todos os gostos.