Três histórias sobre o prazer adaptadas da obra de Guy de Maupassant. Na primeira, A Máscara, um velho usa uma máscara de jovem em um salão para seduzir as mulheres. No conto seguinte, Mansão Tellier, uma cafetina e suas prostitutas passeiam pelo campo durante um final de semana. Já a terceira história, A Modelo, fala sobre a paixão de um casal de artistas.
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Mulheres intensas e a ideia do prazer como contraponto do tempo, do espirito e da morte. É o jeito como o Ophüls engrandece aqueles espaços, com a exuberância da sexualidade como motivo máximo. Nada como aquele segundo episódio, “La Maison Tellier”.
Produção francesa da Compagnie Commerciale Française Cinématographique, Stera Films e Columbia Films. S.A. indicada ao Oscar de melhor direção de arte em preto e branco. Esta comédia dramática romântica foi adaptada de 3 contos de Guy de Maupassant (1850-1893) - "Le masque/A máscara" (1889), "La Maison Tellier/A casa de Madame Tellier" (1881) e "Le modèle/A modelo" (1883).
Maurice Yvain iria originalmente compor uma partitura original, mas foi substituído por Joe Hajos, que baseou a maior parte de sua música na música popular do final do século XIX. As estréias de Liliane Yvernault e Maïa Jusanova. As obras de Guy de Maupassant provavelmente foram adaptadas por mais cineastas franceses do que as de qualquer outro autor (com a possível exceção de Georges Simenon).
Um trabalho visualmente suntuoso e irregular, tedioso e irremediavelmente irrelevante. Cada uma das peças explora lados conflitantes da natureza humana. Tive dificuldades de me concentrar nesse tipo de antologia modorrenta, ou seja, não faz meu tipo este tipo de narração confusa e embaralhada. Achei torturante finalizar este filme e nem sei se teria coragem de revisá-lo novamente num futuro próximo após essa minha primeira experiência decepcionante.
Filme com uma belíssima fotografia e inteligente uso de câmeras. Três histórias sobre o prazer e o seu caráter efêmero adaptadas da Obra de Guy de Maupassant.
Antologias tendem a ser irregulares por natureza. Isso é perfeitamente exemplificado neste filme com três histórias muito diferentes entre si quanto ao ritmo e à duração. Isso faz com que nem sempre o diretor consiga se aprofundar na trama ou dar complexidade aos personagens. A primeira parte é bem interessante mas muito curta. Já segunda (e mais longa) história é quase um longa dento do longa.
Mesmo assim todos os elementos ophülsianos estão presentes: os elegantes travellings, a celebração do amor (as vezes impossível) e um notável elenco de mulheres bonitas.
Aliás, alguém explica como Simone Simon aos 42 anos se mantinha com aparência de 20? Ela parou no tempo? Envelhecia ao contrário?
Mesmo sendo o mais irregular dos filmes do mestre Ophüls ainda vale uma conferida.
A forma como Ophuls caminha sua câmera através de travellings brilhantes encantará qualquer cinéfilo. Há algo de muito próximo ao realismo poético francês dos anos 30, sentimento ainda mais impulsionado pela presença de Jean Gabin; É um ótimo filme que no todo não me conquista completamente apesar de suas nítidas qualidades.