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Sinopse
Nova edição e restauração do filme final da trilogia épica Godfather, seguindo a tentativa de Michael Corleone de libertar sua família do crime e encontrar um sucessor adequado para seu império.
Eu escolheria focar mais no Michael envelhecendo e eliminaria do roteiro o tal Vincent. Andy Garcia não deu conta do peso da trama e apenas interpretou mais um bandidinho vulgar.
A cena da morte da Mary na escadaria e o Michael terminando sozinho. Eu achei coerente a jornada dele finalizar assim, pois foi um padrinho bem diferente do Don Corleone.
Faz décadas desde que vi o 3 então não consigo apontar diferenças. Ainda acho a história fraca e a Sophia já tem a pior atuação/personagem da trilogia: cara aborrecida em todas as cenas, em nenhum momento ela aparenta ser moça sedutora ou minimamente interessante, e ela recita os diálogos que ja sao ruins num tom monótono demais.
Reassisti a trilogia depois de muitos anos e na primeira vez, na época do lançamento da terceira parte, achei o mais fraco. Dessa vez, assisti essa versão e achei mais dinâmica e mais direta que a primeira versão. Ainda acho o mais fraco dos três filmes, mas esse melhorou bastante!!
É nitidamente inferior aos dois primeiros. Mas é de fato melhor que eu lembrava. E hoje e curto detalhes que antes me passavam batido (caso da treta do Vaticano, com menção nominal ao arcebispo brasileiro Aloisio Lorscheider no conclave) e consigo ver mais coerência na mudança de comportamento do Michael, que antes me soava abrupta demais.
Sabendo que o filme foi relançado em uma nova versão, que parece ter vindo pra substituir de uma vez por todas a versão original, eu deliberadamente e conscientemente tomei a decisão que a minha primeira visita à terceira parte da trilogia seria através da nova versão, considerando que ela é mais fiel ao que o Coppola tinha em mente originalmente e têm 100% do controle criativo dele. Assim eu fiz. E assim que terminei fui correndo saber de mais detalhes da versão original. Vi cenas iguais mas com contextos e ordens diferentes, vi cenas inéditas que foram cortadas, li textos do Pablo Villaça, na minha opinião o maior crítico de cinema do Brasil e o maior entendedor em assuntos de Poderoso Chefão do mundo....
Eu tendo a concordar com ele que a sequência de danças com as "três mulheres" do Michael na versão original era muito melhor e fazia muito mais sentido que a nova versão só com a filha. E eu particularmente achei muito mais bonito o início original do filme mas admito que o jeito que a nova versão se inicia faz muito bem pra narrativa, funciona melhor e ainda faz a trilogia inteira rimar. Por isso defendo esse último. E dito tudo isso, em resumo, eu acho que a nova versão é superior a versão original e não me arrependo de ter optado por ela. Acho lindo e morbidamente irônico que a versão original que só trazia o subtítulo "parte 3" no nome terminava com a morte solitária do Michael e a nova versão que traz o subtítulo "A Morte de Michael Corleone" termina com ele vivo. Isso é muito foda e acho que no fim das contas nem muda muita coisa na prática. Porque como o meu ídolo latino americano Belchior sabiamente representava, em duas de suas canções, a morte nem sempre é literal. A morte na arte pode ter outros significados, as vezes um destino pode ser tão pior do que a morte que se torna a própria morte. Olha que foda essa reflexão que o filme propõe apenas com um corte numa cena e com uma mudança no título. E é isso mesmo, o Michael teve um destino pior do que a morte, é coeso e coerente com os outros dois filmes, se você pegar a última cena do Michael nessa terceira parte vai ver que ela é uma sequência perfeita da última cena do Michael na segunda parte e na primeira parte respectivamente. Uma coisa foi levando a outra e a outra. É um arco não satisfatório e não bonito mas é um arco perfeito. E isso já era na versão original, ficou só muito mais interessante agora. Mas ao contrário do Michael eu tô me sentindo feliz e realizado de ter finalmente assistido essa trilogia e ter curtido pra caramba. Sou uma nova pessoa.
Eu escolheria focar mais no Michael envelhecendo e eliminaria do roteiro o tal Vincent. Andy Garcia não deu conta do peso da trama e apenas interpretou mais um bandidinho vulgar.
O melhor do filme:
A cena da morte da Mary na escadaria e o Michael terminando sozinho. Eu achei coerente a jornada dele finalizar assim, pois foi um padrinho bem diferente do Don Corleone.
Faz décadas desde que vi o 3 então não consigo apontar diferenças.
Ainda acho a história fraca e a Sophia já tem a pior atuação/personagem da trilogia: cara aborrecida em todas as cenas, em nenhum momento ela aparenta ser moça sedutora ou minimamente interessante, e ela recita os diálogos que ja sao ruins num tom monótono demais.
Reassisti a trilogia depois de muitos anos e na primeira vez, na época do lançamento da terceira parte, achei o mais fraco. Dessa vez, assisti essa versão e achei mais dinâmica e mais direta que a primeira versão. Ainda acho o mais fraco dos três filmes, mas esse melhorou bastante!!
É nitidamente inferior aos dois primeiros. Mas é de fato melhor que eu lembrava. E hoje e curto detalhes que antes me passavam batido (caso da treta do Vaticano, com menção nominal ao arcebispo brasileiro Aloisio Lorscheider no conclave) e consigo ver mais coerência na mudança de comportamento do Michael, que antes me soava abrupta demais.
Sabendo que o filme foi relançado em uma nova versão, que parece ter vindo pra substituir de uma vez por todas a versão original, eu deliberadamente e conscientemente tomei a decisão que a minha primeira visita à terceira parte da trilogia seria através da nova versão, considerando que ela é mais fiel ao que o Coppola tinha em mente originalmente e têm 100% do controle criativo dele.
Assim eu fiz.
E assim que terminei fui correndo saber de mais detalhes da versão original. Vi cenas iguais mas com contextos e ordens diferentes, vi cenas inéditas que foram cortadas, li textos do Pablo Villaça, na minha opinião o maior crítico de cinema do Brasil e o maior entendedor em assuntos de Poderoso Chefão do mundo....
Eu tendo a concordar com ele que a sequência de danças com as "três mulheres" do Michael na versão original era muito melhor e fazia muito mais sentido que a nova versão só com a filha. E eu particularmente achei muito mais bonito o início original do filme mas admito que o jeito que a nova versão se inicia faz muito bem pra narrativa, funciona melhor e ainda faz a trilogia inteira rimar. Por isso defendo esse último.
E dito tudo isso, em resumo, eu acho que a nova versão é superior a versão original e não me arrependo de ter optado por ela.
Acho lindo e morbidamente irônico que a versão original que só trazia o subtítulo "parte 3" no nome terminava com a morte solitária do Michael e a nova versão que traz o subtítulo "A Morte de Michael Corleone" termina com ele vivo.
Isso é muito foda e acho que no fim das contas nem muda muita coisa na prática.
Porque como o meu ídolo latino americano Belchior sabiamente representava, em duas de suas canções, a morte nem sempre é literal. A morte na arte pode ter outros significados, as vezes um destino pode ser tão pior do que a morte que se torna a própria morte.
Olha que foda essa reflexão que o filme propõe apenas com um corte numa cena e com uma mudança no título.
E é isso mesmo, o Michael teve um destino pior do que a morte, é coeso e coerente com os outros dois filmes, se você pegar a última cena do Michael nessa terceira parte vai ver que ela é uma sequência perfeita da última cena do Michael na segunda parte e na primeira parte respectivamente. Uma coisa foi levando a outra e a outra.
É um arco não satisfatório e não bonito mas é um arco perfeito.
E isso já era na versão original, ficou só muito mais interessante agora.
Mas ao contrário do Michael eu tô me sentindo feliz e realizado de ter finalmente assistido essa trilogia e ter curtido pra caramba. Sou uma nova pessoa.