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Data de lançamento
12 Dez. 2008Duração
Helen Benson (Jennifer Connelly) é uma cientista que mantém contato com Klaatu (Keanu Reeves), um alienígena que veio à Terra para alertar sobre uma crise global. Ele deseja conversar com os líderes globais mas, por ser considerado hostil, passa a ser ameaçado pela humanidade.
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Um filme regular. Se você gosta de ver aqueles filmes com destruição e um suspense apocalíptico, é um bom filme para passar o tempo, mas se você for analisar a mensagem que o filme pretende passar, você verá que não há lógica.
A premissa é muito interessante: alienígenas querem destruir a humanidade para salvar o planeta Terra do caos que nós mesmos causamos. O problema é a forma como o roteiro constrói a nossa "segunda chance". O argumento usado para convencer Klatu é o seguinte: a civilização diante da destruição evolui, e por isso o mundo poderia evoluir já que a destruição estava se aproximando, mas é aí que vem minha crítica: o filme não mostra que a humanidade evoluiu, ou que se quer sabia que uma destruição estava próxima, ou muito menos quem era o Klatu.
No fim, Klaatu se compadece da humanidade porque sente pena ao ver uma mãe com o filho sofrendo, como se ele (alienígena com poderes e inteligência sobre humana) fosse um humano de coração mole. No fim a ameaça alienígena vai embora, e bem provavelmente os humanos vão continuar matando a natureza e uns aos outros. Em suma, a vinda dos et's à terra foi inútil, e Klatu se demonstrou ser tão burro quantos nós, humanos.
O Klaatu de 2008 virou uma vítima burra de sua própria ignorância: não disse ao que veio, não cumpriu seu objetivo e ainda “morreu”, sem ter certeza de que os humanos mudariam sua conduta. Muito ao contrário do original, que em seu desfecho cíclico e memorável, põe um medo justificável a raça humana através de um ultimato que dificilmente será esquecido.
O principal defeito de O Dia em que a Terra Parou: a falta de foco, e não estou falando do trabalho de câmera. O original tinha uma mensagem fortíssima para a época, que ecoa até hoje – nós, humanos, somos ignorantes selvagens, o que há de mais vil no reino animal. Devolvemos com violência tudo aquilo o que não conhecemos ou não compreendemos e colocamos a política mesquinha em detrimento a razão, colocando em cheque nossa própria existência.
Falando um pouco mais sobre o roteiro, esta edição tem muitas questões não explicadas – para citar uma – por que cargas d’água o presidente dos Estados Unidos não parece estar nem aí pra crise situada em seu país, mesmo que o planeta todo esteja em risco? – e os diálogos sofrem de um “bairrismo” imenso. Eu não sei se os personagens norte-americanos foram criados arrogantes deste jeito de propósito ou se reflete a arrogância do próprio roteirista. Uma das falas que mais refletem isto é quando os cientistas dizem que a estrutura de DNA de Klaatu é tão complexa que a comunidade mundial ficaria anos para desvendar seus segredos, no que a personagem de Kathy Bates responde que o DNA de Klaatu é “de propriedade do governo dos Estados Unidos”.
Enfim, no geral o que sobra é uma história até que boa, mas muito mal aproveitada e conduzida. O clássico de 51 também não achei grandes coisas, mas pelo menos ele consegue transmitir a mensagem principal com um exito infinitamente melhor e mais prático.
ficou faltando uma hora de filme, que tristeza, era pra ter mais dialogo, e a reunião?
faltou pouco pra ser uma obra prima
Um remake que troca o espanto existencial do original por uma ansiedade ambiental genérica, como se a humanidade precisasse de um sermão em CGI para entender o recado.
O roteiro tenta discutir culpa coletiva e autodestruição humana, mas faz isso de forma tão literal que elimina qualquer ambiguidade interessante. O alienígena não observa: ele sentencia. E o filme parece concordar o tempo todo. Visualmente, a ameaça é grandiosa, mas impessoal. A destruição vira espetáculo repetitivo, enquanto os personagens humanos funcionam mais como portadores de discurso do que como indivíduos em conflito real.
No fim, O Dia em que a Terra Parou até tem razão no que diz mas só esquece que cinema também precisa provocar perguntas, não apenas entregar a resposta pronta.
Nossa que roteiro ruim da desgrama.
O começo é intrigante mas depois as escolhas não fazem sentido nenhum.
O senhor idoso deveria ter uma fala mais impactante. O roteiro da criança é bem tosco.
Klaatu poderia ter sido mais destrambelhado, aprendeu muito rápido e depois continuou no mesmo jeito.
Os atores devem ter ficado animados pelo início do roteiro, mas não sabiam que seria essa bomba sem sentido.
Assisti dublado.
Ainda bem que tem pirataria, porque se tivesse pago pra assistir isso.
De forma geral foi uma boa refilmagem do filme clássico de 1951. Além de modernizarem os efeitos visuais, tentaram também atualizar a história deixando mais mais coerente a interação entre o alienígena e os humanos. Além disso trocaram o tema nuclear pelo ambientalismo.
A ideia do homem ser visto como uma praga que estaria matando o planeta e por isso mereceria ser exterminado permanece atual e dá uma boa justificativa para a intervenção alienígena.
No final Klatu resolve dar uma segunda chance aos terráqueos simplesmente por considerar que aquele "susto" que levaram seria suficiente para mudar a consciência ambiental da humanidade. Confiar no bom senso humano depois de tudo que ele viu não pareceu muito lógico, ainda mais por Klatu não ter deixado claro que eles voltariam para cumprir o objetivo caso o planeta continuasse ameaçado.
Então apesar de seguir a estrutura do filme original este desfecho poderia ter sido mais inteligente. Faltou coragem para passar uma mensagem mais impactante...
Curiosidade: Durante uma viagem de carro com Klaatu, Jacob Benson (Jaden Smith) comenta que seu pai teria lutado contra os visitantes alienígenas. O pai Will Smith lutou contra invasores extraterrestres em Independence Day e os controlou na franquia Homens de Preto.
Klaatu usou a famosa frase "Klaatu Barada Nikto" duas vezes no filme. No início, depois de ser baleado pelos militares para impedir que GORT os machucasse. E no final do filme, quando Klaatu toca a esfera para impedir que GORT, agora na forma de nanobôs, destrua o mundo. Assim que ele toca a esfera e diz "Klaatu Barada Nikto", todos os nanobôs morrem.