Catarina Parr, a sexta esposa do rei Henrique VIII, é nomeada regente enquanto o tirano batalha no exterior. Quando o rei retorna, cada vez mais doente e paranoico, Catarina se vê lutando pela própria sobrevivência.
Excelente figurino, excelente fotografia e roteiro muito bom. A lição que o filme deixou claro é que No tabuleiro mais perigoso do mundo, a rainha não joga para vencer — joga para sobreviver, um movimento calculado de cada vez, enquanto o rei acredita que ainda controla a partida. 👑♟️🔥
Revolucionaria, rebelde, ativista, empoderada? Tudo mentira! "O Jogo da Rainha" do brasileiro Karim Aïnouz, é um "E se...?", como no filme do Tarantino, tipo "Bastardos Inglórios", que dá um destino mãos feliz a uma personagem sofrida, que foi vítima de um rei famoso por literalmente matar suas esposas.
A história foi cruel com as mulheres ao longo dos séculos. Com o revisionismo histórico inventado nos últimos anos, os fatos acabam sendo transformados para dar à essas personagem a vitória que ela não tiveram na vida real.
Hitler e Henrique VIII, são figuras históricas marcantes; mudar seus destinos nos filmes não é proibido. Mas algo tão radical e ousado pode levar a obra ao fracasso ou para prateleira de DVD da sua casa, onde estão as obras primas do cinema.
"O Jogo da Rainha" está longe desses extremos, o filme do Karim Aïnouz, reconstrui esses momentos da vida de Catherine Parr e Henrique VIII, de forma crua, focada na maldade do monarca com sua esposa no controle da igreja durante a monarquia.
Alicia Vikander vive Catherine, que foi a sexta e última esposa do rei Henrique VIII (Jude Law), que diferente de suas antecessoras, Catherine é retratada não apenas como sua acompanhante, mas sim como uma intelectual progressista e estrategista, uma voz importante do Reino que apoiava a mudança nas escrituras cristãs, que eram ensinadas em latim, em vez da língua inglesa, impedindo que o povo tomasse posse do conhecimento.
Jude Law, tem uma atuação grotesca, passando toda repulsa que ele deveria ter tido (sinceramente eu só percebi que era o ator, durante as cenas finais). Alicia Vikander, tem uma atuação típica de rainha da época, com o medo, a opressão e ameaças de ser decapitada ou queimada viva se ela desafiasse ou desagradasse o seu amado marido podre.
O filme é lento, a direção de Karina é competente, a fotografia, cenografia e figurinos são pesados, dando a impressão de que um grande mal cairia sobre todos e por se tratar da corte de Henrique VIII, onde um capítulo brutal da história do mundo foi contada, essa atmosfera criada perfeita para a história.
"O Jogo da Rainha", é um bom filme, não passa disso. Ele não se atropela e não força muito a história como "Duas Rainhas" com a Margot Robbie e Saoirse Ronan, fizeram no filme. Mas não empolga a gente como "A Favorita" do Yorgos Lanthimos e "Maria Antonieta" da Sofia Coppola fizeram.
Gostei, mas acho que poderia ter sido melhor, o ponto alto do filme é a dinâmica da relação entre Henrique VIII e Catarina porque Alicia Vikander e Jude Law são ótimos atuando, e embora o filme tenha um ou outro bom quesito aqui e ali no geral não acompanha a atuação desses dois, mereciam um filme melhor escrito e que soubesse fazer uma construção de tensão bem marcada, tudo parece seguir em segunda marcha o tempo todo, faltou mais energia ao filme, mas é um bom que passa de ano pelo menos.
Se a vida é um jogo, somos todos meras peças no tabuleiro. A grande maioria de nós são peões; sempre na linha de frente e a serviço dos outros. Também existem as temerosas torres, os indomáveis cavalos, os traiçoeiros bispos, e, por fim, as tão poderosas rainhas. Elas conseguem mover mundo e fundos quando precisam. Mas, ainda assim, apesar de todo seu poder, sua maior função continua a ser a de proteger o rei (e sua grave limitação de passos, coincidentemente).
"O Jogo da Rainha" tenta desvirtuar um pouco disto. Claro que a proteção do monarca ainda é fundamental, mas não é a única meta. Muito pelo contrário. Desde o início, aliás, a obra tenta demarcar essa dissonância com o aviso na tela de que "pouco se sabe sobre as mulheres, e por isso muito se inventa".
Mas não é exatamente verdade. Por mais que até o seja para as plebeias, sobre as quais realmente se sabe muito pouco individualmente, pelo menos sobre as mulheres da corte, até que temos obras inteiras, por vezes ricas em detalhes. E Catherine Parr é uma mulher da corte. Uma rainha, não menos. A mensagem simplesmente não se aplica a ela.
E, mesmo sabendo disto, o filme insiste em tomar liberdades criativas que o comprometem. Uma coisa é tomar liberdades para preencher as lacunas, outra é reescrever a história a bel prazer. Para um drama histórico, soa no mínimo estranho esse tipo de abordagem.
Aliás, o maior ponto positivo do filme é, de longe, a performance de Jude Law. Além de irreconhecível no papel do cruel tirano Henrique VIII, ele nos entrega um personagem extremamente palpável e verossímil, longe de outras adaptações que transformam o monarca gordo e doente que a história eternizou como um sexy e saudável guerreiro.
É sempre maravilhoso ver brasileiros como Karim Aïnouz alçando voos maiores. Não porque ele vai seguir por lá e nos abandonar (até porque ele já retornou na sequência com "Motel Destino"). Mas sim porque pode transpor um pouquinho da nossa rica cultura cinematográfica lá fora. Só é uma pena que "O Jogo da Rainha" não tenha sido tão bem-sucedido neste propósito.
Se a ideia inicial ter neste fim o pontapé para torná-lo um agitador da nossa cultura lá fora, no fim, a obra acabou por parecer apenas mais uma lenha jogada na fogueira de um sem-fim de filmes de época que tenta a sorte nas premiações todos os anos. Vamos torcer que a próxima tentativa gere fagulhas muito mais belas e reluzentes.
Excelente figurino, excelente fotografia e roteiro muito bom.
A lição que o filme deixou claro é que No tabuleiro mais perigoso do mundo, a rainha não joga para vencer — joga para sobreviver, um movimento calculado de cada vez, enquanto o rei acredita que ainda controla a partida. 👑♟️🔥
Revolucionaria, rebelde, ativista, empoderada? Tudo mentira! "O Jogo da Rainha" do brasileiro Karim Aïnouz, é um "E se...?", como no filme do Tarantino, tipo "Bastardos Inglórios", que dá um destino mãos feliz a uma personagem sofrida, que foi vítima de um rei famoso por literalmente matar suas esposas.
A história foi cruel com as mulheres ao longo dos séculos. Com o revisionismo histórico inventado nos últimos anos, os fatos acabam sendo transformados para dar à essas personagem a vitória que ela não tiveram na vida real.
Hitler e Henrique VIII, são figuras históricas marcantes; mudar seus destinos nos filmes não é proibido. Mas algo tão radical e ousado pode levar a obra ao fracasso ou para prateleira de DVD da sua casa, onde estão as obras primas do cinema.
"O Jogo da Rainha" está longe desses extremos, o filme do Karim Aïnouz, reconstrui esses momentos da vida de Catherine Parr e Henrique VIII, de forma crua, focada na maldade do monarca com sua esposa no controle da igreja durante a monarquia.
Alicia Vikander vive Catherine, que foi a sexta e última esposa do rei Henrique VIII (Jude Law), que diferente de suas antecessoras, Catherine é retratada não apenas como sua acompanhante, mas sim como uma intelectual progressista e estrategista, uma voz importante do Reino que apoiava a mudança nas escrituras cristãs, que eram ensinadas em latim, em vez da língua inglesa, impedindo que o povo tomasse posse do conhecimento.
Jude Law, tem uma atuação grotesca, passando toda repulsa que ele deveria ter tido (sinceramente eu só percebi que era o ator, durante as cenas finais). Alicia Vikander, tem uma atuação típica de rainha da época, com o medo, a opressão e ameaças de ser decapitada ou queimada viva se ela desafiasse ou desagradasse o seu amado marido podre.
O filme é lento, a direção de Karina é competente, a fotografia, cenografia e figurinos são pesados, dando a impressão de que um grande mal cairia sobre todos e por se tratar da corte de Henrique VIII, onde um capítulo brutal da história do mundo foi contada, essa atmosfera criada perfeita para a história.
"O Jogo da Rainha", é um bom filme, não passa disso. Ele não se atropela e não força muito a história como "Duas Rainhas" com a Margot Robbie e Saoirse Ronan, fizeram no filme. Mas não empolga a gente como "A Favorita" do Yorgos Lanthimos e "Maria Antonieta" da Sofia Coppola fizeram.
O final é polêmico...
Gostei, mas acho que poderia ter sido melhor, o ponto alto do filme é a dinâmica da relação entre Henrique VIII e Catarina porque Alicia Vikander e Jude Law são ótimos atuando, e embora o filme tenha um ou outro bom quesito aqui e ali no geral não acompanha a atuação desses dois, mereciam um filme melhor escrito e que soubesse fazer uma construção de tensão bem marcada, tudo parece seguir em segunda marcha o tempo todo, faltou mais energia ao filme, mas é um bom que passa de ano pelo menos.
Se a vida é um jogo, somos todos meras peças no tabuleiro. A grande maioria de nós são peões; sempre na linha de frente e a serviço dos outros. Também existem as temerosas torres, os indomáveis cavalos, os traiçoeiros bispos, e, por fim, as tão poderosas rainhas. Elas conseguem mover mundo e fundos quando precisam. Mas, ainda assim, apesar de todo seu poder, sua maior função continua a ser a de proteger o rei (e sua grave limitação de passos, coincidentemente).
"O Jogo da Rainha" tenta desvirtuar um pouco disto. Claro que a proteção do monarca ainda é fundamental, mas não é a única meta. Muito pelo contrário. Desde o início, aliás, a obra tenta demarcar essa dissonância com o aviso na tela de que "pouco se sabe sobre as mulheres, e por isso muito se inventa".
Mas não é exatamente verdade. Por mais que até o seja para as plebeias, sobre as quais realmente se sabe muito pouco individualmente, pelo menos sobre as mulheres da corte, até que temos obras inteiras, por vezes ricas em detalhes. E Catherine Parr é uma mulher da corte. Uma rainha, não menos. A mensagem simplesmente não se aplica a ela.
E, mesmo sabendo disto, o filme insiste em tomar liberdades criativas que o comprometem. Uma coisa é tomar liberdades para preencher as lacunas, outra é reescrever a história a bel prazer. Para um drama histórico, soa no mínimo estranho esse tipo de abordagem.
Aliás, o maior ponto positivo do filme é, de longe, a performance de Jude Law. Além de irreconhecível no papel do cruel tirano Henrique VIII, ele nos entrega um personagem extremamente palpável e verossímil, longe de outras adaptações que transformam o monarca gordo e doente que a história eternizou como um sexy e saudável guerreiro.
É sempre maravilhoso ver brasileiros como Karim Aïnouz alçando voos maiores. Não porque ele vai seguir por lá e nos abandonar (até porque ele já retornou na sequência com "Motel Destino"). Mas sim porque pode transpor um pouquinho da nossa rica cultura cinematográfica lá fora. Só é uma pena que "O Jogo da Rainha" não tenha sido tão bem-sucedido neste propósito.
Se a ideia inicial ter neste fim o pontapé para torná-lo um agitador da nossa cultura lá fora, no fim, a obra acabou por parecer apenas mais uma lenha jogada na fogueira de um sem-fim de filmes de época que tenta a sorte nas premiações todos os anos. Vamos torcer que a próxima tentativa gere fagulhas muito mais belas e reluzentes.
Jude Law está irreconhecível :O