Cara, que filme chato, inverossímil... Quando é que um bandido, em vez de pegar cadeia, é levado pra casa pela vítima, a fim de "consertá-lo"? Não sei quem deu mais raiva, se o Dick Bogarde, fazendo mais um personagem perturbado; se a Alexis Smith, com um jeito histriônico de ser; ou o corno do psicólogo, que, de tão esperto, mal conseguia enxergar um palmo à frente do nariz. Segundo filme mal escolhido para ver neste domingo...
O título nacional é apelativo e faz parecer um filme de terror na linha de "Jack, o estripador" ou "Lobisomem", mas é uma ótima mistura de drama com suspense psicológico.
"O tigre adormecido" se manifesa em Frank (Bogarde), com suas mudanças constantes de atitude e em Glenda (Smith) que vai de uma postura arrogante e confiante para uma psicótica perturbada, ambos despertam suas "feras" internas.
Sinceramente não sei quem me incomodou mais nesse melodrama noir, e quem estava mais perdido; se era o psiquiatra carente que tentava a todo custo justificar os crimes e impulsos do assaltante, através dos traumas familiares do passado, tentando ser seu amigo. O ladrão manipulador, ou a esposa entediada que se apaixona pelo jovem assaltante.
À primeira vista, o título me chamou mais a atenção, quando por acaso o encontrei legendado no YouTube. Aliás, o título em português até se encaixa com a história, mas é muito exagerado, sendo "o tigre adormecido" muito mais interessante e de acordo com as gradativas mudanças e atitudes dos personagens. As boas atuações e o bom equilíbrio entre drama e suspense psicológico ajudam a manter o interesse.
"Nunca tivemos um criminoso como convidado. Pelo menos que nós sabíamos que fosse."
O humor negro dá algumas pinceladas nesta antiga cria de Joseph Losey. Mas a história é de suspense e mesmo melodrama. Se descontarmos o inusitado (e até absurdo) da situação que se desenha logo nos primeiros minutos do filme, poderemos curtir bastante. Um filme que tem seus momentos previsíveis, suas forçações de barra, seu psicologismo apressado. A certa altura da história, o que era provocativo vai se convertendo em um desfecho "mais família". Entretanto consegue administrar bem o clima de suspense e atiçar a curiosidade do espectador. Alexis Smith tem seus bons momentos quando adota uma postura debochada. E o desempenho de Dirk Bogarde, principalmente, fornece maior densidade à história. Um bom entretenimento.
Cara, que filme chato, inverossímil... Quando é que um bandido, em vez de pegar cadeia, é levado pra casa pela vítima, a fim de "consertá-lo"? Não sei quem deu mais raiva, se o Dick Bogarde, fazendo mais um personagem perturbado; se a Alexis Smith, com um jeito histriônico de ser; ou o corno do psicólogo, que, de tão esperto, mal conseguia enxergar um palmo à frente do nariz. Segundo filme mal escolhido para ver neste domingo...
Visto em 10/04/23
O título nacional é apelativo e faz parecer um filme de terror na linha de "Jack, o estripador" ou "Lobisomem", mas é uma ótima mistura de drama com suspense psicológico.
"O tigre adormecido" se manifesa em Frank (Bogarde), com suas mudanças constantes de atitude e em Glenda (Smith) que vai de uma postura arrogante e confiante para uma psicótica perturbada, ambos despertam suas "feras" internas.
Sinceramente não sei quem me incomodou mais nesse melodrama noir, e quem estava mais perdido; se era o psiquiatra carente que tentava a todo custo justificar os crimes e impulsos do assaltante, através dos traumas familiares do passado, tentando ser seu amigo. O ladrão manipulador, ou a esposa entediada que se apaixona pelo jovem assaltante.
À primeira vista, o título me chamou mais a atenção, quando por acaso o encontrei legendado no YouTube. Aliás, o título em português até se encaixa com a história, mas é muito exagerado, sendo "o tigre adormecido" muito mais interessante e de acordo com as gradativas mudanças e atitudes dos personagens. As boas atuações e o bom equilíbrio entre drama e suspense psicológico ajudam a manter o interesse.
"Nunca tivemos um criminoso como convidado. Pelo menos que nós sabíamos que fosse."
O humor negro dá algumas pinceladas nesta antiga cria de Joseph Losey. Mas a história é de suspense e mesmo melodrama. Se descontarmos o inusitado (e até absurdo) da situação que se desenha logo nos primeiros minutos do filme, poderemos curtir bastante. Um filme que tem seus momentos previsíveis, suas forçações de barra, seu psicologismo apressado. A certa altura da história, o que era provocativo vai se convertendo em um desfecho "mais família". Entretanto consegue administrar bem o clima de suspense e atiçar a curiosidade do espectador. Alexis Smith tem seus bons momentos quando adota uma postura debochada. E o desempenho de Dirk Bogarde, principalmente, fornece maior densidade à história. Um bom entretenimento.