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Data de lançamento
29 Out. 2008Duração
Marthe, Michel e seus três filhos moram tranqüilamente em uma casa isolada no meio do nada, em frente à qual uma larga estrada permanece vazia, fechada desde sua construção. No início do verão, ela é finalmente inaugurada. A família tenta manter sua rotina, mesmo com o estresse causado pelo barulho incessante de centenas de carros. Mas os efeitos a longo prazo do incômodo com a constante perturbação instauram um clima crescente de tensão familiar. Ainda assim, eles se recusam a deixar o lar construído com tanta dedicação.
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Famílias/lares "tradicionais", além de produzir doentes/neuróricos, viabilizou 8 bilhões de bichos homem, vivendo em sociedade. E, mesmo isolados, não tem volta.
Loucura
Então... tá aí um filme que não me pegou.
Achei um tanto indefinido.
Às vezes me pareceu uma proposta naturalista com viés contemporâneo, mas isso não se consolida.
Depois, houve a questão do "surto" coletivo.
Mas, pra chegar a esse surto, tinha que haver uma premissa mais evidente, de construção de lar e estilo de vida ancorado em amor. E não vi uma família amorosa em nenhum momento.
Se a realizadora acredita que amor e intimidade pode ser traduzido pelas sessões de banho despudorados e uma mãe que faz o estilo laisse faire, acho que é um equívoco.
Não há diálogos ou interação que demonstre que há verdadeira cumplicidade entre os membros da família. Os pais parecem bobões, se comportam de maneira imatura.
Enfim, há toda uma desfuncionalidade evidente nas relações estabelecidas e parece que o desejo da mãe por permanecer ali é algo sagrado, mas não há justificativa para tal [Spoiler]
Achei meio bobo.
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Surreal mas ao mesmo tempo plausível. Uma família em total paz e tranquilidade em sua casa no meio do nada, de repente, vê seu mundo ruir aos poucos quando se dá conta que são ínfimas as chances de se adaptar a um novo panorama de barulho, fumaça de carro e perigo. O filme vai num crescendo de angústia, passando a sensação de que algo trágico pode acontecer. O bom elenco encabeçado pela sempre maravilhosa Huppert - aqui sem glamour e convencendo como dona de casa - dá conta de criar empatia e fazer nos preocuparmos com seus destinos. Nina Simone cantando Wild os the Wind no final... Apropriadíssima, para dizer o mínimo.
Um drama sobre a vida real e a rotina de várias famílias.Existe vários momentos divertidos que servem bem como alívio e atuações naturais.A bela Huppert sempre realiza seus trabalhos com graciosidade.Um dos filmes desconhecidos de sua carreira que vale o ingresso.
>Assistido em 25 de Março de 2022
-Dou nota 7/10