Dirigido por
Data de lançamento
20 Março 2006Duração
Quatro pessoas vestidas com uniformes de pintor entram no movimentado banco Manhattan Trust. Em poucos minutos elas controlam o local, para a realização de um assalto planejado em detalhes. Após a notícia do assalto ser divulgada chegam ao local os detetives Keith Frazier (Denzel Washington) e Bill Mitchell (Chiwetel Ejiofor), que têm a missão de fazer contato com o líder dos bandidos, Dalton Russell (Clive Owen). Os detetives trabalham com o auxílio do capitão John Darius (Willem Dafoe) e esperam que a situação seja resolvida rapidamente. Porém eles não contavam com a frieza e inteligência de Russell, que parece estar sempre um passo à frente das ações da polícia. Quando a capacidade de Frazier começa a ser posta em dúvida surge Madeline White (Jodie Foster), uma poderosa jogadora que solicita um encontro particular com Russell.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Spike Lee conseguiu criar um clima de tensão e mistério do início ao fim, com um assalto pensado nos mínimos detalhes. As atuações são boas, mas achei todo o lance da Judy Foster estendido demais, embora entenda a motivação de ligar os bancos com dinheiro sujo. 22/08/2026
Eu passei 20 anos sentindo que eu devia uma revisão a este filme, afinal eu era muito jovem quando assisti e apesar de toda a minha turma de cinema (e professores) hyparem ele, eu não senti toda aquela euforia, e sempre achei que eu tinha visto ele errado.
Bom, desta vez, eu percebi alguns dos subtons raciais e de xenofobia que Spike Lee trabalha nele de forma suave e esparsa; a corrupção da polícia, e entendi melhor o choque de interesses entre Clive Owen, Jodie Foster e Denzel Washington. Fora isso, minha experiência foi parecida com a de 2006. É um bom plano de roubo, é bem executado, os atores fazem o que é pedido deles e... é isso. Owen é uma das presenças mais agradáveis em tela nos anos 2000, Foster serve c*nt (farma aura, para os héteros) na pele da personagem mais interessante do longa, e Washington faz o que ele sabe fazer quase no automático. Não há nenhuma grande atuação, roteiro e direção não oferecem um grande momento espetacular, nenhuma grande reviravolta acontece. É um filme que passa de ano com um sólido 7,0.
Talvez a principal diferença seja que o mundo era muito diferente em 2006. No filme, um homem que enriqueceu fazendo negócios com nazistas era o grande bad guy, e ele mesmo sentia tanta vergonha disso que todo o plot orbita em torno do não-vazamento dessa informação. Ele mesmo diz que se arrepende tanto disso, que passou o resto da vida tentando se redimir com a humanidade, fazendo toda sorte de caridade. Hoje, é de conhecimento geral que inúmeras empresas das mais tradicionais do mundo foram fundadas sobre o sangue de pretos escravizados, por exemplo. Hoje, o presidente do país mais poderoso do planeta (o mesmo do filme) é um tirano imperialista pedófilo e estuprador. Hoje, o primeiro trilionário da História é um nazista declarado. Isso pra não dizer que chegamos em um ponto da História em que os principais vitimizados pelo nazismo, hoje, são eles os genocidas. E ninguém é punido, nenhum deles demonstra a menor vergonha ou arrependimento... E nada acontece feijoada. O vilão do filme de 2006, personagem de Christopher Plummer, seria visto como um dos 'mocinhos' pelos vilões do mundo de 2026.
Se algo mudou na minha percepção sobre o filme, foi perceber como o mundo é outro, como sua problemática parece inofensiva aos olhos atuais e como eu queria que, em um futuro próximo, o mundo voltasse a ser como era, onde ser visto como alguém associado ao nazismo fosse tão indesejável e ultrajante, que até um bilionário tremeria teria medo da repercussão.
.
#HBOMax
Não tem muita ação, mas vale a pena.
08.06.26 - 23h09
É o tipo de filme que você já viu partes dele na tv, mas nunca foi até o final. é um bom filme, mas a melhor coisa do filme é o Denzel, que está ótimo. Acho que tem um pouco demais de exposição no final e o Spike Lee alonga o final, porém é um bom filme.