Durante o reinado de Luis XI, o chefe de segurança do castelo, Frollo, fica encantado com a jovem cigana Esmeralda. Assim manda o corcunda Quasímodo capturá-la. Mas ele e a moça são presos por Phoebus, capitão da guarda. Quasímodo consegue libertar Esmeralda, mas é sentenciado. Ela é a única que irá cuidar do corcunda, agora preso na masmorra. Adaptação para o cinema do clássico de Victor Hugo, aqui numa versão bem mais fiel à obra original. A história ganhou várias refilmagens, inclusive uma versão animada da Disney.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
16.02.2000
Adaptação luxuosa do romance de Victor Hugo onde a RKO não poupou despesas na direção de arte (que recria com esmero a Paris medieval) e nos figurinos. Charles Laughton tem uma presença triste e terna como Quasímodo. Infelizmente a maquiagem deixa um pouco a desejar, especialmente no olho direito que nunca se mexe (e na cena do açoitamento dá pra ver claramente a cobertura de borracha se soltando no pescoço do ator). Cedric Hardwicke também tem ótima presença em cena como o gélido Jean Frollo, enquanto o estreante Edmond O'Brien exibe uma energia juvenil contagiante. Já Maureen O'Hara não convence como cigana e acaba parecendo o que era, uma jovem irlandesa ruiva.
Mesmo com alguns tropeços essa é uma das melhores versões da famosa história.
Esta adaptação incomparável do clássico romance anticlerical de Victor Hugo apresenta uma atuação triunfante e comovente de Laughton, que está virtualmente irreconhecível sob seu traje e maquiagem grotescos. Com sua atmosfera temperamental e cenografia expressionista, rivaliza com o original mudo de 1923, estrelado por Lon Chaney, mas é a atuação soberba de Laughton, O'Hara e Hardwicke, como o hierarca fomentador do ódio, que o torna o a melhor de todas as versões de tela. A direção dominante de Dieterle em todos os detalhes, desde a melancolia medieval até o enredo tragicamente humano, mantém tudo unido.
Primeira versão sonora cinematográfica do livro clássico de Victor Hugo. A versão do cinema mudo foi estrelada por Lon Chaney (1923). Esta produção estrelada por Charles Laughton, que estava no auge de sua carreira quando personificou Quasímodo (o Corcunda), recebeu duas indicações ao Oscar, em 1939. É provavelmente, a melhor interpretação dada ao triste personagem, morador da Catedral de Notre Dame, que perambula pelos impressionantes cenários de Paris, criados especialmente para o filme, em Hollywood. Maureen O'Hara está perfeita como a linda cigana Esmeralda, pela qual Quasímodo se apaixona desesperadamente, a ponto de romper a paz da imponente e secular Catedral, aterrorizando a população. Clássico cult do gênero drama de época, "O Corcunda de Notre Dame" é simplesmente espetacular!
Esta é considerada a melhor versão da história do quasímodo, mas eu confesso que prefiro a versão de 1956.
Assisti uma vez no TCM e infelizmente o áudio estava péssimo. A produção não se compara à versão colorida com o Anthony Quinn. O grande momento é a cena
em que o quasímodo joga um caldeirão de água quente na patuleia que tenta invadir a igreja. As gárgulas cospem uma cachoeira d'água quente (haja caldeirão pra tanta água) sobre o povão.
Essa cena ainda impressiona.