No julgamento de um assassinato, um repórter é a testemunha-chave e acaba sendo responsável pela condenação de um homem inocente. Aos poucos, ele começa a se sentir culpado e acaba sendo perseguido por pesadelos e pelas lembranças das juras de inocência do homem que ajudou a condenar.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
As sequências do pesadelo e da neurose são realmente dignas de nota e confesso que tenho uma queda por filmes que o personagem remói sozinho seus pensamentos. Uma pena que o trecho final seja muito ingênuo.
Apesar de ser o personagem titular e de aparecer primeiramente nos créditos, Peter Lorre aparece muito pouco em cena. Trata-se de um filme sobre um dilema existencial, que possui excelente fotografia e diálogos excessivamente reiterativos, que tornam a situação central um tanto repetitiva, por mais válida que seja a mensagem. Porém, o que realmente me incomodou foi o tom um tanto lombrosiano da composição vilanesca, que, entretanto, possui uma abertura ao contraditório e à empatia, no tratamento do cachorrinho abandonado. Estranho que este filme não seja mais conhecido, só descobri mui recentemente, não obstante ser mui relevante em seu pioneirismo 'noir'. O protagonista é bonito, o desfecho é esperançoso e, como alguém apaixonado pelo Jornalismo, apreciei o saldo geral, ainda que, em termos cinematográficos, o filme esteja abaixo de outros exemplares do gênero policial... (WPC>)
Curto e objetivo, mas mesmo assim acho que deveria ter tido mais tempo de tela para Elisha Cook Jr. e principalmente Peter Lorre. Lorre que sempre muito bem nos papéis de vilão, e ainda mais nesse filme aqui, com esses dentes todos pretos.
Detalhe para a velha que não ajuda a mulher no final, e a polícia como sempre inoperante e condenando qualquer um apenas por estar no lugar errado na hora ou tirar alguém pra louco, mesmo sem evidências suficientes para incriminar a pessoa.
Filme B que combina visual puramente expressionista, roteiro paranoico e personagens desbocados. A longa cena do pesadelo é digna de Franz Kafka.
Maratonando a filmografia de Peter Lorre, valeu a pena demais conferir esse meticuloso noir "O Homem de Olhos Esbugalhados", de 1940. É um drama policial de cunho investigativo, cuja trama, intrigante, por dinal, cumpre com a boa proposta de entreter os apreciadores do gênero. Pela nostalgia, vale 04 estrelas.