Melodrama romântico que mostra bem como Renoir era um cineasta superlativo , com total domínio da câmera e da narrativa. Tudo é fluído e cinemático de uma maneira que poucos na época ( ou depois) podiam equiparar . Não faltam também bom humor e lances surpreendentes na história , por sinal também de co-autoria do cineasta(que ao final é uma espécie de relato pró-Comunismo, mas palatável).
Jacques Renoir, a partir de uma história original de Jean Castanier adaptado por Jacques Prévert, coloca o espectador em cheque com questões políticas e morais bem controversas, magistralmente acalentadas por uma montagem ágil e tom humorístico. Jules Berry, como o patrão canalha, está fenomenal, assim como Florelle como no papel de Valentine, uma mulher forte e independente, algo bem raro de se ver na época.
Por vezes tenho vontade de cometer auto-flagelo por não conseguir adentrar ao mundo Renoiriano. O excesso de personagens e seu ritmo narrativo sempre me afastam e tenho certeza absoluta que não é culpa do diretor. Quem sabe me falte bagagem ou empatia ao trabalho do francês.
consigo apontar duas situações mais ou menos galantes e politicamente subversivas, e que considero atributos bacanas presentes nesta obra do cinema do mestre jean renoir: a metanarratividade, que anuncia sua presença logo de início, mas que acabamos até por nos esquecer devido à coleção de movimentos soberbos entre as cenas e suas variadas profundidades relacionais; outra grande situação-chave, acontecimento metafísico, cobertor narrativo-filosófico é a tal da crítica política; quantas genuínas denúncias da miserabilidade das relações de trabalho, da surdez proposital oferecida ao "precariado" e das infinitas canalhices dissimuladas por parte do chefe e de sua megalomania fudida e típica do homem de negócios; homem de algum negócio...um negócio por aí, mas que ostenta um ar de altivez de merda, que é estupidamente visível quando o senhor batala está próximo ao artista supostamente ingênuo, infantil, divagante e insuficientemente adulto
Melodrama romântico que mostra bem como Renoir era um cineasta superlativo , com total domínio da câmera e da narrativa. Tudo é fluído e cinemático de uma maneira que poucos na época ( ou depois) podiam equiparar . Não faltam também bom humor e lances surpreendentes na história , por sinal também de co-autoria do cineasta(que ao final é uma espécie de relato pró-Comunismo, mas palatável).
Não gostei da atuação do protagonista. E o filme é muito curto, carecendo de cenas para alguns personagens (o ciclista, por exemplo).
Esperava muito mais da cena do assassinato.
Jacques Renoir, a partir de uma história original de Jean Castanier adaptado por Jacques Prévert, coloca o espectador em cheque com questões políticas e morais bem controversas, magistralmente acalentadas por uma montagem ágil e tom humorístico. Jules Berry, como o patrão canalha, está fenomenal, assim como Florelle como no papel de Valentine, uma mulher forte e independente, algo bem raro de se ver na época.
Por vezes tenho vontade de cometer auto-flagelo por não conseguir adentrar ao mundo Renoiriano. O excesso de personagens e seu ritmo narrativo sempre me afastam e tenho certeza absoluta que não é culpa do diretor. Quem sabe me falte bagagem ou empatia ao trabalho do francês.
consigo apontar duas situações mais ou menos galantes e politicamente subversivas, e que considero atributos bacanas presentes nesta obra do cinema do mestre jean renoir: a metanarratividade, que anuncia sua presença logo de início, mas que acabamos até por nos esquecer devido à coleção de movimentos soberbos entre as cenas e suas variadas profundidades relacionais; outra grande situação-chave, acontecimento metafísico, cobertor narrativo-filosófico é a tal da crítica política; quantas genuínas denúncias da miserabilidade das relações de trabalho, da surdez proposital oferecida ao "precariado" e das infinitas canalhices dissimuladas por parte do chefe e de sua megalomania fudida e típica do homem de negócios; homem de algum negócio...um negócio por aí, mas que ostenta um ar de altivez de merda, que é estupidamente visível quando o senhor batala está próximo ao artista supostamente ingênuo, infantil, divagante e insuficientemente adulto