Menino ladrão das ruas de Bagdá ajuda jovem sultão deposto do trono por feiticeiro a recuperar o poder. Para isso conta com a ajuda de um gênio mágico que lhe concede três desejos.
Nada como um imenso "Deus ex-machina", não é? Aqui, nesta aventura tão particular, faz mais sentido.
O maior fator que sempre me fez querer ver o filme é: Michael Powell. Ele que formou uma das duplas mais incríveis do cinema ao lado de Emeric Pressburger. Os dois nos entregaram algumas obras-primas. Sim, aqui só temos o Powell (não o Pressburger) e junto com outros diretores, porém isso aliado à conhecida história me atraiu.
O grande destaque é o visual. Os efeitos práticos e visuais tão fora da curva para o cinema dos anos 1940. P.S.: O "chroma key" (a famosa técnica de filmar com fundo azul ou verde para depois inserir um cenário desejado) nasceu aqui, não podemos esquecer. Trata-se de uma obra com tom único e escala realmente muito impressionante.
A lembrança de 'Aladdin', clássico da Disney, também é obviamente inevitável. Comparar os dois filmes e lembrar da belíssima animação dos anos 90 enquanto vemos esse 'O Ladrão de Bagdá' é um bônus que existe enquanto assistimos.
O romance tem sua cara ingênua, mas possui seu valor. O casal tem alguma química. Há uma presença boa e excêntrica do carismático ladrão Abu, do vilão Jafar e do Gênio egoísta. As cenas se destacam mais pela escala e novidade visual (efeitos especiais grandiosos para o período) do que pela qualidade delas em si, devo confessar. Contudo, sempre é bom conhecer uma obra tão diferente de outras de sua época.
Em algum nível, podemos dizer que tudo é uma desculpa pelo próprio prazer da aventura, da magia e do maravilhamento. E, tanto quanto, uma desculpa para o amor vencer. Não há razão para sermos contra filmes assim, concordam?
Já conhecia outras duas versões de 1924 e de 1978 da mesma história feitas para o cinema. Essa de 1940 achei a mais fraca de todas. A história é narrada de forma confusa e não empolga. Talvez por ter sido conduzida por três diretores ela muitas vezes parece não saber que rumo seguir. Os efeitos visuais vencedores do Oscar achei também fracos mesmo para a época. Os da versão de 1924 ainda no cinema mudo me impressionaram mais. Em contrapartida o filme merece elogios pela sua bela concepção visual. Tanto que levou também as estatuetas do Oscar de melhor fotografia e melhor direção de arte. Ainda concorreu para melhor trilha sonora.
"Esta é a terra da lenda, onde tudo é possível... quando é visto atráves dos olhos dos jovens. Somos o que sobrou da era dourada. Dourada porque o ouro era nada mais do que areia sob seus pés... ou a pedra na qual nos tornamos. Nós ficamos petrificados de horror pois o mal está entra os homens...quando deixam de serem crianças e deixam de acreditar na beleza do impossível. Quando o coração de uma criança retorna a nós e entra em nós, nós vivemos novamente. E assim como essa criança... você será meu sucessor"
Filme muito bom sobre valores e amizade. Com uma fotografia bonita e cenários lindos cheio de cor. Fora os efeitos especias que pra muitos pode soar datado visto o que temos hoje, porém para a época era muito a frente. E pelo que eu sei, posso até estar errado mas foi o primeiro filme a usar o chroma key.
Clássico cult do cinema fantástico, "O Ladrão de Bagdad", é um fascinante e divertido filme britânico de 1940, dirigido por Michael Powell, Ludwig Berger e Tim Whelan com Conrad Veidt no papel principal. O roteiro foi baseado num dos famosos contos literários da obra "As mil e uma noites" e é uma regravação de um filme mudo de 1924.
"O Ladrão de Bagdad" ganhou três prêmios Óscar, nas categorias de melhor fotografia, melhor direção de arte e melhores efeitos especias.
Este fabuloso clássico de aventuras era reprise constante na antológica Sessão da Tarde e no extinto Festival de Férias, nas décadas de 70 e 80. Destaque para a atuação do ator Sabu Dastagir, um dos primeiros talentos da Índia a chegar ao circuito internacional de cinema.
Confesso que esperava bem menos da situação.Filme totalmente divertido e repleto de momentos grandiosos na aventura.Efeitos que surpreendem pela qualidade.
A magia como salvação.
Nada como um imenso "Deus ex-machina", não é?
Aqui, nesta aventura tão particular, faz mais sentido.
O maior fator que sempre me fez querer ver o filme é: Michael Powell. Ele que formou uma das duplas mais incríveis do cinema ao lado de Emeric Pressburger. Os dois nos entregaram algumas obras-primas. Sim, aqui só temos o Powell (não o Pressburger) e junto com outros diretores, porém isso aliado à conhecida história me atraiu.
O grande destaque é o visual. Os efeitos práticos e visuais tão fora da curva para o cinema dos anos 1940.
P.S.: O "chroma key" (a famosa técnica de filmar com fundo azul ou verde para depois inserir um cenário desejado) nasceu aqui, não podemos esquecer.
Trata-se de uma obra com tom único e escala realmente muito impressionante.
A lembrança de 'Aladdin', clássico da Disney, também é obviamente inevitável. Comparar os dois filmes e lembrar da belíssima animação dos anos 90 enquanto vemos esse 'O Ladrão de Bagdá' é um bônus que existe enquanto assistimos.
O romance tem sua cara ingênua, mas possui seu valor. O casal tem alguma química. Há uma presença boa e excêntrica do carismático ladrão Abu, do vilão Jafar e do Gênio egoísta.
As cenas se destacam mais pela escala e novidade visual (efeitos especiais grandiosos para o período) do que pela qualidade delas em si, devo confessar. Contudo, sempre é bom conhecer uma obra tão diferente de outras de sua época.
Em algum nível, podemos dizer que tudo é uma desculpa pelo próprio prazer da aventura, da magia e do maravilhamento. E, tanto quanto, uma desculpa para o amor vencer.
Não há razão para sermos contra filmes assim, concordam?
Já conhecia outras duas versões de 1924 e de 1978 da mesma história feitas para o cinema. Essa de 1940 achei a mais fraca de todas. A história é narrada de forma confusa e não empolga. Talvez por ter sido conduzida por três diretores ela muitas vezes parece não saber que rumo seguir. Os efeitos visuais vencedores do Oscar achei também fracos mesmo para a época. Os da versão de 1924 ainda no cinema mudo me impressionaram mais. Em contrapartida o filme merece elogios pela sua bela concepção visual. Tanto que levou também as estatuetas do Oscar de melhor fotografia e melhor direção de arte. Ainda concorreu para melhor trilha sonora.
"Esta é a terra da lenda, onde tudo é possível... quando é visto atráves dos olhos dos jovens. Somos o que sobrou da era dourada. Dourada porque o ouro era nada mais do que areia sob seus pés... ou a pedra na qual nos tornamos. Nós ficamos petrificados de horror pois o mal está entra os homens...quando deixam de serem crianças e deixam de acreditar na beleza do impossível. Quando o coração de uma criança retorna a nós e entra em nós, nós vivemos novamente. E assim como essa criança... você será meu sucessor"
Filme muito bom sobre valores e amizade. Com uma fotografia bonita e cenários lindos cheio de cor. Fora os efeitos especias que pra muitos pode soar datado visto o que temos hoje, porém para a época era muito a frente. E pelo que eu sei, posso até estar errado mas foi o primeiro filme a usar o chroma key.
Clássico cult do cinema fantástico, "O Ladrão de Bagdad", é um fascinante e divertido filme britânico de 1940, dirigido por Michael Powell, Ludwig Berger e Tim Whelan com Conrad Veidt no papel principal. O roteiro foi baseado num dos famosos contos literários da obra "As mil e uma noites" e é uma regravação de um filme mudo de 1924.
"O Ladrão de Bagdad" ganhou três prêmios Óscar, nas categorias de melhor fotografia, melhor direção de arte e melhores efeitos especias.
Este fabuloso clássico de aventuras era reprise constante na antológica Sessão da Tarde e no extinto Festival de Férias, nas décadas de 70 e 80. Destaque para a atuação do ator Sabu Dastagir, um dos primeiros talentos da Índia a chegar ao circuito internacional de cinema.
Pura Nostalgia? Com certeza!
Confesso que esperava bem menos da situação.Filme totalmente divertido e repleto de momentos grandiosos na aventura.Efeitos que surpreendem pela qualidade.
>Assistido em 06 de Abril de 2023