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Data de lançamento
13 Março 2015Duração
Uma tragédia abala o casal formado por Will e Eden. Eles perdem o filho pequeno e, desolada, Eden vai embora sem dar notícias. Dois anos mais tarde, ela volta a procurar o marido, acompanhada de outro homem, e totalmente diferente de como era antes. Durante um jantar, com Will, Eden e o novo companheiro de sua esposa, Will começa a suspeitar que os visitantes têm planos sinistros contra ele.
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Bom suspense! Atmosfera de medo e desconfiança vai sendo gerado aos poucos e com aquele sentimento de inadequação e estranheza. O elenco de desconhecidos conta a favor já que não comprometem o resultado. O fim acaba entregando menos de algo que parecia ser diferente do geral. Ainda assim um bom filme de suspense.
O Convite (2015) é um daqueles thrillers que entendem que o verdadeiro suspense não está necessariamente no que acontece, mas na dúvida sobre se alguma coisa realmente está acontecendo. O filme transforma um simples jantar entre conhecidos em uma experiência cada vez mais desconfortável, usando paranoia, luto e comportamento social para criar uma tensão que cresce quase imperceptivelmente.
Will (Logan Marshall-Green) e sua namorada Kira (Emayatzy Corinealdi) vão a um jantar na antiga casa de Will, onde ele viveu com sua ex-esposa Eden. O encontro foi organizado por Eden e seu novo marido, David, que aparentemente desejam apenas reunir antigos amigos depois de anos afastados. Porém, desde a chegada, Will percebe que há algo estranho no comportamento dos anfitriões. Eden parece completamente diferente da mulher que conhecia, enquanto David demonstra uma cordialidade excessiva e começa a apresentar aos convidados ideias cada vez mais incomuns. Conforme a noite avança, histórias do passado, lembranças dolorosas e comportamentos desconfortáveis fazem Will suspeitar de que existe uma razão muito mais preocupante por trás daquela reunião. O problema é descobrir se suas desconfianças são justificadas ou se o próprio trauma está distorcendo sua percepção.
O filme funciona muito bem porque transforma Will em um protagonista cuja percepção nunca é totalmente confiável. Seu comportamento faz sentido diante do passado que carrega, mas também permite questionar se ele está interpretando tudo de maneira exagerada. Essa ambiguidade é fundamental para o suspense. Eden e David também são interessantes justamente porque nunca parecem simplesmente “vilões”; existe algo genuinamente perturbador na maneira excessivamente tranquila com que apresentam suas ideias. O roteiro explora muito bem o desconforto de reencontrar pessoas que mudaram completamente e aquela sensação social de que você percebe algo errado, mas não consegue apontar exatamente o quê.
A primeira metade é deliberadamente lenta e baseada quase exclusivamente em diálogos, olhares e pequenas situações estranhas. Para quem espera um thriller convencional, isso pode ser bastante cansativo. Mas a direção de Karyn Kusama utiliza esse ritmo para construir uma tensão gradual, fazendo o ambiente ficar progressivamente mais sufocante. A fotografia e a casa contribuem muito para essa sensação de claustrofobia, enquanto a montagem segura informações importantes pelo maior tempo possível. Quando o filme finalmente abandona a sutileza, a mudança de ritmo funciona justamente porque existe toda uma preparação anterior. Ainda assim, algumas passagens poderiam ser mais enxutas.
O Convite é um thriller de construção lenta que exige paciência, mas recompensa quem entra na proposta. Seu maior mérito está em transformar uma situação banal em algo genuinamente ameaçador sem depender constantemente de sustos ou violência. A atmosfera, a atuação de Logan Marshall-Green e principalmente a dúvida sobre o que está acontecendo sustentam o filme até o momento em que ele finalmente revela suas cartas. Não é perfeito e pode parecer excessivamente arrastado em determinados momentos, mas é exatamente o tipo de suspense psicológico que fica na cabeça depois dos créditos.
Nota: 8,4
Filmaço, um suspense que vale a pena ir até o fim. Um suspense real na verdade, como deve ter gente que acredita nessas maluquices por aí....
Esse filme foi uma perda de tempo total pra mim. É lento, chato, o mistério é previsível e quando chega no final e você acha que o filme vai compensar pelo inicio e meio maçante, é decepcionante
FILMÃO!!!
Ainda que beba de muitos clichês do gênero, ele tem uma linguagem sútil muito instigante. Você sente que tem algo errado, e isso vai intensificando aos poucos, com sutileza, em poucas coisas e detalhes. Nada é abrupto. O terreno vai sendo preparado para o clímax, que entrega exatamente o que você espera. Confesso que o final realmente surpreendeu. Parecia algo "local", mas no fundo era mais sério do que parecia. Baita filme!