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Sinopse
Deraldo (José Dumont) é um poeta popular recém-chegado do Nordeste a São Paulo, que sobrevive de suas poesias e folhetos. Ele é confundido com o operário de uma multinacional que matou o patrão, na festa em que recebia o título de operário símbolo.
Gosto muito quando uma obra consegue incendiar e reavivar o meu ódio de classe. Em O Homem que Virou Suco, Deraldo, um poeta rebelde vindo do Norte diretamente ao inferno sudestino, inicia sua via-crúcis na grande metrópole. De subemprego em subemprego, o homem atravessa o implacável espremedor da burguesia e dos patrões, num retrato transbordante de crueza e realismo sobre a jornada do povo migrante do Nordeste brasileiro. É a existência de um indigente, sem documentos de identificação e constantemente chamado de "Paraíba", inclusive por colegas operários e paupérrimos que partilham da mesma condição precária e degradante, mas que já assimilaram a ideologia dominante e a xenofobia. Apesar do ambiente desonroso e insalubre da classe trabalhadora, o personagem surge como uma espécie de figura mítica, cuja resistência verte do poeta louco que se recusa a ser esmagado pelas botas da burguesia paulistana
Um cara que rebate a máquina de moer gente, chamada São Paulo. Revide as agressões que são feitas contra ele e não simplesmente aceita, como vários em seu lugar. É um recorte cruel da migração nordestina que aconteceu no nosso país.
Gosto muito quando uma obra consegue incendiar e reavivar o meu ódio de classe. Em O Homem que Virou Suco, Deraldo, um poeta rebelde vindo do Norte diretamente ao inferno sudestino, inicia sua via-crúcis na grande metrópole. De subemprego em subemprego, o homem atravessa o implacável espremedor da burguesia e dos patrões, num retrato transbordante de crueza e realismo sobre a jornada do povo migrante do Nordeste brasileiro. É a existência de um indigente, sem documentos de identificação e constantemente chamado de "Paraíba", inclusive por colegas operários e paupérrimos que partilham da mesma condição precária e degradante, mas que já assimilaram a ideologia dominante e a xenofobia. Apesar do ambiente desonroso e insalubre da classe trabalhadora, o personagem surge como uma espécie de figura mítica, cuja resistência verte do poeta louco que se recusa a ser esmagado pelas botas da burguesia paulistana
É esquizofrênico, episódico e labiríntico com essa intenção mesmo, de adentrarmos na espiral de loucura do protagonista e do seu duplo.
- "Isso aqui é São Paulo!"
- "Grande bosta!"
Um cara que rebate a máquina de moer gente, chamada São Paulo. Revide as agressões que são feitas contra ele e não simplesmente aceita, como vários em seu lugar.
É um recorte cruel da migração nordestina que aconteceu no nosso país.
É sempre bom demais ver filme de trabalhador com ódio dos seus empregadores, slc só desgraça, sem happy end por aqui.