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Dom Velásquez, um mágico, e Paloma, sua parceira, chegaram a uma pequena cidade do Recôncavo Baiano, dispostos a fazer uma série de espetáculos de mágicas, canto e dança. A estréia, porém, é frustada pela prepotência do delegado. No dia seguinte, na feira, Paloma, comovida, sugere a Dom Velásquez que faça uma grande mágica, para trazer fartura aonde há tanta miséria. O efeito é surpreendente mas dura pouco; por isso o povo se revolta e o delegado prende o mágico.
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Gostei da premissa e do roteiro de forma geral. O filme tem uma ótima critica social apesar dos exageros...
- tania alves e nelson xavier, que dupla sensacional
- usando da magia para combater o abuso de poder das autoridades, ótima premissa
- realismo fantástico brasileiro é lindo demais
- tem suas derrapadas mas o saldo é muito positivo
Num primeiro contato, dois aspectos incomodaram-me bastante: a narrativa incoesa e o exagero ginecológico, de maneira forçada e constrangedora para as mulheres, que interrompem diálogos para atender às exigências por nudez por parte do esquema de produção do período. Superados estes aspectos, um filme inteligentíssimo e sobrevivencial, a a importância da magia na translação contemporânea dos baluartes da Estética da Fome, agora carnavalizada. A cena da feira é absolutamente genial, confirmando a magnificência do talento de Tânia Alves: que atriz, musa! Nelson Xavier está soberbo: quando ele surge em cena, o filme cresce, ilumina-se. Mas não gostei dos exageros do delegado e seus comparsas. Ficou tudo reiterativo, num clima distinto da comicidade alegórica, exceto pelos ótimos minutos finais. Numa revisão, crescerá. Não pára de crescer, aliás! (WPC>)
"Agora tá toda a bagunça da cidade nessa cela. Ladrão de galinha, bebum, doido e artista."
O Mágico e o Delegado #OMagicoeoDelegado de #FernandoConiCampos Brasil,1983.
Um mágico e sua assistente chegam numa pequena cidade no interior da Bahia para apresentarem seus números artísticos, logo de cara o delegado do local pede uma apresentação exclusiva para saber se libera ou não o show para o público. É a censura brasileira que tomou conta do país numa ditadura onde artistas não tinham voz. Fernando Coni Campos faz disso uma fábula sobre a vida do artista que "vai até onde o povo está", os infortúnios dessa gente que ama o faz. Um filme que a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo resgata e exibe para o nosso deleite!
#NelsonXavier #TâniaAlves #VeraSetta #WilsonGrey #CinemaBrasileiro
do meio pra frente se perdeu